Serial Cookies virou site!

21/11/2012

Depois de dois anos com o blog, o Serial Cookies virou um menino site de verdade! Agora todas as atualizações estão acontecendo no www.serialcookies.com.br. Aproveite para ficar por dentro das novidades do site me seguindo no Twitter e curtindo a página no Facebook.

Allons-y!


What? Starbuck como a mãe de Amy Pond?

23/09/2012

Como um crossover bizarro entre Battlestar Galactica e Doctor Who, a atriz Katee Sackhoff está confirmada no horror Oculus, no qual Karen Gillan é a protagonista . O filme começa 10 anos após um incidente que deixou duas crianças órfãs. Embora o irmão tenha sido preso pelo crime, a personagem de Gillan, Kaylie, está convencida que o verdadeiro culpado é um antigo espelho assombrado. Sackhoff ficou com o papel de Marie, a mãe de Kaylie que aparecerá em flashbacks.

Oculus será dirigido por Mike Flanagan e deverá começar a ser gravado no mês que vêm. Estou animada com a perspectiva de ver as duas juntas num filme de suspence/horror, mas fico com medo disso virar algo no estilo de Luzes do Além (aka o encontro fantástico entre Katee Sackhoff e Nathan Fillion. Só que não).


Haven: Uma Questão de Identidade

20/09/2012

A 3ª temporada da série baseada no livro The Colorado Kid estreia nessa sexta-feira nos EUA, e com ela, a promessa de responder muitas perguntas. Se você acompanha Haven, sabe que não é apenas a cidade que esconde segredos, mas também a protagonista. Quem é a verdadeira pessoa que ajuda os cidadãos com suas aflições? Audrey Parker? Lucy Ripley? Sarah? O que faz um indivíduo ser ele mesmo? Seu corpo, sua psique, suas memórias ou algo mais profundo?

Foi lendo sobre Doctor Who que me deparei com um capítulo muito interessante do livro Doctor Who and Philosophy, em que é feito um ensaio com vários artigos debatendo sobre a personalidade do Doutor – o que faz ele ser o Doutor regeneração após regeneração. Embora os textos sejam sobre várias pessoas como apenas um indivíduo, as informações apresentadas são o suficiente para debater outro assunto: uma pessoa como vários indivíduos. Na 2ª temporada de Haven, Audrey descobriu ter as memórias de uma agente do FBI (além de outras duas pessoas antes disso), fazendo-a se perguntar quem realmente é ela. Podemos trilhar pelo senso comum e dizer que a identidade se dá pela forma física. Afinal de contas, não é assim que você reconhece seus amigos na rua? Dessa forma, a personagem de Emily Rose não seria Audrey, Lucy ou Sarah. Caso encerrado. Mas se fosse assim, se a “verdadeira” Audrey Parker fizesse mechas, engordasse alguns kg e fizesse uma plástica no nariz, ela também não seria mais Audrey Parker. Isso também significaria que gêmeos seriam a mesma pessoa e que, se alguém na cidade pudesse se transformar em qualquer pessoa, ele deixaria de ser ele e seria a pessoa em questão. Obviamente, ter o mesmo corpo não é a solução.

Vamos deixar a parte física de lado. De acordo com o filósofo Derek Parfit, a identidade se dá pela conectividade psicológica, pela sua  continuidade. Na sua visão, um indivíduo existe como um clube ou um título – não é seu corpo que o define, mas um conjunto de ideias (por exemplo um presidente. O Brasil já teve 36 pessoas exercendo essa função, mas todos eles dão lugar a uma linha contínua que é “o presidente”). Considerando a sua teoria, se Simon Crocker tivesse matado a Lucy Ripley “original” enquanto Audrey estava com as suas memórias, Lucy continuaria viva por meio daquela que sobreviveu. Mas coloque-se no lugar dela. Imagine que você se encontra com uma pessoa que é psicologicamente igual a você. Um estranho chega no local e diz que vai te matar. Você fica tranquilo sabendo que a outra pessoa vai sobreviver? Não, você fica desesperado porque sabe que, embora a outra pessoa possua suas ideias, você vai morrer. Então a solução também não é a continuidade. Quem sabe a resposta seja de fato as memórias. John Locke descreve no Ensaio Sobre o Entendimento Humano uma teoria que leva em consideração tal critério. Basicamente, se você lembra, você é. Nesse ponto de vista, a protagonista genuinamente é Audrey Parker, e antes disso realmente foi Lucy e Sarah. Mas há um problema com essa teoria. Vamos dividir a vida de uma pessoa em três partes: sua infância, sua vida adulta e seus anos como alguém idoso. Até sua vida adulta, essa pessoa lembra de sua infância, fazendo com que sejam a mesma pessoa. No entanto, ao envelhecer, ela pode esquecer dos seus primeiros anos de vida. Isso significa que a pessoa idosa não é a mesma quando era criança? E nos casos de amnésia? Ao perder sua memória a pessoa perde sua identidade? Isso nos leva a considerar que haja um fator a mais. Um fator que chamamos de alma.

A teoria Junguiana afirma que ninguém nasce tabula rasa. Se fosse assim, todos os bebês se comportariam da mesma maneira. Eles podem agir num mesmo padrão, mas as sutis diferenças seriam relacionadas com algo que já veio com eles. Platão e Descartes defendiam a ideia da alma: algo imaterial responsável por suas decisões, credos e personalidade. O problema teórico da alma é o cérebro. Os cientistas já estudaram vastamente esse órgão, e até mapearam suas áreas. Dependendo a parte do cérebro afetada por uma doença ou um acidente, sua forma de ver o mundo ou tomar decisões é alterada (como o caso de Phineas Gage). Se a alma é responsável por essas coisas, então por que uma personalidade pode ser totalmente alterada por um cérebro danificado? Após passar por tantas teorias e considerar tantos ângulos, fica claro que identidade é algo subjetivo. Talvez a melhor maneira de ver essa questão é comparando a vida de uma pessoa com um seriado de TV. Haven é formado por vários episódios com características semelhantes. Ele  não é apenas o 1×07 ou o 2×03, mas o aglomerado de todas as histórias juntas. Essa pode ser a teoria que mais faz sentido. Nós não somos alguns eventos definidos, mas um aglomerado de situações.

Com a estreia da 3ª temporada, duvido que esses pontos sejam debatidos na série. Nós não sabemos direito como a aflição de Audrey funciona. É possível que entre essas memórias emprestadas, o verdadeiro self da personagem apareça, quem sabe até lembrando de suas “falsas” memórias. Mas independente das respostas dadas, acho que debates como esse são a graça das séries sci-fi. As histórias criadas podem não acontecer de verdade, mas fazem com que você reflita sobre a realidade. Podemos não ter chegado numa conclusão exata sobre identidade, mas acho que estamos no caminho certo sobre nosso lugar no mundo. Afinal de contas, “Penso, logo existo”.


A Town Called Mercy: Quando o Doctor Quase Cometeu um Erro

17/09/2012

Steven Moffat não estava brincando quando disse que essa temporada seria construída a partir de episódios independentes. O lado positivo é que a série fica mais dinâmica, fazendo com que você possa acompanhar as histórias sem uma regra. O lado negativo é que tramas como a “separação” dos Ponds ficam perdidas na narrativa. Embora Dinosaurs on a Spaceship tenha sido um episódio divertido, fiquei preocupada se Doctor Who se transformaria num seriado cheio de histórias legais, mas com um arco geral fraco. No entanto, em A Town Called Mercy, tivemos o retorno de um aspecto antigo da personalidade do Doctor, reforçando a necessidade de uma companion viajando com ele.

De cara esse episódio tinha tudo para ser um dos melhores da temporada: um ambiente western, um alien Terminator, o Doctor fazendo um Stetson revival e uma participação do fantástico Ben Brownder (hell yeah Farscape!). Para melhorar ainda mais esse cenário, foi possível enxergar novamente um pedaço da personalidade do Doctor que raramente vemos. Desde que a série voltou em 2005, a parte sombria do protagonista sempre esteve presente. Mas é somente quando ele viaja sozinho por muito tempo que esse aspecto começa a tomar conta. Muitas raças o veem como uma grande ameaça, e eles estão certos. Com todo o poder que o Doctor possui, ele poderia fazer o que bem entendesse com o universo, o que traria consequências negativas gigantes. Foi isso que vimos em The Water of Mars (2009) e The Runaway Bride (2006); minutos que seu ego dominou seu bom senso e agiu pensando apenas nele. O resultado de ambas situações foi contornado, mas poderia ter sido bem pior para a timeline universal e para ele mesmo. Quando o Doctor resolve entregar Jex para o Gunslinger, isso poderia ter o transformado para sempre, fortalecendo demais sua sombra. Afinal de contas, o que é mais assustador que o Doctor segurando uma arma? No entanto, Amy cumpriu seu papel como companion, e o trouxe para o lado sensato. Ficou claro que o Doctor não viaja acompanhado apenas por diversão, mas por uma questão de segurança. E é nessa narrativa que a troca de companions começa a ficar evidente: o Doctor precisa de alguém ao seu lado, mas os Ponds não podem mais o acompanhar.

A história fica ainda mais interessante quando analisamos quem é o vilão do episódio. Seria o cientista louco que cometeu atrocidades por razões supostamente altruístas e que está se esforçando para ter redenção? Ou seria a vítima de experimentos que está matando aqueles que o feriram? O episódio substitui essa resposta por uma ação: misericórdia. Até então eu concordo com a moral da trama, mas o final estragou a “lição do dia”. O Doctor levou em consideração o desejo de Jex para ser uma pessoa melhor, mas disse que não cabia a ele escolher como e onde se redimir. Mas foi exatamente isso que ele fez no final. Ele escolheu que iria morrer ali numa explosão, tomando o caminho mais fácil e nada digno.

Mesmo assim gostei muito do episódio. É difícil estragar uma trama que se passa num cenário de filmes de bang-bang, e a presença do xerife boa índole vs o exterminador vingativo serviu para solidificar a história. Amy teve um real propósito, algo que não se via desde a 5ª temporada. Agora nos resta esperar pelo Poder dos Três, e ver se os Ponds conseguem fazer a escolha entre o mundo fantástico do Doutor e a vida real.


Seja um Colaborador do Jogo Dungeon Monsters

13/09/2012

A ideia de explorar calabouços, derrotar monstros e ferrar com seus amigos te chama a atenção? Então o jogo Dungeon Monsters é feito para você. Além de rápido e divertido, esse é um card game que pode ser aprendido em 5 minutos. Para 4 a 8 jogadores, o objetivo é se livrar de todas suas cartas fazendo combinações estratégicas. As regras são bastante similares ao jogo de cartas tradicional chamado Presidente, mas o baralho feito especialmente para o jogo o deixa bem mais dinâmico. A premissa fica mais interessante com dragões, zumbis e múmias, e você ainda pode se tornar o “Herói Lendário” (o vencedor) e ficar trollando seu amigo “Banana” (o perdedor).

O Helio Greca é dono da loja Rocky Raccoon, uma das primeiras lojas especializadas em RPG do Brasil. Depois de promover vários eventos relacionados com esse universo, ele resolveu lançar seu próprio jogo. A estreia de Dungeon Monsters aconteceu no World RPG Fest desse ano, em que Helio produziu por conta um número limitado do jogo para ser vendido. Eu tive o prazer de fazer o game test com ele e comprar a primeira versão do card game. Para melhorar ainda mais a qualidade e produzir mais unidades para venda, o jogo foi colocado no site Movere.me, especializado em financiamento coletivo. Ele já atingiu sua meta, e ainda faltam 48 dias para finalizar o projeto. O que isso significa? Que o jogo vai ficar ainda mais legal! O site funciona com um sistema de quantidade de dinheiro investido e recompensas para isso. Você pode virar um incentivador doando de R$ 15,00 até R$ 1000,00. Além de ter seu nome imortalizado como colaborador, você ainda garante seu card game e outras recompensas como mouse pads, canecas e camisetas.

Ficou animado? Então não perca tempo e ajude o projeto. Escolha sua recompensa aqui.


Alias e Arquivo X se encontram na série Hunted

07/09/2012

Lembram da personagem Lauren Reed em Alias? A boa esposa de Michael na 3ª temporada que não era tão boa? Pois a atriz Melissa George volta ao cenário de espiões para protagonizar a série Hunted, do roteirista/produtor de Arquivo X, Frank Spotnitz.

A trama em oito episódios é do canal Cinemax, e conta a história de uma agente de elite que sobrevive a uma tentativa de assassinato. Ela depois descobre que a pessoa por trás do ataque pode ser algum dos seus colegas de trabalho. Também estão no elenco Stephen Dillane (Game of Thrones) e Adam Raymer (Hawthorne).

Depois de Alias, a atriz participou de grandes filmes de terror, como Terror em Amityville e 30 Dias de Noite. Agora ela irá lutar mais uma vez por sua vida a partir do dia 19 de Outubro. Mulder e Scully estão aposentados, mas as conspirações continuam…


Asylum of the Daleks: Conheçam os Daleks-Cylon e os Daleks of the Dead

03/09/2012

Sempre fui fã da escrita wibbly-wobbly de Steven Moffat (quem já leu meus outros textos sabe disso). Acho que ele é capaz de criar personagens fortes e misteriosos e tramas bem amarradas. Ele fez um fantástico trabalho trazendo o 11º Doctor à vida e nos envolvendo numa história cheia de suspense com os Silence. Na estreia da 7ª temporada, no entanto, foi possível descobrir a criptonita do roteirista: os Daleks.

Acredito que o episódio mais fraco do 5º ano foi Victory of the Daleks, e pensei que Moffat iria se redimir com esse início de temporada. Mas embora a história seja interessante, o maior defeito é a perda de identidade desses robôs nazistas que foram inventados lá na década de 60. Uma das características que eu mais gosto do Moffat é que com ele nada é preto ou branco; ninguém nunca é totalmente bom ou totalmente ruim. Porém, foi exatamente esse ponto de vista que prejudicou o episódio. Não me entendam mal, adorei ver Daleks humanos sleepers e me deu um medinho estilo The Walking Dead com aqueles cadáveres se movendo como zumbis. Mas juntando esse conceito com o próprio asilo e o “trato” feito com o Doctor, os Daleks perderam um pouco de sua essência. Esse é um grupo de personagens que não precisa e não deve ter um desenvolvimento. Daleks exterminam tudo que não é Dalek. Orgulho e ódio os definem, e eles seguem esse padrão por mais que ele não seja a melhor estratégia. É isso que torna esses vilões tão assustadores. Essa trama toda de converter humanos os trouxe perto demais dos Cyberman, que possuem um objetivo completamente diferente. Só houve um Dalek que saiu ganhando com a escrita do showrunner: nossa querida Oswin Oswald.

Assim como todos os fãs, sabia que Jenna-Louise Coleman faria seu debut como companion no episódio de Natal, então fui totalmente pega de surpresa com a sua aparição. Estou triste com a partida da girl who waited, mas o futuro parece promissor com a girl who can. Não sei como Moffat vai trazer Coleman novamente para a história, mas se sua personalidade for como a demonstrada nesse episódio (e tudo indica que será), teremos ótimas tramas em 2013. Li algumas reclamações de fãs dizendo que as personagens femininas de Moffat possuem sempre a mesma personalidade. É verdade que Amy, River e Oswin possuem várias qualidades semelhantes, mas dizer que as três são iguais é um erro. Sem contar que para estar ao lado do Doctor, elas precisam ter esse perfil. Achei Oswin fantástica, e o fato dela ser um gênio e colocar muitas referências e flertes nos seus rápidos diálogos não me incomoda nem um pouco. O que me incomodou quanto aos personagens foi essa separação da Amy e do Rory. Até fiquei animada ao ver a briga dos dois no final de Pond Life e o pedido de divórcio no início do episódio. Claro que os dois iriam ficar juntos novamente, mas essa nova situação tinha tantas possibilidades para sua causa e consequências. E dai a Amy me solta aquela explicação. Eu entendo o que o Moffat quis colocar ali – sei que ele não estava querendo dizer que mulher que não pode ter filho é inválida – mas mesmo assim é um péssima razão. Como assim os dois não discutiram nada sobre o assunto? Isso era tão fácil de se resolver que eles fizeram as pazes em cinco minutos. Desperdício de uma trama interessante.

Mesmo com esses defeitos (e a grande dúvida de como a voz de Oswin não a revelou como Dalek durante toda a trama), Asylum of the Daleks foi um episódio legal. O mais fraco dos inícios de temporada de Moffat, mas dizer que foi horrível é exagero. Tivemos ótimas tiradas, uma atitude badass do Rory e a melhor resposta de Amy quanto ao seu temperamento. Adorei o final da história, com os Daleks e o próprio Doctor indagando a pergunta feita em The Wedding of River Song: Doctor Who? Será que esse ano iremos mesmo descobrir seu verdadeiro nome?


Frankenstein (2007)

28/08/2012

Em 1818, Mary Shelley teve seu primeiro romance publicado: a história de um cientista que cria um monstro hediondo. Algo certamente assustador para o século XIX, mas que não gera tanto medo atualmente. Modernizando a trama, a ITV lançou em 2007 o telefilme Frankenstein, protagonizado por Helen McCrory (Harry Potter, A Invenção de Hugo Cabret). Ter uma protagonista mulher é umas das mudanças feitas na adaptação, que foca nas complexidades emocionais tanto da criadora quanto da criatura.

A Dra. Victoria Frankenstein é a chefe de um grupo de cientistas especializados em estudos de células-tronco. Eles conseguem criar um coração, mas a aprovação para o estudo seguir adiante não está sendo fácil. Descobrimos então que Victoria não está totalmente focada no projeto apenas pelo progresso científico, mas porque seu filho está morrendo e precisa de vários novos órgãos. Ela ignora os protocolos e começa a criar órgãos além do coração com o DNA do seu filho. Obviamente, o projeto foge de seu controle, criando um ser vivo por completo. Comparado ao livro, a história é breve. A criatura não se torna inteligente ou possui diálogos, e a aversão entre ela e a protagonista dura pouco tempo. Victoria toma responsabilidade pelo monstro, que não é apenas uma criação experimental, mas algo com o seu próprio DNA. O clímax da trama é oferecido pela luta da doutora contra uma organização que quer se beneficiar com o projeto.

A produção do filme é bem feita, nos fazendo acreditar que estamos num local em que o céu está coberto por cinzas vulcânicas e que a criação de um monstro por meio de células-tronco é possível. Na maior parte do longa, a criatura esconde seu rosto. Quando ele se revela por completo, vemos um trabalho de computação gráfica consideravelmente bom, que optou por fazer um rosto que fosse inicialmente assustador, mas que traz muitas semelhanças ao filho de Victoria. Mesmo focando mais nos aspectos emocionais da trama, o filme também tem sua parte de suspence e terror como qualquer outra adaptação de Frankenstein. Há vários assassinatos (mesmo não intencionais), entre eles um bastante chocante. A história peca um pouco quando vai chegando ao final, mas é uma obra que merece ser vista.

No Brasil, é possível adquirir o DVD do telefilme, distribuído pela Log On.


O reboot de Blake’s 7 será tão bom quanto o de Battlestar Galactica?

22/08/2012

No final de 2003, o Syfy demonstrou uma grande proeza: transformou uma série trash dos anos 70 em um dos melhores seriados de todos os tempos (Sim, estamos falando de Battlestar Galactica). Seguindo o mesmo caminho, o estúdio pretende revitalizar Blake’s 7, outra série trash da mesma época que trata sobre um grupo de rebeldes e criminosos lutando contra uma federação galáctica totalitária. Mas enquanto BSG original era uma história consideravelmente alegre comparando ao universo de Ronald D. Moore, a história original dessa nova saga já é bastante sombria.

Para começar, o seriado é britânico e seu criador, Terry Nation, é quem inventou os Daleks de Doctor Who. Se isso não o convence do aspecto dark da trama, talvez esses fatos fechem a questão: 1) O protagonista sofre lavagem cerebral para trair todos seus amigos e pensar que é um pedófilo. 2) Seu companheiro de viagem é um gênio de computador que não se importa em sacrificar a vida de todos em troca do ganho pessoal. 3) Os “mocinhos” matam sem hesitar. 4) Blake está disposto a deixar toda a galáxia morrendo de fome e no caos para poder mudar o governo.

Esses não são exatamente o tipo de heróis que vemos por aí. O Syfy encomendou o episódio piloto para o produtor Joe Pokaski (Heroes), e Martin Campbell (Casino Royale, Lanterna Verde) deve dirigir se o roteiro for aprovado. O canal já concordou que se o piloto for gravado, os outros 12 episódios da primeira temporada também serão produzidos. Warehouse 13 e Alphas são séries divertidas que estão fazendo sucesso na emissora, mas estava na hora de termos novamente um programa com uma trama densa e controversa.


Clássicos de Mark Twain irão chegar na TV em versão steampunk

20/08/2012

Lembram das travessuras de Tom Sawyer e as aventuras pelo rio Mississippi de Huckleberry Finn? Pois os personagens estarão juntos na nova série da ABC chamada Finn and Sawyer. Na história, os dois jovens já nos seus vinte e poucos anos se reencontram numa Nova Orleans steampunk. O drama será escrito e produzido por Jason Richman (Detroit 187) e David Zabel (Detroit 187, Dark Angel, ER).

Esse ano tivemos uma explosão em tramas com personagens de contos de fadas, e parece que em 2013 teremos várias se baseando em clássicos literários. Além da tentativa da CBS em trazer Sherlock Holmes para os Estados Unidos atual em Elementary, a Fox e a CW estão desenvolvendo suas versões de The Legend of Sleepy Hollow. Também há um outro projeto que pretende mostrar os Lost Boys 10 anos depois de saírem de Neverland no drama The League of Pan.

Mark Twain + steampunk tem tudo para dar certo. Agora depende da decisão do estúdio quanto à produção.


Terry Gilliam volta ao gênero sci-fi depois de 18 anos

13/08/2012

Conhecido como o visionário diretor de Brazil (1985) e 12 Macacos (1995), Terry Gilliam dedicou a maior parte das duas últimas décadas para filmes de fantasia, como Os Irmãos Grimm e O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus. Agora, ele retorna para o sci-fi com o filme The Zero Theorem, que já tem Christoph Waltz (Bastardos Inglórios) como protagonista. Com psiquiatras virtuais, clones e uniformes que possibilitam viagens para dentro da alma, confira a sinopse do longa:

Vivendo num mundo corporativo no estilo de George Orwell, em que “homens-câmera” servem como os olhos de uma figura sombria conhecida apenas como Direção, Qohen Leth (Waltz) trabalha na solução de um estranho teorema enquanto vive como um monge virtual fechado em sua casa (uma capela danificada num incêndio). Seu isolamento é interrompido por Bob, que cria uma roupa capaz de levar Leth para dentro de si mesmo numa realidade virtual. Ele irá se deparar com dimensões escondidas e a verdade de sua alma, na qual estão as respostas que ele e a Direção estão atrás. A roupa e a tecnologia de suporte irá criar um inventário da alma de Qohen, provando ou não o Teorema Zero.

Tipo, oi? Esse parece ser daqueles filmes que têm tudo para dar errado, mas é bem provável que funcione nas mãos de Gilliam. O projeto existe desde 2009, e deverá começar a ser rodado em outubro. Isso se as gravações não sejam canceladas como aconteceu com The Man Who Killed Don Quixote. Rezemos.


Telefilme confirmado para o aniversário de Doctor Who

09/08/2012

Com os 50 anos de Doctor Who ficando mais próximos, todos os tipos de rumores estão correndo pela internet. Mas hoje,  a BBC confirmou mais uma produção para a comemoração do aniversário: um telefilme mostrando a real origem da série, que estreou em 1963.

O roteiro fica por conta do veterano Mark Gatiss. Ele já escreveu vários episódios desde que o Doctor voltou em 2005, e também escreve Sherlock ao lado de Steven Moffat. “Eu quero contar essa história há mais tempo do que eu posso lembrar”, afirma Gatiss. “Para fazer isso no 50º aniversário é simplesmente um sonho virando realidade”. Moffat, como sempre, é ainda mais ambicioso: “A história de Doctor Who é a história da televisão – então nada melhor que no ano do aniversário façamos nossa viagem no tempo mais importante para ver como a Tardis foi lançada.

O filme irá tratar também de como o 1º Doctor, William Hartnell, fez a transição de papéis de um homem duro para o herói de muitas crianças. Detalhes sobre a produção serão confirmados no ano que vem.


Bryan Singer realmente está desenvolvendo aquele reboot de Battlestar Galactica

06/08/2012

Já faz algum tempo que ouvimos falar do suposto filme de BSG feito por Bryan Singer. Agora ele volta a falar do projeto, afirmando que vai ser “muito legal”. O roteiro está sendo escrito por John Orloff (da minissérie Band of Brothers), e ele já está na fase de revisão.

Singer não quis revelar muito na entrevista, mas afirma que seu longa existe entre o universo criado por Glen Larson (1978-1980) e Ron Moore (2004-2009). “É tudo que vou dizer sobre isso. Mas está evoluindo muito bem. Estou desenvolvendo isso faz tempo, mas certas coisas renderam recentemente, e eu espero fazê-lo”.

Como será a versão do diretor de X-Men e Superman Returns na história dos sobreviventes do apocalipse cylon?


Reunião Wonderfalls em Hannibal da NBC

03/08/2012

O programa sobre o serial killer mais famoso do cinema ganha duas adições no elenco. Oito anos depois de trabalharem juntos na série dos objetos que falavam, Caroline Dhavernas e Aaron Abrams entram no projeto de Bryan Fuller.

Dhavernas será a Dra. Alana Bloom, regular da série. Ela é uma professora de psicologia da Universidade de Chicago que também trabalha como consultora para o FBI. Abrams é Brian Zeller, um papel recorrente. Ele é um dos três CSIs que trabalham na agência.

Hugh Dancy (The Big C) e Laurence Fishburne (CSI) também já estão confirmados em Hannibal, interpretando o profiler que está atrás do serial killer e o chefe da área de ciência comportamental do FBI respectivamente. Fuller vai escrever os roteiros e ser o produtor executivo ao lado de Martha De Laurentiis (Hannibal), Sara Colleton (Dexter), Jesse Alexander (Lost) e Katie O’Connell. Acho seguro afirmar que se a série não der certo, será um desperdício de talento.


Crítica: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

27/07/2012

Christopher Nolan não tem que provar nada a ninguém. Além da trilogia do Cavaleiro das Trevas, ele é responsável por escrever e dirigir os filmes Amnésia, O Grande Truque e A Origem. Por isso a pergunta desse terceiro filme nunca foi se ele seria bom, mas o quanto épico. Nolan não só manteve todos os aspectos que vinham contribuindo para a trilogia, mas dobrou a dose nesse evento final de 2h45 de duração. O Coringa espalhou terror pelos cidadãos de Gotham City e fez da cidade seu próprio playground, mas isso não foi nada comparado ao que Bane tem planejado para o lugar. A violência aumenta, o drama é constante e as decisões éticas e morais de cada personagem serão questionadas todo o tempo enquanto vemos a ascensão de um herói após uma enorme queda. São raros os momentos que você pode piscar tranquilamente.

O clima sombrio de Gotham recebe três novos personagens além do vilão: Anne Hathaway como a Mulher-Gato, Joseph Gordon-Levitt como o jovem policial John Blake e Marion Cotillard como Miranda Tate, a única pessoa da Wayne Enterprises que ainda acredita fielmente nos planos de Bruce Wayne. Todos fazem um trabalho fantástico, com destaque para Hathaway que conseguiu fazer o que Halle Berry não pode: criar uma Mulher-Gato muito mais legal que a interpretada por Michelle Pfeiffer. Aqui ela é uma ladra atormentada por um passado não revelado e todo seu uniforme é funcional, nada de itens estéticos, nem mesmo as “orelhas”. Levitt mostra um amadurecimento grande, uma óbvia evolução de A Origem. Cotillard fica mais apagada em meio de tantos personagens com grandes habilidades, mas é fundamental para a história. Enquanto o Coringa era assustador pela sua loucura, Bane deve ser temido por sua estabilidade mental. O perigoso não é sua bizarra máscara, mas a mente que consegue juntar um exército de pessoas extremamente fiéis a ele. E claro que sua força e técnicas de luta contribuem ainda mais para sua imagem. Com um elenco de apoio tão bom, Christian Bale teve que elevar seu Batman a um patamar mais alto. Ele se entrega ao papel nada fácil e adiciona mais camadas ao já complexo herói.

Mesmo com grandes explosões, bat-veículos novos, lutas memoráveis e efeitos especiais de alta qualidade, a trama sempre volta para as decisões dos personagens. São essas escolhas individuais que montam o filme desde o começo, e formam a situação de caos em que eles estão inseridos. Em que lado você está e até onde está disposto a ir para defender o que considera correto? A história é um grande acumulo de ações e consequências, e quando a realidade toma uma forma apocalíptica, você irá fugir ou lidar com a situação que você ajudou a criar? A violência não é gratuita e o objetivo não é superficial. Fantasmas dos dois primeiros filmes voltam para assombrar o cavaleiro mascarado e o final dessa lenda não deixa pontas soltas. Deixa apenas saudades dos personagens que revolucionaram esse gênero de história.

Nota: 5