Happy Town – 1×02: I Came to Haplin for the Waters

Como fã de filmes trash de terror, não me importo tanto com os clichês do estilo. O problema é quando as ações das pessoas são idiotas. Embora a história tenha se desenvolvido um pouco, esse episódio não me fez muito feliz.

Spoiler Alert!

Quando eu assistia Harper’s Island, deixava a crítica da construção da história e dos personagens meio de lado, e focava no mistério em questão. O resultado sempre foi positivo, mas foi difícil fazer isso com esse episódio. Então pode-se fazer uma cópia perfeita de uma chave em 5 minutos com um equipamento rústico? A dona da residência deixa bem claro que o terceiro andar é proibido, e Henley não pensa que a porta pode estar trancada? O suposto Magic Man conta onde estão os corpos, e o indivíduo não checa se eles realmente estão lá? Mesmo? Mas tudo bem. Vamos tentar tirar proveito desses 42 minuto que, embora lentos, tiveram algumas coisas interessantes.

O ex-Xerife, agora no hospital por ter decepado sua própria mão, continua a falar coisas (aparentemente) desconexas e a citar o nome Chloe; que é como Henley se identifica no telefone. Se ela é a Chloe a quem o ex-Xerife se refere, ainda precisamos de mais informações para confirmar. Sr. Grieves, com seu olhar sinistro, já descobriu que Henley tem um missão na cidade, e por alguma razão a está ajudando. E uma boa surpresa foi ter Frances Conroy (Ruth Fisher, de Six Feet Under) como a matriarca dos Haplin. É ela quem decide que Tommy deve ser tornar o novo Xerife, mesmo sob protestos dele mesmo. Já ficou óbvio que ela é manipuladora, o que resta saber é o motivo dela querer Tommy no comando (meu palpite? Porque ele é um bobão).

O interessante mesmo da trama foi a chegada do “Tapioca Man”, que mais tarde seria apresentado como parte da polícia do estado, mandado para ajudar na investigação. Ele provavelmente drogou Georgia para conseguir informações sobre o que ela viu na cabana, e fez com que a coitada tivesse uma bad trip, acordando na casa do Stivilettos. É nessa parte que Tommy deixa de ser um trouxa e vai de Chuck Norris pra cima dos irmãos. Antes que ele pudesse terminar o serviço, recebe uma ligação e, devido à identificação da substância encontrada no corpo de Friddle, TC percebe que o assassino é seu amigo Big Dave. O grandalhão o matou por achar que Jerry Friddle era o Magic Man.  Tommy já tinha virado violento, e agora vira corrupto também, pois vai cobrir o homicídio que seu amigo cometeu.

O final do episódio fica por conta de Henley, que depois de achar a provável arma de algum crime e dizer ao celular que vai se revelar, sofre um acidente de carro causado por um pássaro-psicopata-cabeça-dura. Pela música e o ângulo da cena, estava na cara que algo iria acontecer, mas admito que levei sustinho. Muito “O Chamado 2”…  Acredito que Henley/Chloe irá acabar contando que ela tem alguma conexão com a cidade por meio de sua mãe (quem sabe a mãe tenha sido uma das vítimas do Magic Man ou algo do gênero) ou talvez que seja da polícia.

Review também disponível no Série Maníacos

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