Asylum of the Daleks: Conheçam os Daleks-Cylon e os Daleks of the Dead

Sempre fui fã da escrita wibbly-wobbly de Steven Moffat (quem já leu meus outros textos sabe disso). Acho que ele é capaz de criar personagens fortes e misteriosos e tramas bem amarradas. Ele fez um fantástico trabalho trazendo o 11º Doctor à vida e nos envolvendo numa história cheia de suspense com os Silence. Na estreia da 7ª temporada, no entanto, foi possível descobrir a criptonita do roteirista: os Daleks.

Acredito que o episódio mais fraco do 5º ano foi Victory of the Daleks, e pensei que Moffat iria se redimir com esse início de temporada. Mas embora a história seja interessante, o maior defeito é a perda de identidade desses robôs nazistas que foram inventados lá na década de 60. Uma das características que eu mais gosto do Moffat é que com ele nada é preto ou branco; ninguém nunca é totalmente bom ou totalmente ruim. Porém, foi exatamente esse ponto de vista que prejudicou o episódio. Não me entendam mal, adorei ver Daleks humanos sleepers e me deu um medinho estilo The Walking Dead com aqueles cadáveres se movendo como zumbis. Mas juntando esse conceito com o próprio asilo e o “trato” feito com o Doctor, os Daleks perderam um pouco de sua essência. Esse é um grupo de personagens que não precisa e não deve ter um desenvolvimento. Daleks exterminam tudo que não é Dalek. Orgulho e ódio os definem, e eles seguem esse padrão por mais que ele não seja a melhor estratégia. É isso que torna esses vilões tão assustadores. Essa trama toda de converter humanos os trouxe perto demais dos Cyberman, que possuem um objetivo completamente diferente. Só houve um Dalek que saiu ganhando com a escrita do showrunner: nossa querida Oswin Oswald.

Assim como todos os fãs, sabia que Jenna-Louise Coleman faria seu debut como companion no episódio de Natal, então fui totalmente pega de surpresa com a sua aparição. Estou triste com a partida da girl who waited, mas o futuro parece promissor com a girl who can. Não sei como Moffat vai trazer Coleman novamente para a história, mas se sua personalidade for como a demonstrada nesse episódio (e tudo indica que será), teremos ótimas tramas em 2013. Li algumas reclamações de fãs dizendo que as personagens femininas de Moffat possuem sempre a mesma personalidade. É verdade que Amy, River e Oswin possuem várias qualidades semelhantes, mas dizer que as três são iguais é um erro. Sem contar que para estar ao lado do Doctor, elas precisam ter esse perfil. Achei Oswin fantástica, e o fato dela ser um gênio e colocar muitas referências e flertes nos seus rápidos diálogos não me incomoda nem um pouco. O que me incomodou quanto aos personagens foi essa separação da Amy e do Rory. Até fiquei animada ao ver a briga dos dois no final de Pond Life e o pedido de divórcio no início do episódio. Claro que os dois iriam ficar juntos novamente, mas essa nova situação tinha tantas possibilidades para sua causa e consequências. E dai a Amy me solta aquela explicação. Eu entendo o que o Moffat quis colocar ali – sei que ele não estava querendo dizer que mulher que não pode ter filho é inválida – mas mesmo assim é um péssima razão. Como assim os dois não discutiram nada sobre o assunto? Isso era tão fácil de se resolver que eles fizeram as pazes em cinco minutos. Desperdício de uma trama interessante.

Mesmo com esses defeitos (e a grande dúvida de como a voz de Oswin não a revelou como Dalek durante toda a trama), Asylum of the Daleks foi um episódio legal. O mais fraco dos inícios de temporada de Moffat, mas dizer que foi horrível é exagero. Tivemos ótimas tiradas, uma atitude badass do Rory e a melhor resposta de Amy quanto ao seu temperamento. Adorei o final da história, com os Daleks e o próprio Doctor indagando a pergunta feita em The Wedding of River Song: Doctor Who? Será que esse ano iremos mesmo descobrir seu verdadeiro nome?

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2 Responses to Asylum of the Daleks: Conheçam os Daleks-Cylon e os Daleks of the Dead

  1. José Inácio disse:

    Questão de tradução e soufflé

    Seguinte, para se manter humana ao invés de “exterminate’ ela bloqueava a palavra na primeira sílaba
    por semelhança com ‘eggs’ a mente ficava com a dúvida “por que ovos? o que fazer com ovos?”

    Daí a solução em fazer soufflés

    Lembrando que o Doctor sempre procura e acha cabelo em casca de ovo (eheheh) só ele ficou perguntando dos ingredientes frescos para fazer soufflé. Isso era estranho e não o ter alguém sobrevivido sob as masmorras Daleks

  2. diego leal disse:

    eu achei o episodio fantastico,finalmente algo novo em relação os daleks,para mim muitos episodios em que eles apareceram foram desnecessarios,eu por exemplo gostaria que existissem aqueles daleks humanos que vimos com o decimo doutor,de que adianta um personagem que é sempre a mesma coisa,tem que dar uma direção diferente,algo novo e para mim ele conseguiu isso nesse episodio,imagine qualquer um podendo ser um dalek.

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