Fringe e a Psicologia Analítica

19/04/2011

Além de possuir um ótimo roteiro com atores perfeitos para cada papel, Fringe também consegue ser referência crítica em diversas áreas, seja a Física Quântica, a Medicina ou até mesmo a Psicologia. Quando Peter Bishop diz que “a realidade é só uma questão de percepção”, ele não está somente reafirmando a ideia base da série, mas também discutindo um dos pontos do psiquiatra suíço Carl Jung, criador da psicologia analítica.

Uma das características do sistema junguiano, é que ele se baseia em vários autores. O filósofo Immanuel Kant aplicava em sua teoria o conceito de “conhecimento a priori”, algo que o indivíduo herda de seus antepassados. Um exemplo está na infância: muitos pais têm a impressão que seus filhos já nasceram, por exemplo, sabendo mexer no computador. Na primeira temporada da série, Olivia afirma que sempre foi boa com números. Esse é o conhecimento prévio do qual se trata; como se um pen drive contendo informações fosse passado de geração para geração, e que fosse possível acessar estes dados. Jung então vem a utilizar esse conceito, que irá fazer parte da concepção da realidade subjetiva, algo largamente propagado por Fringe. Outro conceito importante para entender essa relatividade é o de arquétipo. Ele corresponde a uma visão pré-concebida de símbolos, como o da Grande Mãe (aquela pessoa carinhosa, que cuida e estimula). O arquétipo vem daquela mesma informação “dos antepassados”. É uma forma inicial, uma ideia a qual cada um irá preencher de acordo com as pessoas que venha a conhecer e com a sua experiência de vida. Sempre há alguém que podemos representar como o Velho sábio, o Herói, a Virgem. Em Fringe, notamos os arquétipos recorrentes de personagens, como Walter, no papel do cientista louco.

Esses dois conceitos são parte da teoria de apologética do subjetivismo de Jung e o ponto de partida para vários episódios deste drama. Como o conhecimento a priori e o arquétipo se manifestam de forma diferente em cada pessoa, isso faz com que cada evento signifique algo distinto para cada um e que cada manifestação do Padrão em Fringe tome uma proporção única dependendo do referencial: Olivia, Peter, Broyles, Nina ou Walter. Assim sendo, cada indivíduo enxergará aquela realidade baseado em que sua psique permita. No episódio 3×17 (Stowaway), Willivia apresenta duas explicações para o caso da aparentemente imortal Dana Grey: a primeira é racional, com base na física e biologia e a segunda com fundamento na fé. Essas maneiras diferentes de ver a vida faz com que não exista uma verdade única. O que é possível para mim, pode não ser possível para você. E é nessa tecla que Fringe bate toda semana. Abra sua mente, aceite que possa existir coisas das quais você ainda não se deu conta. Dessa forma, pessoas podem desenvolver habilidades extraordinárias e universos paralelos tornam-se não apenas factíveis, como até mesmo aceitáveis.

Texto também disponível no site LiGado em Série


Os Títulos das Séries

08/11/2010

Uma série brilhante é um conjunto de vários fatores: roteiro, elenco, produção, direção, etc. Cada detalhe enriquece o programa, e nada diz “Nós cuidamos de todos os aspectos desse seriado” como uma relação de títulos bem colocados.

Eles podem seguir um padrão gramatical, como os de Friends (The One with the Blackout, The One with the Giant Poking Device, The One with the Girl from Poughkeepsie) ou The Big Bang Theory (The Pancake Batter Anomaly, The Killer Robot Instability, The Wheaton Recurrence); podem ser títulos de músicas, como em Grey’s Anatomy (Raindrops Keep Falling On My Head, Grandma Got Run Over By a Reindeer, I Like You So Much Better When You’re Naked); ou podem ser títulos de filmes/séries/cultura pop modificados, como Charmed (The Truth is Out There… and It Hurts, Womb Raider, Kill Billie Vol. 1) ou Veronica Mars (Mars vs Mars, Rashard and Wallace Go to White Castle, President Evil).

Alguns nem sempre seguem padrões, mas a preocupação com o título se torna evidente com o seu significado. Pode ser algo simples, como “33” de Battlestar Galactica (que denota a quantidade de minutos que a tripulação podia ficar em um lugar antes que naves cylons atacassem); ou também pode ser algo mais plural, como “42” de Doctor Who (o qual é um episódio que se passa em “tempo real”, parecido com um episódio de 24 Horas. Também faz uma referência ao Guia do Mochileiro das Galáxias, em que 42 é a “resposta” chave da história. Uma curiosidade é que Douglas Adams (autor dos livros) foi roteirista na época das series originais de Doctor Who).

Para terminar o artigo, deixo cinco dos meus títulos favoritos:

“Nothing Important Happened Today” – Arquivo X

“A Priest, a Doctor and a Medium Walk into an Execution Chamber” – Medium

“Jack, Meet Ethan. Ethan? Jack.” – Lost (mobisode)

“Nothing Good Happens After 2 AM” – How I Met Your Mother

“Do Shapeshifters Dream of Electric Sheep?” – Fringe

 

Qual o seu título preferido?


Vídeo: Kate’s Adventure

18/06/2010

Como seria uma história misturando Lost, Fringe, Exterminador do Futuro, Sin City e Glee? Foi isso que eu imaginei ao fazer um projeto audiovisual para minha aula de fotografia. Peguei alguns vídeos e misturei com fotos que eu tirei, criando uma trama absurda (porém divertida?). Não consegui colocar a narração, então fui na base de anotações do You Tube. Tomara que dê para entender, e espero que gostem!
(Clique em cima do vídeo para ele abrir maior em uma nova janela)


Séries em Bottons e Chaveiros

02/06/2010

Não é todo dia que se encontra bottons/chaveiros de suas séries favoritas. Por isso sugiro que aproveitem as vendas da Slacker Store, uma loja virtual especializada na venda desses itens. Tem bottons de Battlestar Galactica, Dexter, Fringe, Glee Grey’s Anatomy, House, Lost, True Blood e muitos outros. Na loja você também encontra cartoons de séries do Serial Cookies, resultado da parceria do blog com a Slacker Store.

Além das imagens de seriados, a loja possui um grande acervo nas categorias música, filmes, entre outras. A compra é segura e a entrega é garantida. Os detalhes de como comprar estão no site da loja.

Slacker Store: http://slackerstore.wordpress.com/
Twitter: @SlackerStore


Quintas de Baunilha

07/05/2010

Fringe – 2×19: The Man from the Other Side/ 2×20: Brown Betty

Spoiler Alert!

Dizer que Fringe está cada vez melhor já se tornou repetitivo e desnecessário; então fica subentendido. Quando shapeshifters do universo paralelo atravessam para o nosso mundo e atacam um casal de jovens, cabe aos três mosqueteiros descobrir suas intenções em The Man from the Other Side.
Pela interferência estática em algumas televisões, é descoberto que os dois mundos estarão em perfeita sincronia às 15h31. Após interrogar o (bizarro) shapeshifter defeituoso e juntar essas informações com a teoria de Walter dos universos, eles descobrem que Newton pretende fazer a travessia de algo na ponte no rio Charles.
O crescente afeto de Peter por Walter permitiu que nesse episódio ele o chamasse de “pai”. Infelizmente, todo esse sentimento foi revertido quando Peter finalmente descobre que ele não é desse mundo. Foi de doer o coração quando Walter chega todo feliz no quarto do hospital e Peter o corta com sua cara séria e sua fala “Eu não sou daqui, sou?”. E que tal a Olivia toda esperta? Descobriu que a travessia seria feita no rio porque a água absorveria a energia excedente e percebeu que o policial era um agente de Newton. Way to go, girl!
No entanto, o que nossos heróis não sabem é que o importante do plano não era a ponte em si, mas a chegada do Secretário. E se me perguntarem, todas minhas fichas estão no Walternativo. Pais são capazes de fazer qualquer coisa para terem seus filhos de volta; e esse derrubará fronteiras universais para recuperar o seu. Sem contar que o shapeshifter interrogado cooperou demais, ainda se desculpando com Walter. Certeza que ele achou que estava falando com o Secretário.

O grande musical de Brown Betty realmente foi legal, mas convenhamos que não foi bem musical. Um filme (no caso episódio) musical tem como definição “narrativa que se apóia predominante ou exclusivamente sobre uma sequência de músicas coreografadas”. O que nós tivemos foi pequenos segmentos em que as personagens cantam (e um com três cadáveres). As músicas ficaram boas (principalmente a do Broyles e da Astrid), mas não acho que seja o suficiente para se tornar um musical (e o que aconteceu com a música que a Nina iria cantar para Olivia?). Deixando esse fato de lado, realmente gostei do episódio.
A trama envolveu tudo que um film noir necessita: investigação, mistério, romance, uma personagem feminina forte e um senso de moralidade relativo. Sem contar o coração/ bateria de vidro, o laser quântico e o dispositivo perfurador de paredes.
Achei interessante que a vulnerabilidade de Olivia veio à tona na história. Não é sempre que vemos a agente do FBI dizendo que gostaria de ter alguém que a abraçasse e a levasse para dançar. Também gostei da dinâmica entre Walter e Ella e da perspectiva “observadores malvados”, principalmente porque ainda não sabemos direito seus objetivos. E isso nos leva às perguntas: “com quem o Observador estava falando no final do episódio” e “qual é o aviso que Walter não se lembra”. Aparentemente Peter será uma parte crucial do final da temporada.


Promo Fringe 2×20: Brown Betty

27/04/2010

Uma palavra para definir o episódio músical de Fringe: AWESOME!


Quintas de Baunilha

22/04/2010

Spoiler Alert!

Fringe – 2×16: Peter

Flashbacks sempre são divertidos, e Fringe novamente leva um conceito a um novo nível. O episódio me ganhou logo no começo, quando Walter aparece todo bonitão com um cabelo estiloso. Ele está numa reunião em 1985 com os militares, mostrando a descoberta do universo alternativo e suas tecnologias. William Bell não se encontra na reunião porque está na Europa (se preparando para atuar em Star Trek IV: A volta para casa). Esse é o ponto de inicío da história que Walter conta a Olivia; a história de como o “outro” Peter passou para o nosso mundo, mesmo que a proposta inicial não fosse essa.
Quando Peter ficou doente, Walter observou Walternativo em busca de uma cura. Infelizmente, o Peter da nossa realidade estava fraco demais, e morreu antes da cura ser descoberta. Walter tenta seguir em frente, e sua esperança é que Walternativo consiga salvar o filho restante. É nessa hora que o Observador bobão estraga tudo, sendo descoberto no laboratório e fazendo com que Walternativo não veja que seu experimento deu certo. No entanto, Walter vê o resultado, e decide atravessar para o outro mundo com a cura.
Nina e Carla tentaram impedir Walter, mas o rasgo na barreira é feito e Nina perde sua mão. O frasco com o composto é quebrado, e ele é forçado a trazer Peter para seu mundo. A travessia de volta é feita, e Peter deixa a realidade onde Elizabeth é mais independente e aparentemente bem sucedida e que De Volta para o Futuro foi protagonizado por Eric Stoltz. Mas toda a energia absorvida pelo lago deixa o gelo fino, e ambos caem na água. Esse é o evento que tanto foi contado na temporada anterior, em que o Observador interfere na história e salva os Bishops (o Observador faz aquele lance de falar junto para mostrar superioridade ou só para ser irritante mesmo?). Uma vez que Peter está curado, Walter pretende levá-lo de volta, mas a expressão nos olhos de sua esposa revela seu próprio sentimento: Ele não irá perder seu filho pela segunda vez.
É, Karl Marx estava certo ao dizer que o caminho do inferno está pavimentado de boas ações.

Vai um Slusho?


Fringe: Fotos do Musical

16/04/2010

Dia 29 de Abril, estreia nos Estados Unidos o episódio musical de Fringe que tanto se ouviu falar. Em um estilo noir e com todos os personagens principais cantando, “Brown Betty” promete ótimos momentos. Confira as fotos que a FOX divulgou:






Será tão bom quanto “Once More With Feeling”, de Buffy?


Promo Fringe 2×16: Peter

28/03/2010

Fringe retorna com novos casos nesta quinta-feira. Confira o trailer do episódio em que ficamos sabendo mais sobre o passado de Peter:


Walter, Segredos e Multiversos

26/03/2010

Em uma chamada em conferência, John Noble (Walter) revelou grandes segredos sobre o episódio pós hiatus “Peter”, o resto da segunda temporada e até algumas coisas da terceira.

Super Spoiler Alert!!!

O episódio do dia 1º de Abril terá flashbacks que nos levam até 1985, quando Walter ainda era um homem são (ou quase) que acabara de perder seu filho. Será mostrado que a história é mais complicada do que pensamos, e que Walter não pretendia sequestrar Peter multiversado. Noble diz que há uma grande revelação no final da trama, e que esse cliffhanger irá gerar a tensão dos últimos oito episódios.

A pressão de Olivia para Walter contar a verdade ao seu filho nos encaminha até o episódio especial musical, que é quando Walter decide ser honesto com Peter. Ao ficar sabendo de sua verdadeira origem, o tom das histórias fica diferente, pois Peter se sente extremamente perplexo, indignado e humilhado. John afirma que a relação entre Peter e Walter muda, e que ela só voltará ao normal na terceira temporada, e que mesmo assim não será a mesma. Já a ligação entre Peter e Olivia não é danificada.

O ator revela que muitas coisas que o público quer irá acontecer nos últimos episódios, e que a season finale terá uma virada fazendo com que os personagens passem bastante tempo no outro universo durante a terceira temporada. Quem lembrou do final de Terminator: The Sarah Connor Chronicles? o/

O episódio que irá ao ar na próxima semana nos Estados Unidos foi gravado com lentes especiais, para parecer um filme dos anos 80. A abertura será diferente, mostrando coisas que eram consideradas ficção científica, mas que se tornaram realidade.


Quintas de Baunilha

10/02/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

Grey’s Anatomy – 6×13: State of Love and Trust

Não achei que iria acontecer, mas McDreamy realmente virou McChief, e acabou por narrar a trama da semana. Não foi dos melhores episódios, mas decisões importantes foram tomadas. Falando de amor e confiança, Mark continua bravo com Lexie, o que eu e a Callie achamos injusto de sua parte. O ex-Chief engoliu o orgulho e tomou a decisão correta, e agora irá para rehab. Karev, que já tinha um passado com obstetrícia, pode afirmar que a pediatria, assim como as outras alas, também é hard core. Derek teve que lidar com um possível processo, no mesmo caso que Bailey acidentalmente traiu a confiança de sua paciente. Nada melhor do que acordar no meio de uma cirurgia com uma médica mexendo no seu intestino como se fosse um prato de macarrão, certo? E por final, mas definitivamente não menos importante, temos Christina e Hunt. Ellen Pompeo pode ser a protagonista da série, mas quem está dando um show atualmente é Sandra Oh. Owen pode não entender Christina direito, mas eu acho que ela está certa. Yang já se perdeu uma vez com um relacionamento que acabou mal e, para que a relação Huntina dê certo, ela tem que colocar um limite mesmo. Com um pouco de sorte e colaboração de todas as partes, talvez Owen, Christina e Teddy possam existir no mesmo espaço.

Fringe – 2×15: Jacksonville

Deturpadamente magnífico. Sem dúvidas, esse episódio foi o melhor das duas temporadas. Depois de alguns episódios sem grandes revelações da mitologia básica da série, Fringe chega essa semana com força total – rasgando realidades paralelas e sobrepondo prédios e pessoas. O universo precisa de equilíbrio, Walter precisa ir para Jacksonville e os fãs precisam de mistério e ação. Eu estava com saudades de ver Olivia se envolvendo nas experiências bizzaras de Walter e, dessa vez, o experimento lhe rendeu um poder adormecido. Depois de ser transportada até uma floresta (eu jurava que ela estava na ilha de Lost quando abriu os olhos…) e ter um encontro com si mesma, a agente Dunhan agora vai além dos limites da percepção e pode identificar objetos (e pessoas) que pertencem à realidade alternativa. Não só ela pode salvar várias pessoas de ter um final terrível, como descobriu um segredo que Walter não quer que seja revelado. Só quero ver como ficará a relação da protagonista com os Bishops, uma vez que Olivia deu uma olhada no dark side de Walter e agora sabe que Peter não é de “Kansas”.

CSI – 10×13: Internal Combustion

Las Vegas é considerada a cidade do prazer, por isso muitos podem não levar a sério um homicídio. E é por isso que nossos CSIs possuem um trabalho tão importante. O que começou com um rapaz desmaiando e morrendo na escola não passou de um infortúnio da Síndrome de Chiari, mas levou os investigadores a encontrar o homicidio principal da trama. Um bom episódio não pode deixar de ter uma gangue, carros velozes, amor jovem e um homem com um grande ego. Infelizmente para Cindy, isso resultou na garota sendo atropelada e arremessada como uma bola de futebol americano. No entanto, graças aos esforços da turma do graveyard shift, o mistério foi resolvido e o culpado foi pego. Esse foi um bom episódio independente, mas estou curiosa para saber o que a continuação do arco do Dr. Jekyll aguarda. Langston não apareceu muito na história, dando mais lugar a Catherine e Nick. Adoro ver os dois trabalhando juntos, talvez pela nostalgia das primeiras temporadas. Ambos apostando uma corrida no final foi um fechamento perfeito para o episódio.


Quintas de Baunilha

31/01/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

Fringe – 2×14: The Bishop Revival

Acho fantástico como semana após semana Fringe continua mantendo a qualidade das suas histórias. Esse novo caso trouxe a arma que os nazistas adorariam ter tido em seu arsenal (e, diga-se de passagem, que alguns militares atuais também gostariam). Uma toxina direcionada, podendo aniquilar grupos pré-determinados de seres humanos ou até uma pessoa específica. Esse episódio também traz revelações sobre Robert Bishop, mostrando que a ciência bizarra presente na família antecede Walter. Achei fofo como Peter se sentiu mal por vender os livros de seu pai, e depois recuperá-los (ou pelo menos boa parte) para fazer as pazes. Isso mostra que a relação pai e filho dos Bishops está bem consistente, algo que parecia impossível no primeiro episódio. E ao final da trama, fica a pergunta: Quem era o cientista genocida e como ele conseguiu reproduzir o experimento de Robert? Isso sem contar o fator idade… Além do caso da semana, o que sempre me deixa feliz são as pequenas realizações de Walter, seja ele “dirigindo”, conferindo com Astrid se o sangue azul não fazia parte da sua imaginação ou dizendo que roxo nunca sai de moda.


Quintas de Baunilha

23/01/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

Fringe – 2×13: What Lies Below

Semana passada lidamos com mutantes; essa com um vírus. Sempre gostei de filmes em que o protagonista fica preso em um prédio junto com infectados, por isso adorei o episódio. Embora não tivessemos pessoas se transformando em zumbis, ao estilo Resident Evil ou Rec, tivemos afetados fazendo de tudo para sair daquele espaço confinado, mesmo se isso significasse se jogar pela janela. O episódio não seria completo se  Olivia ou Peter ficassem infectados pelo vírus. O sortudo foi Peter, que levou Walter a fazer qualquer coisa para evitar que seu filho morresse novamente. Tivemos sentimentalismo por parte de todos os personagens, e vimos que a ligação de Astrid e Walter cresceu bastante. No entanto, não importa qual seja a ligação que alguém tenha com Walter, existem segredos que ele não está disposto a dividir.

Grey’s Anatomy – 6×12: I Like You So Much Better When You’re Naked

Amor ou cirurgia? Eis a questão. Quanto à Christina não há dúvida: o escolhido sempre será o bisturi e, na minha opinião, ela não irá mudar. Se ele quiser uma companheira amorosa é mais fácil ficar com Teddy – essa com certeza faria tudo por ele. Em notícias relacionadas, Izzy voltou! Mas só para encher o saco. Essa história está muito chata; se Katherine Heigl  vai sair do programa é indiferente, contanto que haja um fechamento desse arco. McDreamy virou McAss e talvez se torne McChief. Tanto Derek como Meredith eram pessoas de interesse na história do Chefe; Derek ganharia com a sua saída e Meredith com a sua permanência. No entanto, uma decisão foi tomada e acho que foi a escolha certa no contexto errado; ambos queriam o melhor para sua carreira. Sempre gostei do Mark, mas no final desse episódio ele me irritou. Como assim ele tinha uma desculpa pra trair Lexie e ela não? Ela também estva passando por dificuldades. A coitada mal se mudou para casa do namorado e já virou mãe e avó? Ele não pode culpá-la. Mas a melhor cena desse episódio ficou com Callie Torres e sua temporária insanidade mental devido à catapora. A coceira pode levar uma pessoa à loucura…

CSI – 10×12: Long Ball

Diferente da maioria dos episódios, toda a equipe é envolvida em um só caso: um homem achado morto em um campo de golf. Como eu não entendo nada de golf, fiquei boiando em vários termos e algumas piadas, mas mesmo assim gostei do episódio. Principalmente devido a participação de Jason Dohring (Logan Echolls, de Veronica Mars) e pelos inúmeros trocadilhos envolvendo “balls”. Depois de muita investigação, os CSIs se depararam em um beco sem saída: todos os suspeitos tinham motivo para cometer o assassinato, porém todos tinham álibis; possuiam a arma do crime, mas a única impressão digital era da vítima, e (depois de muito suor da parte de Hodges) a cena primária do crime foi descoberta, mas não havia nada que a ligasse a um dos suspeitos. Graças ao conhecimento do sábio Ray “Morpheus” Langston sobre lendas urbanas do golf , foi determinado que o homicídio não passou de uma improbabilidade do destino. E fica a pergunta: alguém mais ficou com vontade de dirigir um carrinho de golf?


O Mundo de J.J. Abrams

21/01/2010

Conheci J.J. em 2001, quando tinha 12 anos. Nós éramos inseparáveis, nos encontrávamos toda semana. Depois de cinco anos chegamos ao final. Com Lost no ar, acabávamos nos encontrando, mas como havia mais pessoas envolvidas no projeto, não ficávamos juntos tanto quanto gostaríamos. Há seis meses começamos a nos ver semanalmente de novo. O começo foi meio estranho, mas acho que as coisas vão dar certo.

J.J. Abrams é conhecido por ser a mente por trás da série Alias (2001-2006) e por ser co-criador de Lost. Ele já havia feito sucesso com Felicity, e em outubro de 2008, estreiou seu novo projeto: Fringe.

Quem acompanha o trabalho de Abrams, percebe que ele passa aos seus seriados características distintas. Essas características podem ser separadas em três categorias:

1ª Categoria

A maior de todas as suas características, e que abrange todas as suas séries, é a da protagonista feminina, forte, inteligente, bonita e independente.

2ª Categoria

Felicity é a única série que difere um pouco das outras três, por isso fica de fora da segunda categoria. O que liga Sydney Bristow (Alias), Kate Austen (Lost) e Olivia Dunhum (Fringe) são complexidades de personagem.

– As três foram afetadas por uma morte, o que as tornou mais frias (por falta de melhor adjetivo) e isoladas.

– Todas têm problemas relacionados a seus pais ou padastros: Sydney tem uma relação complicada com seu pai (vários momentos de desconfiança e descrença); Kate colocou fogo em sua casa com o padastro dentro, pois Wayne batia em sua mãe quando bebia; a situação de Olivia é parecida com a de Kate. Seu padastro também batia na sua mãe quando abusava de álcool. Certa vez, Olivia não agüentou e atirou nele. Infelizmente, coisa ruim não morre. Agora em todo aniversário de Olivia ele manda um cartão, só para lembrá-la que ele está vivo (no episódio que isso foi mostrado, dá para perceber que ele será um estorvo na vida da protagonista).

– Há também a questão dos disfarces. Kate, por ser fugitiva, assumia uma personalidade diferente toda vez que mudava de cidade. Sydney se disfarçava semanalmente para infiltrar-se em território inimigo e completar suas missões. Ela usava perucas, diversos estilos de roupas e diferentes sotaques e línguas. Embora a protagonista de Fringe não use perucas e afins, ela também começou a trabalhar disfarçada nos últimos episódios.

– Elas acabaram ficando com seus “parceiros de trabalho”. Sydney tentou resistir, mas na segunda temporada se envolve com Michael Vaughn, seu contato da CIA. Não importa se é Jack ou Sawyer quem trabalha mais com Kate, pois ela tem história com os dois. Jack e Kate se envolveram numa verdadeira relação quando eles saíram da ilha e Kate e Sawyer tiveram um breve relacionamento (pode-se chamar de relacionamento?) na terceira temporada (e devido a trocas de olhares na quinta temporada, quem sabe os dois não ficam juntos na última?). E é claro, Olivia ainda não ficou com o Peter, mas é preciso ingenuidade para achar que eles nunca terão nada juntos.

3ª Categoria

Na terceira categoria, há várias relações entre Alias e Fringe.

– Ambas as personagens trabalham para o governo (Sydney – CIA e Olivia – FBI)

– Nas duas series há vários fatores de ficção científica, como pessoas sendo clonadas, teletransporte e interferências no tempo/espaço.

– No começo dos dois seriados as protagonistas tinham um relacionamento estável com um homem que morre logo no primeiro episódio (Danny, que era o noivo de Sydney, é assassinado pela SD-6 e John, que seria em breve o noivo de Olivia, morre em seus braços após um acidente de carro).

– Sempre tem um vilão russo ou alemão querendo construir uma arma super poderosa ou um vírus bizarro.

– Walter e Marshall são os gênios de suas respectivas séries. E é claro que com suas genialidades, vem certo (para Walter muito) fator de loucura.

– Os fãs de Alias conheceram o trabalho de Milo Rambaldi, com artefatos e caixas misteriosas espalhadas pelo mundo. Agora quem assiste Fringe se deparou nessa primeira temporada com as astucias de Robert David Jones, que embora não fosse um DaVinci/Nostradamus, foi o elemento de coisas estranhas que acompanhou Olivia durante o ano.

– Sydney era conhecida por ter aquelas lutas que quebravam tudo que estava ao seu redor. Embora Olivia use mais a sua arma do que seus pés, ela também tem sua cota de quebra de objetos.

– As palavras “verdade” e “traição” são constantemente contestadas.

– Outras semelhanças entre os seriados se dão pelas pessoas que trabalham com Abrams, como Alex Kurtzman e Roberto Orci, que também são criadores de Fringe e trabalharam em Alias. E o estilo musical é parecido em Lost, Alias e Fringe porque Michael Giacchino é compositor da maioria das músicas das três séries.

Felicity teve quatro temporadas, Alias cinco e Lost terá seis. A aposta agora está em Fringe, que começou um pouco fraco, mas que está começando a fazer jus ao nome de J.J. Abrams. Talvez isso tenha acontecido porque J.J. decidiu que o arco de acontecimentos de Fringe seria menos complicado do que o de Alias e Lost. Ele queria fazer com que se uma pessoa perdesse um ou dois episódios de Fringe, ela pudesse assistir o próximo sem problemas, o que não acontece com a trama da agente dupla ou na da ilha. No entanto, eu acho que ele está abandonando essa idéia porque nos últimos episódios de Fringe a trama complica um pouco, o que torna a série mais legal.


Séries para Leigos: Fringe

20/01/2010

Tudo começa com um acidente aéreo bizarro. O FBI é chamado quando um avião pousa em Boston e seus passageiros não estão apenas mortos, mas derretidos.

Os agentes John Scott e Olivia Dunham estavam investigando o caso, porém quando John é atingido pelo composto sintético que matou as pessoas do avião, Olivia trabalha com as duas únicas pessoas que podem ajudá-la a salvar seu parceiro: Walter e Peter Bishop.

É assim que os três entram para a Fringe Division, divisão do FBI que investiga e soluciona casos estranhos, relacionados com “o padrão”.

O padrão

Em torno de um ano, fatos incomuns, como pessoas desaparecendo e reaparecendo anos depois sem mudar nada, começaram a acontecer ao redor do mundo. Esses acontecimentos são chamados de “O padrão”; é como se alguém estivesse fazendo experiências e usando o planeta como seu laboratório pessoal.

As personagens

Olivia Dunham – Agente do FBI que lidera os casos peculiares da Fringe Division.

Walter Bishop – Durante a década de 70, dividiu um laboratório com William Bell, fazendo experimentos científicos inovadores para o governo. Após um incêndio no laboratório, Walter foi condenado a uma instituição psiquiátrica, na qual ficou trancado durante 17 anos.

Peter Bishop – Filho de Walter, Peter foi contatado por Olivia para que ela pudesse ter acesso ao seu pai no manicômio. Ajuda Walter com os experimentos e “traduz” a linguagem científica falada por ele para uma linguagem que os seres humanos normais possam entender.

Astrid Farnsworth – Agente do FBI assistente de Olivia. Auxilia Walter no laboratório.

Nina Sharp – Vice-presidente da Massive Dynamic. Enquanto William Bell está “fora do país”, ela auxilia nas investigações de Olivia quando requisitada. Possui grande conhecimento sobre o padrão.

Phillip Broyles – Dirige a Finge Division. Divide segredos com Nina e também sabe mais sobre o padrão do que revela.

Charlie Francis – Agente do FBI que auxilia Olivia nas investigações.

William Bell – Enquanto Walter foi para um manicômio, William fundou a multibilionária empresa Massive Dynamic,.

O Observador

Em todos os eventos relacionados com o padrão, o observador está sempre presente, vigiando o local (ele aparece em todos os episódios). Ainda não se sabe o porquê de sua presença, de onde vêm e qual o seu objetivo.

Em duas diferentes ocasiões, o observador já entrou em contato com Walter, revelando que os dois já dividem uma história mais antiga.

É provável que existam outros observadores, como se fosse uma “raça”.

ZFT

Acontecimentos do padrão que pareciam casos isolados começam a fazer sentido quando se descobre a existência de uma célula bioterrorista chamada ZFT. Ela trafica progressos científicos, como o incidente do avião.

Mais tarde é revelado que ZFT é o nome de um manuscrito que, em alemão, significa “Destruição pelo Avanço da Tecnologia”. O grupo segue o texto como um tipo de bíblia, o qual fala sobre a destruição de outras realidades e sobre o recrutamento de soldados para a grande guerra.

O manuscrito foi redigido pela máquina de escrever de Walter, sugerindo que William Bell poderia tê-lo escrito, ou talvez, até o próprio Walter.

Astro, Asteroid, Asterisk, Aspirin

Walter Bishop é sem dúvida um gênio, principalmente da ciência do impossível. No entanto, é incapaz de dizer corretamente o nome de Astrid ou lembrar-se de certas memórias. Isso aparentemente foi causado pelos anos que Walter ficou no hospício.

Ao decorrer dos episódios, Walter relembra de mais fatos e fica claro que ele pode não ser tão inocente quanto aos acontecimentos do padrão e da própria ZFT.

Easter Eggs

O telespectador atento percebe que sempre há uma pista em um episódio sobre o próximo. Elas podem ser visíveis, como a do episódio 15 (Inner Child), na qual uma personagem tem uma tatuagem de uma quimera (criatura mítica formada pela mistura de outros três animais), o que remete ao episódio seguinte, no qual há um monstro com tal característica. A pista também pode estar bem escondida, como um desenho pintado em um toldo ou uma palavra em uma placa do metrô.

Outros elementos também são escondidos nos episódios, como a bebida fictícia Slusho, uma passagem da Oceanic Air e o famoso número 47. J.J. Abrams tem certa fixação por esse número, usando-o várias vezes em outras de suas séries. Com Fringe não poderia ser diferente; o 47 está sempre presente, seja no número de um ônibus, o andar de um prédio ou o horário de um relógio.

O final

No final da primeira temporada, temos algumas respostas, como o objetivo do grande vilão David Robert Jones. Mas se tratando de uma série de J.J. Abrams, terminamos o último episódio surpresos e com muitas outras dúvidas.