Atores de ER em Séries Sci-Fi

16/12/2011

Durante um bom tempo fui super fã de ER, assistindo na integra suas 15 temporadas. Por isso achei interessante o fato de vários rostos conhecidos do drama(principalmente as mulheres) estarem aparecendo cada vez mais em programas com temática sci-fi. Comecei a perceber o padrão com Alex Kingston, que interpretou a Dra. Elizabeth Corday durante sete anos. Foi uma surpresa quando ela apareceu em Doctor Who como River Song, uma personagem complexa que está crescendo na série desde que apareceu pela primeira vez na quarta temporada. Kingston também participou de três episódios de FlashForward. Desde 2006, Doctor Who possui um spin-off chamado Torchwood. Depois de três temporadas inglesas, o canal Starz entrou como co-produtor da série trazendo-a para os EUA. Nessa quarta temporada americana, podemos encontrar Dr. Greg Pratt (Mekhi Phifer) como parte do elenco principal e a Dra. Amanda Lee (Mare Winningham) em um episódio.

A personagem de Winningham entrou em ER substituindo a Dra. Kerry Weaver como chefe de emergência. Weaver era interpretada por Laura Innes, que alguns anos mais tarde entraria emThe Event como líder de um grupo secreto. Na série médica, Innes contracenava também comLisa Vidal, que fazia a parceira gay de Weaver. No entanto, quem fez a personagem perceber que era homossexual foi a psiquiatra Kim Legaspi feita por Elizabeth Mitchell, que depois ficaria conhecida por LOST e V. Assim como a personagem de Mitchell fazia parte da resistência contra um ataque extraterrestre em V, o personagem de Noah Wyle faz o mesmo em Falling Skies. Antes de ser um combatente, ele era o Dr. John Carter, um dos doutores mais famosos – participando de 254 dos 331 episódios produzidos.

O canal SyFy ficou com três atrizes ex-ERMing-Na, a qual fazia a Dra. Jing-Mei “Deb” Chen, fez parte das duas temporadas de Stargate Universe e agora faz algumas participações em Eurekacomo a senadora Wen. Em Warehouse 13, série que já fez dois episódios crossover com Eureka, encontramos C.C.H. Pounder como a misteriosa Mrs. Frederic. Ela entrou em ER logo na primeira temporada como a Dra. Angela Hicks, permanecendo por três anos. A terceira atriz que pertence ao canal é Emily Rose, a qual protagoniza a série em que pessoas desenvolvem habilidades especiais na cidade de Haven. Ela fez parte apenas da última temporada de ER como a Dra. Tracy Martin. Para finalizar, temos Parminder Nagra aka Dra. Neela Rasgotra durante cinco temporadas. Nagra ainda não faz parte oficialmente do grupo de doutores que viraram viajantes do tempo ou resistência contra aliens, mas irá fazer a partir de 2012 quando estrear Alcatraz, a nova série de J.J. Abrams.

De fato os papeis femininos com características fortes estão ganhando mais destaque no universo da ficção científica, e as boas atrizes que já passaram por quarentenas, tiroteios, morte de entes queridos e as mais criativas emergências não perdem tempo. Sci-fi é um ótimo jeito de se contar histórias, pois é possível se falar a verdade sobre a sociedade sem uma repercussão defensiva da mesma. Além de se poder explorar várias possibilidades e teorias que em outros gêneros não funcionariam. Vocês acham que os ex-doutores estão fazendo um bom trabalho contando essas tramas fantásticas?


Os Títulos das Séries

08/11/2010

Uma série brilhante é um conjunto de vários fatores: roteiro, elenco, produção, direção, etc. Cada detalhe enriquece o programa, e nada diz “Nós cuidamos de todos os aspectos desse seriado” como uma relação de títulos bem colocados.

Eles podem seguir um padrão gramatical, como os de Friends (The One with the Blackout, The One with the Giant Poking Device, The One with the Girl from Poughkeepsie) ou The Big Bang Theory (The Pancake Batter Anomaly, The Killer Robot Instability, The Wheaton Recurrence); podem ser títulos de músicas, como em Grey’s Anatomy (Raindrops Keep Falling On My Head, Grandma Got Run Over By a Reindeer, I Like You So Much Better When You’re Naked); ou podem ser títulos de filmes/séries/cultura pop modificados, como Charmed (The Truth is Out There… and It Hurts, Womb Raider, Kill Billie Vol. 1) ou Veronica Mars (Mars vs Mars, Rashard and Wallace Go to White Castle, President Evil).

Alguns nem sempre seguem padrões, mas a preocupação com o título se torna evidente com o seu significado. Pode ser algo simples, como “33” de Battlestar Galactica (que denota a quantidade de minutos que a tripulação podia ficar em um lugar antes que naves cylons atacassem); ou também pode ser algo mais plural, como “42” de Doctor Who (o qual é um episódio que se passa em “tempo real”, parecido com um episódio de 24 Horas. Também faz uma referência ao Guia do Mochileiro das Galáxias, em que 42 é a “resposta” chave da história. Uma curiosidade é que Douglas Adams (autor dos livros) foi roteirista na época das series originais de Doctor Who).

Para terminar o artigo, deixo cinco dos meus títulos favoritos:

“Nothing Important Happened Today” – Arquivo X

“A Priest, a Doctor and a Medium Walk into an Execution Chamber” – Medium

“Jack, Meet Ethan. Ethan? Jack.” – Lost (mobisode)

“Nothing Good Happens After 2 AM” – How I Met Your Mother

“Do Shapeshifters Dream of Electric Sheep?” – Fringe

 

Qual o seu título preferido?


Scream Awards 2010

03/09/2010

É ótimo ver seus atores e atrizes favoritos andarem pelo tapete vermelho se dirigindo ao Emmy ou ao Golden Globe. No entanto, nada melhor que vê-los em um ambiente mais informal e descontraído, recebendo estacas negras por voto popular. E não se esqueça dos fãs hardcore na platéia.

Esse ano temos ótimos filmes e séries concorrendo aos prêmios, seja Kick-Ass dominando com 17 indicações, A Origem com 15, Zombieland com 9, a amada (ou odiada…) Lost com 8 e até Doctor Who na categoria de Melhor Programa de TV! Você pode ajudar a escolher os vencedores votando no site http://www.spike.com/event/scream. A premiação acontecerá no dia 31 de outubro (sim, Halloween!) e será transmitida no Brasil pela TNT a partir das 22h. Confira a lista completa abaixo:

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Vídeo: Kate’s Adventure

18/06/2010

Como seria uma história misturando Lost, Fringe, Exterminador do Futuro, Sin City e Glee? Foi isso que eu imaginei ao fazer um projeto audiovisual para minha aula de fotografia. Peguei alguns vídeos e misturei com fotos que eu tirei, criando uma trama absurda (porém divertida?). Não consegui colocar a narração, então fui na base de anotações do You Tube. Tomara que dê para entender, e espero que gostem!
(Clique em cima do vídeo para ele abrir maior em uma nova janela)


LOST – 6×17/18: The End [Series Finale]

24/05/2010

Ultimate Spoilers!

Na madrugada fria de Curitiba, eu tremia. Não sabia ao certo se era realmente pelo frio ou pela ansiosidade daquilo que passava na frente de meus olhos. O mundo poderia estar acabando, e eu não iria me mexer até ter certeza que o MIB estava morto, que Kate e Sawyer chegassem no avião e que a ilha recuperasse sua luz. Ao final do longo series finale de Lost, tudo que eu podia pensar era Wow!

O fim me atingiu como um raio paralizante; não tanto pelo rumo tomado por Lindelof e Cuse, mas pela percepção de que aquilo realmente era o final: as personagens que amamos e odiamos pelos últimos anos estavam mortas. Algumas delas provavelmente viveram muitos anos depois dos eventos da ilha, mas de qualquer maneira estavam mortas, e eu não sabia como reagir. Foi somente depois de um lanchinho e algumas horas de sono que minha opinião estava formada. Foi um final muito bom, embora eu esperasse algo diferente.

Nós estamos falando da ilha de Lost, onde são possíveis viagens no tempo, a existência de um monstro de fumaça e  um campo eletromagnético capaz de muitos feitos. Eu esperava que a realidade alternativa fosse algo causado pela explosão da bomba, algo que se chocaria com a realidade da ilha ou algo do gênero. Nunca pensei que todas as respostas da ilha fossem respondidas, mas achei que o flash-sideways seria algo mais sólido, assim por dizer.  O fato dele ser a pós-vida foi algo muito real para mim. É penoso pensar que Juliet e muitos outros morreram por um objetivo errôneo, e que os sobreviventes simplesmente continuaram com suas vidas. Essas personagens passaram pelo inferno, e me parece que elas não foram tão compensadas por isso. Como eu disse, muito real.

No entanto, não se pode negar que o final foi bonito. Ter todos eles juntos, finalmente livres de seus credos e traumas, prontos para seguir em frente foi algo tocante; uma boa mensagem. Juliet dizendo as mesmas palavras do início da temporada (que no momento não sabíamos a razão) e Jack voltando ao ponto de origem e fechando seus olhos foi algo poético e memorável. Objetivo concluído: contar uma história sobre pessoas. O season finale rendeu a nostalgia e a dor no coração que todos precisávamos.

A verdade é que não importa se você é um fã da série ou se você gostou ou não do final. Temos que concordar que Lost é um marco na história da televisão. As proezas de Damon Lindelof e Carlton Cuse são revolucionárias e serão lembradas para sempre.

É triste dizer adeus, mas sempre teremos citações, referências e ursos polares para manter a lenda viva. It was a nice ride!


Fotos do Final de LOST

20/05/2010

A ABC liberou algumas fotos do evento que ficará marcado na história da televisão: o final de LOST (Clique na imagem para deixar maior).

Obviamente, Spoilers!

Para ver outras fotos, entre nesse site.

Para assistir aos promos, clique aquiaqui.

Para assistir logo o finale, use sua máquina do tempo.



Terças de Chocolate

20/03/2010

Spoiler Alert!

Lost – 6×08: Recon

UnLocke fez uma rápida parada no Templo para matar algumas pessoas (realmente, um monstro de fumaça reencarnado que já foi esfaqueado tem muito a se sentir ameaçado), e reuniu os sobreviventes com Sawyer e Jin. Claire, que está parecendo uma versão (ainda mais) bizarra de Norman Bates, finge uma amizade com Kate. Antes que a sardenta pudesse perceber a cilada, a nova Rousseau “deu uma de cylon” e quase a matou. Graças a intervenção física e emocional de UnLocke (se dependesse do Sayid e seu tom sociopata, a coitada já estaria morta), as duas voltaram a ser BFFs novamente (ou até Claire ter outro surto, porque agora, “Aaron tem uma mãe louca também”). Sawyer questiona uma decisão de UnLocke, e a revelação estilo “Luke, I am your father” é feita.  Uma vez com sua autoridade de volta, UnLocke manda James fazer um reconhecimento na ilha Hydra e descobrir qual é o status do avião Ajira. Chegando na ilha, ele passa pelas jaulas em que ficou preso na terceira temporada e lembra de Kate (bem fofo). As memórias são boas, mas ele tem que seguir em frente. James encontra Zoe, a suposta única sobrevivente do massacre do avião. No entanto, não se pode trapacear um trapaceiro. Zoe é da equipe de Widmore, que chegou na ilha com um submarino. Ele então faz um jogo triplo, oferecendo UnLocke e Widmore um ao outro e planejando sair da ilha com Kate no submarino. Não acho que isso será fácil, pois Charles sabe que pode confiar em Sawyer do mesmo jeito que Sawyer pode confiar em Charles; e ambos não são nada confiáveis (UnLocke também fica de fora do círculo da confiança).

Vigarista em uma vida, policial em outra. O flash-sideways mostra um James Ford ao lado da lei, e de seu parceiro Miles (adorei a relação entre os dois). Depois de usar a palavra mágica “LaFleur” e prender a esposa de um criminoso, Miles arranja um encontro para o solitário Sawyer. A ruiva com quem ele se encontrou não é ninguém menos que Charlotte Lewis, e os dois logo ficam íntimos. Mas, ele estraga qualquer chance de ter um relacionamento com ela ao ter uma reação exagerada (porém compreensível) quando Charlotte sem querer acha o “arquivo Sawyer” (ela também mexe no livro “Watership Down”, que apareceu na primeira temporada. Como eu amo essas sutis referências. Sem contar que no final, Kate diz que o jantar provavelmente é coelho). Ele também quase perde seu amigo e parceiro por conta de seus fantasmas do passado, mas tudo se resolve quando conta a verdade para Miles. Além de Charlotte, James cruza com o irmão de Charlie na delegacia e com a razão pela qual ele não sentirá muita saudades da Srta. Indiana Jones: uma perseguição o leva direto para Kate! Será que ele vai ajudá-la a resolver seus problemas com o Tio Sam?


Terças de Chocolate

12/03/2010

Spoiler Alert!

Lost – 6×07: Dr. Linus

Depois de Jack tendo um “piti” no farol de Jacob e Sayid com “crazy eyes”, o episódio da semana é focado no Dr. Linus. Nada melhor (e clichê) que começar com o personagem em questão correndo desesperadamente pela floresta com uma música frenética de fundo. Ele encontra com Ilana e cia e chega todo autoritário, respondendo que Sayid matou duas pessoas (porque nessa ilha tudo se resolve com uma facada no peito) e que todos devem ir para a praia. “Anybody else got a better idea? No? Tsc, losers…” No entanto, Ilana pede para Miles analisar as cinzas de Jacob e ver como ele morreu. Sutilmente, Miles diz “Dude, o Linus matou o cara”. E, a partir de então, ele começa a cavar sua própria cova. Jack e Hurley estavam voltando para o Templo, quando Richard aparece e os leva para o Black Rock. “Então, Jacob me “tocou” e eu não posso me matar” (preciso concordar com Hurley, isso parece coisa de Exterminadores. A não ser a parte de ser tocado..). Jack acende o pavio da dinamite e diz que nem vai dar nada. Queria que tivesse explodido só para tirar aquele sorriso do rosto dele. Jack me irrita nessa temporada. Voltando para Ben, UnLocke aparece, diz que ele poderá ser o encarregado da ilha, o solta e, de presente, lhe deixa uma arma na floresta. Considerando que UnLocke acha que a ilha não precisa de um encarregado, acho que tem algo aí. Felizmente para Linus, Ilana se comove pela história do amor não correspondido de Ben e o aceita de volta. Acho que o sr. Smoke Monster não ficará muito sorridente com isso. Em câmera lenta, Ben volta para o acampamento, o safadinho do Miles contempla suas “pedras” e, com o regresso de Jack, Hurley e Richard, todos se abraçam bem felizes (menos Linus e Richard).

No flash-sideways, em vez de um amoral egocêntrico Ben, temos um patético professor de história. Mas, se tem uma coisa que os Irmãos Coen nos ensinaram, é que os patéticos são os primeiros a planejar grandes golpes (que, eventualmente, acabam em uma grande merd*). Linus estava todo triste porque tinha que ficar na detenção e o outro estava reclamando do formaldeído na camisa, quando o Locke aparece e vai “Eu acredito em você, bro”. Ben já começa a ter pensamentos maquiavélicos. Então Linus aparece cuidando de seu pai, e percebemos sua imediata mudança. Pela primeira vez, um personagem sideway fala sobre a existência da ilha. “Imagine como nossas vidas seriam se tivéssemos ficado”. “Sim, eu teria um grande ressentimento por você e faria qualquer coisa para ter a aprovação de Jacob. E claro, uma vez que eu não a tivesse, me deixaria ser influenciado pelo Smoke Monster reencarnado no corpo de uma pessoa que eu matei e mataria Jacob também”. A campainha toca e Alex aparece (o/). Assim como ela foi um fator crucial na vida de Ben na ilha, também se torna no sideways, determinando o caráter desse novo Ben. Por um momento achei que sua versão amoral teria vencido mas, ele opta pelo futuro de Alex antes de seu próprio. Fica óbvio que certas situações mudam um indivíduo, principalmente Jacob e a ilha.

Para o cliffhanger do dia, temos o senhor Widmore chegando na ilha. E ele seguirá como planejado.


Revelações Sobre o Futuro de Lost

28/02/2010

A colunista Kristin Dos Santos, do E! Online, conseguiu alguns detalhes sobre o que acontecerá durante a aclamada última temporada de Lost.

Atenção: Spoilers Abaixo

1. A ex-esposa de Jack (e mãe de David Shephard, do flash-sideways) é alguém que já conhecemos.

2. Provavelmente veremos Walt de novo. Os produtores afirmam que Malcolm David Kelley ainda estaria na série. Embora o ator esteja mais velho, eles estão trabalhando em um jeito de trazer o personagem de volta antes que Lost chegue ao fim.

3. Nas palavras de Damon Lindelof: “Ilana e Richard irão dizer coisas para um ao outro e sobre um ao outro no futuro”.

4. Terry O’Quinn está “interpretando uma pessoa que não veremos até o último episódio”.

5. Alguém está vindo para a ilha.

6. Matthew Abbadon (agente de Charles Widmore) não retornará.

7. Teremos uma resposta sobre Libby e Hurley e sua conexão no passado.

8. Vincent voltará. (\o/)

9. O último episódio está sendo escrito agora. O décimo quinto foi filmado essa semana no Havaí.

10. Damon diz que não há necessidade de um brinquedo de Lost na Disney: “Só coloque as pessoas em um quarto preto, rode-as e soque-as no rosto e diga ‘Você acabou de experienciar Lost‘”. (Faltou fazer o pessoal correr de um lado para o outro)

11. Descobriremos se realmente havia um pássaro na ilha que dizia “Hurley” quando passava voando? “Isso está na nossa lista de coisas a explicar”.

12. Quando interrogado se saberemos o que aconteceu com Annie (paixão de infância de Ben), Carlton disse que provavelmente não.

13. A gangue está junta novamente! Respondendo uma outra pergunta, Terry O’Quinn mencionou que grande parte do elenco está trabalhando junto.

14. Haverá mais para os fãs de Charlie.

15. Alan Dale (Charles Widmore) voltará.

16. Se Jacob deu a lista dos candidatos para Ben ou Os Outros é especulativo…e Ben talvez estaria mentido para conseguir a cirurgia de Jack.

17. Um clip foi mostrado para o episódio da próxima semana em que Sayid diz que, aparentemente, ele é mau. Miles diz à Sayid que ele estava morto e, seja lá o que o trouxe de volta, não foi o pessoal do Templo. E Claire chega ao Templo dizendo que “Ele” quer falar com Dogen.

[Atualização]

Nosso amigo Michael Ausiello publicou mais algumas respostas sobre a temporada.

1. Os sobrenomes de alguns personagens, principalmente de Jack, terão um significado.

2. Saberemos se Desmond realmente estava no avião.

3. O ex-marido de Juliet não foi morto por um “ônibus de fumaça”.

4. Quando perguntaram se a razão das mulheres serem incapazes de terem bebês na ilha seria explicada, a resposta foi “sem comentários”.

5. Lindelof revelou um último spoiler: “Água”.


Terças de Chocolate

19/02/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

Lost – 6×04: The Substitute

Um episódio de respostas. A trama deixou um pouco a desejar, mas descobrimos o plano de Jacob, a razão de Jack e amigos serem os sobreviventes do voo 815 e tivemos mais uma pista sobre os números amaldiçoados. Enquanto Locke do flash-sideways ajudava a planejar seu casamento com a Katey Sagal, se encontrava com Hugo, Rose e Ben e se tornava um professor substituto, o substituto no corpo de John recrutava Sawyer para sair da ilha. Jacob tinha todo esse esquema para que um dos sobreviventes virasse protetor da ilha, e o menino da floresta não ficou nada feliz com o Homem de Preto por ter matado indiretamente Jacob. No entanto, acho que deveríamos ter um pouco mais de fé no Smoke Monster. Talvez a ilha realmente não precise de um protetor, e tudo o que aconteceu com o pessoal do voo da Oceanic não passou da consequência de uma opinião errada. E fica a pergunta: Será que Kate é uma candidata? Ou a ilha teria outros planos para a sardenta?


Terças de Chocolate

13/02/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

Lost – 6×03: What Kate Does

Já esperava que o terceiro episódio fosse mais fraco, considerando a emocionante season premier. Não foi das melhores histórias, mas era definitivamente necessária. Embora a trama tenha focado mais na relação Kate-Claire nos Flash-sideways e Kate-Sawyer na ilha, também pudemos descobrir mais coisas sobre Os Outros do templo e sobre a ressureição de Sayid. Não acho que um fugitivo do FBI interromperia sua fuga para ajudar uma garota grávida. No entanto, estamos falando de uma personagem boa, que cometeu apenas um erro no passado, então vale. O importante aqui é mostrar que a interação entre os personagens não irá mudar, estejam eles na ilha, em LA ou em qualquer lugar do mundo. Aquele “feeling” sobre a possível outra realidade que percebi em Jack em LA X se repete com Kate, que claramente reage ao nome de Aaron. Quanto ao Sawyer, ele precisava de um fechamento de sua relação com Juliet, representado pelo anel de noivado. Aquele momento de vulnerabilidade permitiu que ele pudesse seguir em frente. A trama foi centrada em Kate, mas o cliffhanger ficou por conta de outros dois fatores. A suposta “infecção” de Sayid e o que ela pode fazer (a mesma doença que afetou a tripulação dos franceses? Poderia ser manifestações do Sr. Smoke Monster?) e a reaparição de Claire em Rousseau style provavelmente infectada. O que aconteceu com ela durante todo esse tempo? Sinto a presença de Christian Shephard? E seria ele mais uma manifestação do Smoke Monster?


Terças de Chocolate

07/02/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

Lost – 6×01 e 6×02: LA X [Final Season Premier]

Não existem muitas coisas no mundo que me emocionem tanto quanto um roteiro bem escrito, e a season premier de Lost realmente me emocionou. A maior pergunta do final de temporada foi se o botão de reset teria funcionado, e a resposta vem logo no começo do episódio…ou quase. Uma das características que eu mais gosto da 5ª temporada é o arco “fora da ilha” contrastando com o “na ilha”. Neste último ano, os produtores vão além: temos o arco “realidade dos que caíram na ilha” e “realidade dos que não caíram na ilha”. Claro, partindo do pressuposto que a combinação “bolsão de energia + bomba de hidrogênio = realidade alternativa”. De acordo com o Dr. Bishop, de Fringe, um déjà vu seria uma “lembrança” de um mundo paralelo; e Jack quase reconhece Desmond no avião. Mas, independente de ser uma realidade alternativa, acho que a pergunta principal é: “Em algum ponto, os personagens da ilha e fora da ilha irão se tornar apenas um?”

Todos os rastros da ilha foram apagados na nova realidade; até os números não são mais malignos. Todos os personagens estão vivos e continuam normalmente com suas vidas – desde Jack lidando com a morte de seu pai e Kate sendo presa pelo FBI até John na cadeira de rodas e Charlie com seu vício em drogas. Até então eu concordava com o Homem de Preto/John Locke. Todos que caíram na ilha tinham vidas patéticas, e a ilha lhes proporcionou uma nova chance. No entanto, na segunda parte do episódio temos uma amostra de que os protagonistas podem mudar o sentido de suas vidas para melhor. Uma amostra que, de fato, nada é irreversível. E fica claro que não importa onde os passageiros do vôo 815 estejam, suas vidas estão destinadas a se cruzar.

Enquanto isso, a tragetória dos personagens na ilha não mudou muito, a não ser que a diferença no tempo continuo foi acertada. Todos continuam onde estavam, o que infelizmente também significa que Juliet caiu no poço do bolsão de energia, ficou presa entre escombros metálicos e acabou morrendo (Elizabeth Mitchell deixou a ilha para lutar contra extraterrestres em V). Sun e Lapidus estão com Os Outros e com o Homem de Preto/John Locke. Podemos não saber todos os segredos do Monstro de Fumaça, mas pelo menos descobrimos sua “identidade”. Também, que a única coisa que parece poder pará-lo são cinzas de algum tipo. Para salvar a vida de Sayid, Hurley segue o plano do falecido Jacob e convence seus amigos a levá-lo ao templo. Lá conhecemos o que parece ser uma segunda parte dos Outros, e é nesse ponto que são criadas a maioria das pergundas desse grandioso começo de temporada.

A lista contém apenas o nome de Sayid ou também de todos os outros protagonistas que estão no templo?

Consequentemente, somente a morte de Sayid pode trazer um final infeliz para aquelas pessoas ou a morte de Kate ou Hurley pode levá-los ao mesmo caminho?

Por que a fonte aparentemente curadoura não funciona mais?

Sawyer acreditou em Miles/Juliet quanto a afirmação que o reset funcionou?

Por que o pessoal do templo tem medo do Homem de Preto/John Locke/ Monstro de Fumaça?

Foi Sayid que ressuscitou ou Jacob está usando seu corpo?

Lost começa respondendo algumas perguntas e deixando muitas outras. E é isso que faz a trama dos sobreviventes ser tão boa e fãs como nós obcecados por diversas teorias. Bem vindos de volta a ilha.


Respostas com os Produtores de Lost

01/02/2010

Em uma entrevista para a TV Guide, os produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof responderam algumas perguntas que os fãs tanto querem saber. E já foram adiantanto: talvez o urso polar não tenha tanta importância.

Atenção: Spoilers Abaixo

Ao serem questionados se há algum fato que pode não ser tão relevante para a história como alguns pensam, Cuse responde logo de cara: os ursos polares. Na opinião do produtor, eles já explicaram sua aparição. “Nós vimos jaulas de ursos polares. Nós vimos Sawyer trancado em uma jaula de urso polar”. Ele finaliza dizendo que isso virou um tipo de obsessão, assim como Libby. Lindelof complementa que a nova obsessão é “Quantas perguntas vocês vão responder?” Ele diz que não vai revelar isso, e que deve ser levado em conta que fatos considerados mistérios por uns, pode não significar nada para outros e, por isso, provavelmente não será respondido. Do contrário – o que for relevante para os personagens- terá uma resposta.

Quanto ao reset, eles dizem que logo na estreia já devemos ter uma idéia do caminho que eles estão tomando. Assim como em outras temporadas, terá um arco na ilha e um arco fora da ilha. Mas, agora, começa a ter uma forma diferente por ser a última temporada.

Michael Emerson deu uma declaração dizendo que, no lugar dos arcos se juntarem, eles continuarão se espalhando. Os produtores afirmam que Emerson poderia estar brincando, pois eles sentem certa circularidade no programa. A história se voltará para alguns dos personagens principais da primeira temporada. O mais importante é responder quais serão seus destinos, o que acontecerá com eles. Haverá revelações sobre a mitologia do seriado, como o monstro de fumaça e a natureza da ilha. Também aprenderemos mais sobre Jacob e o Homem de Preto.

Respondendo se veremos mais explicações sobre os números, a dupla dinâmica diz que com certeza eles terão mais significado. Mas os números são como o enigma do Big Bang – uma vez que você aceita que o universo começou com o Big Bang, começa a se perguntar o que veio antes. Não tem como responder uma pergunta sem deixar outras.

Cuse ainda afirma que o mantra da última temporada é “Tudo pode acontecer, esteja preparado”. Ou seja, não há barreiras, e coisas inesperadas irão acontecer. Ele diz que os scripts ainda estão sendo escritos, mas ele e Lindelof  já sabem como terminará. Decisões significativas já foram resolvidas.

Para quem está curioso sobre o Homem de Preto, Cuse diz que muitas respostas serão dadas. Esse é um personagem misterioso, e ambos prometem mais detalhes quanto ao sujeito.

Quando foi questionado se Jacob realmente morreu, não foi feito rodeios e a reposta veio na lata: Sim. Cuse afirma que já foi dito que quando um personagem morre em Lost, ele realmente morre. No entanto, isso não significa que ele não possa aparecer numa outra encarnação. Só porque você está morto não significa que não o veremos no programa. E Harold Perrineau (Michael) é um desses que veremos na temporada final, embora tenha morrido no cargueiro.

Quanto à personagem de Kate, se ela ficará com Jack, Sawyer ou terminará sozinha, os produtores dizem que sabem o que irá acontecer, mas nao darão nenhuma dica. Eles sabem que o quadrilátero Kate-Jack-Sawyer-Juliet é algo que os fãs realmente gostam, e que terá uma solução no final. Lindelof ainda completa que foi ótimo a alternativa “sozinha” da pergunta, pois muitos querem saber se Kate ficará com Jack ou Sawyer, mas há outras opções além dos dois.

Falando sobre Richard Alpert, eles dizem que definitivamente teremos respostas sobre o personagem. No entanto, se essas respostas serão o suficiente, depende do telespectador. Lindelof diz que é aquela coisa, não tem como responder uma pergunta sem deixar mais duas.

E para finalizar, Cuse e Lindelof respondem sobre Jacob e o Homem de Preto. Eles afirmam que os personagem irão escolher em que lado ficarão, mas que podem trocar de time. É importante que as pessoas não julguem Jacob e o Homem de Preto pela aparência, pois Jacob fez o pessoal passar por muitas coisas, então pode ser interessante ouvir o que o Homem de Preto tem a dizer. Ele pode ter uma boa perspectiva.

Lost estreia na programação americana amanhã (02/02), e no AXN uma semana depois, dia 09/02.


O Mundo de J.J. Abrams

21/01/2010

Conheci J.J. em 2001, quando tinha 12 anos. Nós éramos inseparáveis, nos encontrávamos toda semana. Depois de cinco anos chegamos ao final. Com Lost no ar, acabávamos nos encontrando, mas como havia mais pessoas envolvidas no projeto, não ficávamos juntos tanto quanto gostaríamos. Há seis meses começamos a nos ver semanalmente de novo. O começo foi meio estranho, mas acho que as coisas vão dar certo.

J.J. Abrams é conhecido por ser a mente por trás da série Alias (2001-2006) e por ser co-criador de Lost. Ele já havia feito sucesso com Felicity, e em outubro de 2008, estreiou seu novo projeto: Fringe.

Quem acompanha o trabalho de Abrams, percebe que ele passa aos seus seriados características distintas. Essas características podem ser separadas em três categorias:

1ª Categoria

A maior de todas as suas características, e que abrange todas as suas séries, é a da protagonista feminina, forte, inteligente, bonita e independente.

2ª Categoria

Felicity é a única série que difere um pouco das outras três, por isso fica de fora da segunda categoria. O que liga Sydney Bristow (Alias), Kate Austen (Lost) e Olivia Dunhum (Fringe) são complexidades de personagem.

– As três foram afetadas por uma morte, o que as tornou mais frias (por falta de melhor adjetivo) e isoladas.

– Todas têm problemas relacionados a seus pais ou padastros: Sydney tem uma relação complicada com seu pai (vários momentos de desconfiança e descrença); Kate colocou fogo em sua casa com o padastro dentro, pois Wayne batia em sua mãe quando bebia; a situação de Olivia é parecida com a de Kate. Seu padastro também batia na sua mãe quando abusava de álcool. Certa vez, Olivia não agüentou e atirou nele. Infelizmente, coisa ruim não morre. Agora em todo aniversário de Olivia ele manda um cartão, só para lembrá-la que ele está vivo (no episódio que isso foi mostrado, dá para perceber que ele será um estorvo na vida da protagonista).

– Há também a questão dos disfarces. Kate, por ser fugitiva, assumia uma personalidade diferente toda vez que mudava de cidade. Sydney se disfarçava semanalmente para infiltrar-se em território inimigo e completar suas missões. Ela usava perucas, diversos estilos de roupas e diferentes sotaques e línguas. Embora a protagonista de Fringe não use perucas e afins, ela também começou a trabalhar disfarçada nos últimos episódios.

– Elas acabaram ficando com seus “parceiros de trabalho”. Sydney tentou resistir, mas na segunda temporada se envolve com Michael Vaughn, seu contato da CIA. Não importa se é Jack ou Sawyer quem trabalha mais com Kate, pois ela tem história com os dois. Jack e Kate se envolveram numa verdadeira relação quando eles saíram da ilha e Kate e Sawyer tiveram um breve relacionamento (pode-se chamar de relacionamento?) na terceira temporada (e devido a trocas de olhares na quinta temporada, quem sabe os dois não ficam juntos na última?). E é claro, Olivia ainda não ficou com o Peter, mas é preciso ingenuidade para achar que eles nunca terão nada juntos.

3ª Categoria

Na terceira categoria, há várias relações entre Alias e Fringe.

– Ambas as personagens trabalham para o governo (Sydney – CIA e Olivia – FBI)

– Nas duas series há vários fatores de ficção científica, como pessoas sendo clonadas, teletransporte e interferências no tempo/espaço.

– No começo dos dois seriados as protagonistas tinham um relacionamento estável com um homem que morre logo no primeiro episódio (Danny, que era o noivo de Sydney, é assassinado pela SD-6 e John, que seria em breve o noivo de Olivia, morre em seus braços após um acidente de carro).

– Sempre tem um vilão russo ou alemão querendo construir uma arma super poderosa ou um vírus bizarro.

– Walter e Marshall são os gênios de suas respectivas séries. E é claro que com suas genialidades, vem certo (para Walter muito) fator de loucura.

– Os fãs de Alias conheceram o trabalho de Milo Rambaldi, com artefatos e caixas misteriosas espalhadas pelo mundo. Agora quem assiste Fringe se deparou nessa primeira temporada com as astucias de Robert David Jones, que embora não fosse um DaVinci/Nostradamus, foi o elemento de coisas estranhas que acompanhou Olivia durante o ano.

– Sydney era conhecida por ter aquelas lutas que quebravam tudo que estava ao seu redor. Embora Olivia use mais a sua arma do que seus pés, ela também tem sua cota de quebra de objetos.

– As palavras “verdade” e “traição” são constantemente contestadas.

– Outras semelhanças entre os seriados se dão pelas pessoas que trabalham com Abrams, como Alex Kurtzman e Roberto Orci, que também são criadores de Fringe e trabalharam em Alias. E o estilo musical é parecido em Lost, Alias e Fringe porque Michael Giacchino é compositor da maioria das músicas das três séries.

Felicity teve quatro temporadas, Alias cinco e Lost terá seis. A aposta agora está em Fringe, que começou um pouco fraco, mas que está começando a fazer jus ao nome de J.J. Abrams. Talvez isso tenha acontecido porque J.J. decidiu que o arco de acontecimentos de Fringe seria menos complicado do que o de Alias e Lost. Ele queria fazer com que se uma pessoa perdesse um ou dois episódios de Fringe, ela pudesse assistir o próximo sem problemas, o que não acontece com a trama da agente dupla ou na da ilha. No entanto, eu acho que ele está abandonando essa idéia porque nos últimos episódios de Fringe a trama complica um pouco, o que torna a série mais legal.