Quintas de Baunilha

07/05/2010

Fringe – 2×19: The Man from the Other Side/ 2×20: Brown Betty

Spoiler Alert!

Dizer que Fringe está cada vez melhor já se tornou repetitivo e desnecessário; então fica subentendido. Quando shapeshifters do universo paralelo atravessam para o nosso mundo e atacam um casal de jovens, cabe aos três mosqueteiros descobrir suas intenções em The Man from the Other Side.
Pela interferência estática em algumas televisões, é descoberto que os dois mundos estarão em perfeita sincronia às 15h31. Após interrogar o (bizarro) shapeshifter defeituoso e juntar essas informações com a teoria de Walter dos universos, eles descobrem que Newton pretende fazer a travessia de algo na ponte no rio Charles.
O crescente afeto de Peter por Walter permitiu que nesse episódio ele o chamasse de “pai”. Infelizmente, todo esse sentimento foi revertido quando Peter finalmente descobre que ele não é desse mundo. Foi de doer o coração quando Walter chega todo feliz no quarto do hospital e Peter o corta com sua cara séria e sua fala “Eu não sou daqui, sou?”. E que tal a Olivia toda esperta? Descobriu que a travessia seria feita no rio porque a água absorveria a energia excedente e percebeu que o policial era um agente de Newton. Way to go, girl!
No entanto, o que nossos heróis não sabem é que o importante do plano não era a ponte em si, mas a chegada do Secretário. E se me perguntarem, todas minhas fichas estão no Walternativo. Pais são capazes de fazer qualquer coisa para terem seus filhos de volta; e esse derrubará fronteiras universais para recuperar o seu. Sem contar que o shapeshifter interrogado cooperou demais, ainda se desculpando com Walter. Certeza que ele achou que estava falando com o Secretário.

O grande musical de Brown Betty realmente foi legal, mas convenhamos que não foi bem musical. Um filme (no caso episódio) musical tem como definição “narrativa que se apóia predominante ou exclusivamente sobre uma sequência de músicas coreografadas”. O que nós tivemos foi pequenos segmentos em que as personagens cantam (e um com três cadáveres). As músicas ficaram boas (principalmente a do Broyles e da Astrid), mas não acho que seja o suficiente para se tornar um musical (e o que aconteceu com a música que a Nina iria cantar para Olivia?). Deixando esse fato de lado, realmente gostei do episódio.
A trama envolveu tudo que um film noir necessita: investigação, mistério, romance, uma personagem feminina forte e um senso de moralidade relativo. Sem contar o coração/ bateria de vidro, o laser quântico e o dispositivo perfurador de paredes.
Achei interessante que a vulnerabilidade de Olivia veio à tona na história. Não é sempre que vemos a agente do FBI dizendo que gostaria de ter alguém que a abraçasse e a levasse para dançar. Também gostei da dinâmica entre Walter e Ella e da perspectiva “observadores malvados”, principalmente porque ainda não sabemos direito seus objetivos. E isso nos leva às perguntas: “com quem o Observador estava falando no final do episódio” e “qual é o aviso que Walter não se lembra”. Aparentemente Peter será uma parte crucial do final da temporada.


Quintas de Baunilha

22/04/2010

Spoiler Alert!

Fringe – 2×16: Peter

Flashbacks sempre são divertidos, e Fringe novamente leva um conceito a um novo nível. O episódio me ganhou logo no começo, quando Walter aparece todo bonitão com um cabelo estiloso. Ele está numa reunião em 1985 com os militares, mostrando a descoberta do universo alternativo e suas tecnologias. William Bell não se encontra na reunião porque está na Europa (se preparando para atuar em Star Trek IV: A volta para casa). Esse é o ponto de inicío da história que Walter conta a Olivia; a história de como o “outro” Peter passou para o nosso mundo, mesmo que a proposta inicial não fosse essa.
Quando Peter ficou doente, Walter observou Walternativo em busca de uma cura. Infelizmente, o Peter da nossa realidade estava fraco demais, e morreu antes da cura ser descoberta. Walter tenta seguir em frente, e sua esperança é que Walternativo consiga salvar o filho restante. É nessa hora que o Observador bobão estraga tudo, sendo descoberto no laboratório e fazendo com que Walternativo não veja que seu experimento deu certo. No entanto, Walter vê o resultado, e decide atravessar para o outro mundo com a cura.
Nina e Carla tentaram impedir Walter, mas o rasgo na barreira é feito e Nina perde sua mão. O frasco com o composto é quebrado, e ele é forçado a trazer Peter para seu mundo. A travessia de volta é feita, e Peter deixa a realidade onde Elizabeth é mais independente e aparentemente bem sucedida e que De Volta para o Futuro foi protagonizado por Eric Stoltz. Mas toda a energia absorvida pelo lago deixa o gelo fino, e ambos caem na água. Esse é o evento que tanto foi contado na temporada anterior, em que o Observador interfere na história e salva os Bishops (o Observador faz aquele lance de falar junto para mostrar superioridade ou só para ser irritante mesmo?). Uma vez que Peter está curado, Walter pretende levá-lo de volta, mas a expressão nos olhos de sua esposa revela seu próprio sentimento: Ele não irá perder seu filho pela segunda vez.
É, Karl Marx estava certo ao dizer que o caminho do inferno está pavimentado de boas ações.

Vai um Slusho?


Quintas de Baunilha

30/03/2010

Spoiler Alert!

Grey’s Anatomy – 6×18: Suicide is Painless

Owen Hunt: adorável danificado. Aparentemente, seus dias de ver hélices de helicóptero no ventilador do teto estão de volta. Tudo piora quando Teddy pede para ele co-assinar um suicídio medicamente assistido (a paciente sendo Sara Gilbert – Leslie Winkle de The Big Bang Theory). Para aqueles que sentem saudades de Lost das primeiras temporadas, eis seu episódio; flashbacks fora da ilha do hospital. Na trama paralela, Owen e Teddy estão no Iraque. Quando uma tempestade de areia se aproxima, eles precisam deslocar os pacientes. Teddy vai de helicóptero e Owen por terra. Infelizmente, a viatura passa por cima de uma mina, e o estrago é feito (achei a explosão meio mal feitinha, vocês não?): o motorista e o paciente morrem e seu chefe está em estado crítico. Hunt fica todo nervoso andando pelo hospital, e pede a repetição de um exame na paciente Kim. Ele nao quer “matar” Kim como “matou” seu superior (psicologia básica: projeção). Altman não fica nada feliz com Owen se metendo com a sua paciente, e vai toda “What the hell is your problem?” para cima dele. Como um bom homem, ele sai sem dizer uma palavra (apenas analisando o episódio sob sua perspectiva, nada pessoal guys). De certa forma, Hunt aceita a morte de Kim, e passa sábias palavras para o marido da paciente (considerando que em TBBT o máximo que Sara consegue é um Leonard,  ela se deu muito bem em Grey’s).

Adorava quando Sloane estava com Lexie, mas começo a preferir o casal Maddy, que acabou de ficar físico, assim por dizer. Também adoro a interação Mark-Callie, com seus conselhos e suporte. Torres estava no dilema de contar ou não à Arizona que gostaria de ter um bebê. Seu caso com os três homens viciados em adrenalina (que na verdade só queriam degustar vinhos em Napa) lhe deu coragem para falar com ela, mas o resultado não pareceu ser muito bom.

Enquanto isso, o ex-Chief tenta se enturmar com os médicos, o que claramente não acontece (Bailey apareceu uns 5 segundos na história, mas valeu pelo momento estranho e por sua fala). Meredith teve sua super cirurgia roubada por Derek, mas no lugar de ficar brava, Cindy Lou cantou (qualquer um que cita Dr. Seuss e os quem ganha minha simpatia. E o que era aquele cabelo da Meredith?). Christina quase não apareceu. Seu propósito na trama provavelmente foi ficar confusa quanto a Owen.


Quintas de Baunilha

23/02/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

Grey’s Anatomy – 6×15: The Time Warp

Bailey como uma submissa interna com trancinhas no cabelo? É isso que um flashback pode fazer com você. Shonda Rhimes continua mantendo o alto nível da temporada, dessa vez parando o hospital para algumas palestras. Seja jogando um chocolate em Christina Yang ou sendo um peixinho chamado Mandy, Chandra Wilson brilhou no episódio. Mas, Sarah Paulson (Studio 60), como Ellis Grey e August Richards (Angel), como Richard Webber não ficaram para trás. Os atores conseguiram incorporar a essência daqueles personagens que tanto ouvimos falar durante seis anos. Eu entendo que três histórias foram melhores para o episódio, fazendo com que ficasse mais dinâmico. No entanto, mesmo o caso de Callie e Alex sendo interessante, com o homem afetado por poliomielite (Ravi Kapoor, de Crossing Jordan), não achei que foi realmente necessário. Gostaria de ter visto mais da transformação de “Mandy” em um tubarão e da relação Grey-Webber. E fica o destaque para o perfeito final, quando Richard troca a coca-cola pela bebida, tornando a trama circular. Também pelo conjunto de perucas usadas no episódio, principalmente a do Thatcher anos 80…


Quintas de Baunilha

18/02/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

Grey’s Anatomy – 6×14: Valentine’s Day Massacre

Sempre fico entusiasmada para assistir episódios comemorativos, e nenhum outro tipo de série ganha das médicas quando a categoria é Valentine’s Day (Dia dos Namorados). Assim como Mercy, esse episódio de Grey’s foi um dos melhores da temporada. A graça e a poesia da trama aparece logo no começo, com Christina e Meredith no carro reclamando para Owen e Derek como elas não comemoram a data. Então, para salvar a noite das amigas, o telhado de um grande restaurante despenca, levando várias vítimas para o hospital. Todos os personagens foram bem trabalhados e estavam ótimos, seja Lexie loira com uma nova atitude, Bailey perdendo as palavras por um jovem médico, Meredith aprendendo mais sobre o que é um casamendo e tendo que lidar com o título “Mrs. Shepherd” e Teddy decidindo fazer de tudo para ter seu melhor amigo de volta. No entanto, a trama mais emocionante ficou com Mark e seu desejo por ser pai. Ele já foi danificado quando Addison resolveu fazer um aborto, e agora Sloan Sloan (ou Sloan Riley, que era a Riley de Terminator: SCC) terminou o estrago ao fazê-lo acreditar que poderia ter seu bebê e fugir sem lhe dar satisfação. A cena em que Mark acha que Torres está arrumando o berço, mas na verdade ela está o desmontando foi de cortar o coração. Um ótimo episódio. Palmas para Shonda Rhimes.


Quintas de Baunilha

10/02/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

Grey’s Anatomy – 6×13: State of Love and Trust

Não achei que iria acontecer, mas McDreamy realmente virou McChief, e acabou por narrar a trama da semana. Não foi dos melhores episódios, mas decisões importantes foram tomadas. Falando de amor e confiança, Mark continua bravo com Lexie, o que eu e a Callie achamos injusto de sua parte. O ex-Chief engoliu o orgulho e tomou a decisão correta, e agora irá para rehab. Karev, que já tinha um passado com obstetrícia, pode afirmar que a pediatria, assim como as outras alas, também é hard core. Derek teve que lidar com um possível processo, no mesmo caso que Bailey acidentalmente traiu a confiança de sua paciente. Nada melhor do que acordar no meio de uma cirurgia com uma médica mexendo no seu intestino como se fosse um prato de macarrão, certo? E por final, mas definitivamente não menos importante, temos Christina e Hunt. Ellen Pompeo pode ser a protagonista da série, mas quem está dando um show atualmente é Sandra Oh. Owen pode não entender Christina direito, mas eu acho que ela está certa. Yang já se perdeu uma vez com um relacionamento que acabou mal e, para que a relação Huntina dê certo, ela tem que colocar um limite mesmo. Com um pouco de sorte e colaboração de todas as partes, talvez Owen, Christina e Teddy possam existir no mesmo espaço.

Fringe – 2×15: Jacksonville

Deturpadamente magnífico. Sem dúvidas, esse episódio foi o melhor das duas temporadas. Depois de alguns episódios sem grandes revelações da mitologia básica da série, Fringe chega essa semana com força total – rasgando realidades paralelas e sobrepondo prédios e pessoas. O universo precisa de equilíbrio, Walter precisa ir para Jacksonville e os fãs precisam de mistério e ação. Eu estava com saudades de ver Olivia se envolvendo nas experiências bizzaras de Walter e, dessa vez, o experimento lhe rendeu um poder adormecido. Depois de ser transportada até uma floresta (eu jurava que ela estava na ilha de Lost quando abriu os olhos…) e ter um encontro com si mesma, a agente Dunhan agora vai além dos limites da percepção e pode identificar objetos (e pessoas) que pertencem à realidade alternativa. Não só ela pode salvar várias pessoas de ter um final terrível, como descobriu um segredo que Walter não quer que seja revelado. Só quero ver como ficará a relação da protagonista com os Bishops, uma vez que Olivia deu uma olhada no dark side de Walter e agora sabe que Peter não é de “Kansas”.

CSI – 10×13: Internal Combustion

Las Vegas é considerada a cidade do prazer, por isso muitos podem não levar a sério um homicídio. E é por isso que nossos CSIs possuem um trabalho tão importante. O que começou com um rapaz desmaiando e morrendo na escola não passou de um infortúnio da Síndrome de Chiari, mas levou os investigadores a encontrar o homicidio principal da trama. Um bom episódio não pode deixar de ter uma gangue, carros velozes, amor jovem e um homem com um grande ego. Infelizmente para Cindy, isso resultou na garota sendo atropelada e arremessada como uma bola de futebol americano. No entanto, graças aos esforços da turma do graveyard shift, o mistério foi resolvido e o culpado foi pego. Esse foi um bom episódio independente, mas estou curiosa para saber o que a continuação do arco do Dr. Jekyll aguarda. Langston não apareceu muito na história, dando mais lugar a Catherine e Nick. Adoro ver os dois trabalhando juntos, talvez pela nostalgia das primeiras temporadas. Ambos apostando uma corrida no final foi um fechamento perfeito para o episódio.


Quintas de Baunilha

31/01/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

Fringe – 2×14: The Bishop Revival

Acho fantástico como semana após semana Fringe continua mantendo a qualidade das suas histórias. Esse novo caso trouxe a arma que os nazistas adorariam ter tido em seu arsenal (e, diga-se de passagem, que alguns militares atuais também gostariam). Uma toxina direcionada, podendo aniquilar grupos pré-determinados de seres humanos ou até uma pessoa específica. Esse episódio também traz revelações sobre Robert Bishop, mostrando que a ciência bizarra presente na família antecede Walter. Achei fofo como Peter se sentiu mal por vender os livros de seu pai, e depois recuperá-los (ou pelo menos boa parte) para fazer as pazes. Isso mostra que a relação pai e filho dos Bishops está bem consistente, algo que parecia impossível no primeiro episódio. E ao final da trama, fica a pergunta: Quem era o cientista genocida e como ele conseguiu reproduzir o experimento de Robert? Isso sem contar o fator idade… Além do caso da semana, o que sempre me deixa feliz são as pequenas realizações de Walter, seja ele “dirigindo”, conferindo com Astrid se o sangue azul não fazia parte da sua imaginação ou dizendo que roxo nunca sai de moda.