Doctor Who Premiere

01/06/2011

Steven Moffat nos fez temer pessoas com máscaras de gás, ressuscitou nosso medo de criaturas escondidas em baixo da cama, fez com que fiquemos com os olhos bem abertos ao olhar uma estátua, ter certeza de sempre contar nossa sombra, olhar diferente para rachaduras na parede e, agora, ficar realmente preocupados ao esquecer algo. Se o final da 5ª temporada de Doctor Who foi brilhante, os dois primeiros episódios do 6º ano absolutamente fantásticos. Sem dúvida a melhor estreia desde 2005 e, até então, meu episódio favorito (ok, fica empatado com Blink). O retorno da família TARDIS trouxe tudo que precisávamos: comédia, drama, suspense, mistério e um roteiro muito bem elaborado. Moffat desenvolveu uma criatura ainda mais assustadora que os Weeping Angels, tanto por sua forma física quanto por suas habilidades.

Nada mais temeroso que perder suas memórias. O arco do Silêncio foi sendo construído durante a temporada passada, chegando ao seu clímax nos dois últimos episódios. E da mesma forma como foi bem estruturado, teve um final digno. Uma solução bem ao estilo Doctor (handled like a Time Lord!). No entanto, não acho que essa foi a última vez que ouvimos falar do Silêncio. Passamos agora para algumas aventuras independentes, deixando dúvidas como “por que a TARDIS não deu um diagnostico definitivo para Amy ?”, “a menina seria de Gallifrey?” e, claro, “quem é River Song?”. Estes questionamentos certamente estão em vigência no nosso cérebro (tenho minhas teorias, mas isso entra num próximo post). Doctor Who explicou mais um evento histórico e todo fã da série sempre irá pensar “silence will fall” quando ouvir alguém mencionar Neil Armstrong e a primeira viagem à Lua.


Outcasts – 1×01: Episode 1

14/02/2011

Após uma guerra nuclear, o planeta Terra se tornou um lugar praticamente inabitável. Os humanos encontraram um novo planeta para colonizar, e todas as intrigas e corrupções irão fazer todos se sentirem em casa. Original? Não, mas é interessante. E lembra Battlestar Galactica….

Spoiler Alert!

A série começa sem um monólogo de introdução. Uma decisão ousada, já que se o telespectador não prestar atenção, a história não fará sentido logo nos primeiros 15 minutos. Somos então apresentados a Carpathia (o planeta), Forthaven (a primeira instalação humana), o serviço PAS (Protection and Security), a nave que está tentando entrar na atmosfera do planeta e ao ótimo elenco que leva a trama.

Se a premissa de poucos humanos sobreviventes procurando por uma nova casa e todo o ambiente da série em geral não fossem o suficiente para lembrar Battlestar Galactica, o próprio Apollo (Jamie Bamber) faz isso para você. Bamber interpreta Michell, um explorador que não concorda com a política do PAS. No elenco também se encontram Amy Manson (Alice Guppy, de Torchwood) e Eric Mabius (Ugly Betty, Resident Evil).

A série é gravada na África do Sul, deixando o local verossímil ao proposto. Os efeitos especiais, que são essenciais nesse tipo de programa, não deixam a desejar, como é possível perceber logo na primeira cena com uma nave se aproximando de Carpathia.

No final do episódio, fica aquela coisa de “as coisas não são o que parecem”, além de várias perguntas secundárias. Como cliffhanger, temos a chegada de mais humanos no planeta; e um indivíduo específico que promete abalar o sistema de Forthaven. Pra mim, foi o suficiente para ficar com vontade de ver o próximo episódio.

A série não é totalmente sci-fi, uma vez que a trama principal está na relação entre as personagens no planeta, e não no espaço. Por isso, aqueles que não gostam de guerras interestelares podem dar uma chance a produção. Assim como a maioria das séries da BBC, a temporada é curta, com apenas 8 episódios. Dessa maneira, vale a pena assistir Outcasts, pois não tem como ficar muito enrolado. Sem contar que o menininho da história não é tosco. Sempre um ponto positivo.

Texto também disponível no Série Maníacos


A Saga Who – Parte 1

18/01/2011

Então decidi expandir meu universo Who durante as férias, assistindo a série literalmente desde o começo (1963). Aqui, William Hartnell é o Doctor, Carole Ann Ford é sua neta Susan e Jacqueline Hill e William Russell são os acompanhantes. Tal tarefa se mostrou mais difícil do que eu pensava – não por ser em preto e branco, pelo drama exagerado ou pelos efeitos especiais toscos (até porque fã de Doctor Who já é meio acostumado com isso), mas pelo simples fato que o Doctor é um babaca egocêntrico, sua neta uma panaquinha e os acompanhantes irritantes. Básico.

O primeiro arco, An Unearthly Child (com quatro episódios), é a história mais chata da série que eu já assisti. Após a descoberta do Doctor e da TARDIS por Barbara e Ian, os quatro se encontram na Terra 100.000 AC. Eles acabam sendo capturados por homens das cavernas e, durante toda a história, só se tem raiva das personagens e sono com a trama. O ponto positivo é que testemunhamos o momento em que o mecanismo de camuflagem da TARDIS quebra, deixando o Doctor com sua eterna caixa azul.

Para compensar esse terrível primeiro arco, quem chega para salvar o dia nos próximos sete episódios (ou melhor, exterminar o dia), são os futuros nêmesis do Doctor, os Daleks! Nesse momento, a história fica mais interessante, o Doctor menos rabugento, a neta mais corajosa e os acompanhantes um pouco menos irritantes. Os  Daleks ainda não querem exterminar todas as raças do universo; apenas seus conterrâneos de Skaro, os Thals.

É estranho ver um Doctor que não seja proativo, animado e apaixonado pela vida e por todas as criaturas como Russell T. Davies e Steven Moffat nos mostraram, mas isso é parte da experiência. Hartnell fica como Doctor até a 4ª temporada, então espero que seu caráter fique mais positivo. Quero chegar logo na 16ª temporada para assistir os episódios escritos por Douglas Adams, mas isso vai demorar um pouco…

E chave sônica que é bom, nada até agora.

Exterminate!!!


Warehouse 13 – 2×04: Age Before Beauty

02/08/2010

Depois de escritores tramando contra o armazém, super heróis e filmes vivos, temos modelos envelhecendo rapidamente, desfiles ao som de Lady Gaga e uma perspectiva maior sobre as principais personagens femininas.

Spoiler Alert!

Após uma breve luta de espadas em Gales (pra mim Cardiff = Torchwood) e a desmistificação da história do Rei Arthur e Merlin (mas não do Santo Graal), Pete e Myka recebem sua nova missão. O que começou com uma velhinha com silicone morta (claro que o Pete ia rastrear o número impresso no implante. Algumas garotas brincam de Barbie, outras assistem CSI) virou Myka sendo infiltrada na Fashion Week de New York para encontrar o artefato com propriedades de envelhecimento. Em estilo Miss Simpatia, ela entra para o evento, levando Pete como seu assistente.

Enquanto isso, Artie e Claudia os ajudam com informações via Farnsworth. Durante o trabalho, o assunto Todd surge, levando Artie e Claudia a terem a melhor conversa embaraçosa de todos os tempos. Cada vez mais, Artie tem se tornado um pai para a joven freakazoid, e esse episódio marca um novo passo na relação entre os dois.

A trama então foca nas inseguranças de Myka e Claudia, que embora sejam brilhantes em seus respectivos trabalhos, ambas não sabem lidar muito bem com sua vida pessoal. Adorei como Pete ajudou Myka nesse assunto, assim com Artie fez com Claudia (ou pelo menos tentou).

No final, Myka passa por um sério caso de progeria causado pela câmera fotográfica do surrealista Man Ray, mas Pete, Artie e Claudia conseguem rejuvenescê-la, recuperar o artefato e dar um fim poético para o homem atrás das lentes.

Então lembrem-se: fiquem desconfiados com câmeras antigas e não peçam chilli com cebolas extras em seu primeiro encontro.

E que venha o crossover Warehouse-Eureka! Allons-y!

Recap também disponível em inglês no Spoiler TV


Warehouse 13 – 2×03: Beyond Our Control

27/07/2010

Imagens de filmes ganhando vida própria. Aconteceu em Charmed, Torchwood e agora Warehouse 13 cria sua versão do tema.

Spoiler Alert!

Aparentemente, não são somente suas cartas e compras pela internet que podem ser extraviadas pelo correio, mas um artefato também. Quando um super projetor de imagens em 3D é achado no armazenamento do correio de Univille, a cidade vira palco dos filmes de Raymond St. James. Após serem atacados por um gladiador e alguns cowboys (sem contar os fuzileiros e o detetive noir de passagem), a equipe Warehouse consegue localizar o artefato graças a mais um um oferecimento Tecnologias Donovan (mais para uma alteração Donovan). Acontece que artefato combinado com microondas e mais alguns blá blá blá técnicos resulta em perigo para todos – principalmente quando o Dr. Doomsday resolve detonar uma bomba. Usando outra parte do mesmo artefato, a imagem de Artie literalmente salva o dia.

Enquanto isso, na sede do armazém, a Srt. Frederic chama especialistas para tratar de Lenna. Com a ajuda de uma bola de âmbar, os ecos da pérola da sabedoria são apagados; mas não totalmente.

E o que nós aprendemos nesse episódio? 1. A razão da população local odiar o pessoal do armazém (qualquer coisa relacionada com imposto de renda nunca é um bom disfarce) 2. Que há um garoto bonitinho morando na cidade (relacionamento Todd-Claudia começando em 3,2,1) 3. Que Farnsworth possui uma ala no warehouse (e que objetos nucleares ainda estão ativos – sem preocupações então) 4. Que Pete é um membro indispensável da equipe (como resolver mistérios relacionados a HQs e filmes sem ele?) 5. Que sempre é possível querer rever aquele ator que tentou te matar durante o dia (e com pipoca tudo fica melhor) 6. Que Mark Sheppard é onipresente na televisão (seja em Leverage, Battlestar Galactica, Medium, 24 ou Firefly).

E da próxima vez que você for em um cinema 3D tome cuidado; nunca se sabe quando os personagens podem realmente ganhar vida devido a um artefato. Ou um feitiço. Ou uma ameaça alienígena.

Recap também disponível em inglês no Spoiler TV


Warehouse 13 – 2×02: Mild Mannered

14/07/2010

Agora que McPherson entrou na luz (mais ou menos) e H.G. Wells continua foragida, a vida no Warehouse volta ao normal. Claro, considerando que normal signifique bandidos sendo jogador através de paredes de tijolos, alterações em densidades corporais e um homem vestindo uma roupa roxa de lycra.

Spoiler Alert!

Se o episódio já não fosse incrível pelas altas referências a super heróis e histórias em quadrinhos, ainda temos Jewel Staite e Sean Maher como convidados especiais (posso ouvir um “yeah” dos fãs de Firefly?).

Enquanto Claudia e Leena reforçavam a vigilância do Warehouse e tentavam resolver a discussão do roubo de identidade, Artie lutava contra as aparições de McPherson. Em Detroit, Myka e Pete investigavam quem estava com o artefato que dava “super poderes” ao seu portador. No final, Claudia vai a Detroit para ajudar a equipe Pete/Myka – com a aprovação de Artie (ou como ela lindamente explicou “Argharghargh Go! Go! Argharghargh”). Alguns artefatos misturados com a “tecnologia original Donovan” tornam Myka uma super heroína (só porque o “uniforme” poderia causar impotência em Pete) e, mesmo com alguns probleminhas (tipo quase criar algo parecido com um buraco negro que sugaria tudo e todos ao seu redor), a equipe consegue isolar o artefato e devolver a Sheldon sua vida normal para ficar junto com Loretta (ótima trama para os que adoravam o casal Kaylee/Simon, certo?). Ah sim, Claudia e Leena resolvem suas diferenças, assim como Artie e o McPherson aparição. Um final feliz para quase todos, uma vez que Leena está sofrendo de possíveis resíduos deixados pela “pérola da sabedoria”.

Também foi divertido ver Myka feliz com suas coisas antigas e Pete super animado com suas coisas novas (principalmente pela edição 46 da HQ do Iron Shadow).  Aposto que Myka teve que sair com aquele cara tatuado de Detroit para conseguir a edição.

P.S. É claro que o místico Rasputin tinha alguma coisa a ver com o Warehouse (bem, não ele diretamente). O cara é totalmente material do Warehouse!

Recap também disponível em inglês no Spoiler TV


Warehouse 13 – 2×01: Time Will Tell [Season Premiere]

08/07/2010

É isso aí, pessoal. Warehouse 13 está de volta com artefatos legais, alterações na abertura (adoro séries que se dão o trabalho de mexer na abertura a cada temporada) e uma nova super personagem.

Spoiler Alert!

A trama continua do ponto que terminou na temporada passada; com McPherson fugindo do Warehouse e Artie sendo consumido pelas chamas. Mas, como esperávamos, Artie tinha uma carta na manga, ou melhor, uma fênix no bolso. A partir de então, Artie vai atrás de Claudia, a qual está indo para o CERN e Myka e Pete fazem 3 descobertas de explodir a cabeça: 1) Outra pessoa foi “desbrozeada” 2) Essa pessoa é H.G. Wells 3) H.G. Wells é uma mulher! E quem melhor para interpretar uma mulher vitoriana com idéias inovadoras muito além de seu tempo? Jaime Murray (aka Lila Tournay de Dexter)!

Então Wells leva Pete e Myka até uma armadilha de antigravidade e foge com sua criação de imperceptibilidade; Artie e Claudia encontram Joshua no CERN e perdem McPherson, que foge com uma mala com antimatéria; e todos voltam para o Warehouse: McPherson e Wells para entrar no criativo cofre de Escher e Pete, Mika, Cladia e Artie para impedí-los. No final, Wells mata McPherson e some após recuperar seu medalhão e anel, Srta. Frederic descobre que Leena estava sendo controlada pela “pérola da sabedoria” e Claudia volta para o time Warehouse e ganha o Farnsworth do próprio Farnsworth.

Sim, a história é ótima, mas o que realmente me faz vibrar com essa série são as referências a filmes, livros, citações épicas (Boom goes the dynamite/ I could’ve been a scientist) e versões alternativas da história. E quanto a H.G. Wells, antes de tachá-la de grande vilã, vamos analisar seu ponto de vista. Ela possui uma mente extremamente criativa, escreve livros fantásticos e não pode usufruir do estrelato? Se eu tivesse escrito A Máquina do Tempo, A Ilha do Dr. Moreau, A Guerra dos Mundos, O Homem Invisível e meu irmão levasse a fama, também estaria muito brava. Sem contar que, por motivos ainda não revelados (e aposto que são injustos), ela fica consciente e imóvel durante 64 anos. Desculpe Artie e cia, mas minha simpatia está do lado da gloriosa Srta. Wells. E quem mais está super curioso para saber o que ela estava escrevendo no final do episódio? Seria um plano infalível para derrubar aqueles que a aprisionaram ou o livro mais genial já escrito? Quem sabe os dois?

Só digo uma coisa: Warehouse 13 é a única série em que o fato de H.G. Wells e Pete se beijarem não é algo bizarro nem gay.

Recap também disponível em inglês no Spoiler TV


LOST – 6×17/18: The End [Series Finale]

24/05/2010

Ultimate Spoilers!

Na madrugada fria de Curitiba, eu tremia. Não sabia ao certo se era realmente pelo frio ou pela ansiosidade daquilo que passava na frente de meus olhos. O mundo poderia estar acabando, e eu não iria me mexer até ter certeza que o MIB estava morto, que Kate e Sawyer chegassem no avião e que a ilha recuperasse sua luz. Ao final do longo series finale de Lost, tudo que eu podia pensar era Wow!

O fim me atingiu como um raio paralizante; não tanto pelo rumo tomado por Lindelof e Cuse, mas pela percepção de que aquilo realmente era o final: as personagens que amamos e odiamos pelos últimos anos estavam mortas. Algumas delas provavelmente viveram muitos anos depois dos eventos da ilha, mas de qualquer maneira estavam mortas, e eu não sabia como reagir. Foi somente depois de um lanchinho e algumas horas de sono que minha opinião estava formada. Foi um final muito bom, embora eu esperasse algo diferente.

Nós estamos falando da ilha de Lost, onde são possíveis viagens no tempo, a existência de um monstro de fumaça e  um campo eletromagnético capaz de muitos feitos. Eu esperava que a realidade alternativa fosse algo causado pela explosão da bomba, algo que se chocaria com a realidade da ilha ou algo do gênero. Nunca pensei que todas as respostas da ilha fossem respondidas, mas achei que o flash-sideways seria algo mais sólido, assim por dizer.  O fato dele ser a pós-vida foi algo muito real para mim. É penoso pensar que Juliet e muitos outros morreram por um objetivo errôneo, e que os sobreviventes simplesmente continuaram com suas vidas. Essas personagens passaram pelo inferno, e me parece que elas não foram tão compensadas por isso. Como eu disse, muito real.

No entanto, não se pode negar que o final foi bonito. Ter todos eles juntos, finalmente livres de seus credos e traumas, prontos para seguir em frente foi algo tocante; uma boa mensagem. Juliet dizendo as mesmas palavras do início da temporada (que no momento não sabíamos a razão) e Jack voltando ao ponto de origem e fechando seus olhos foi algo poético e memorável. Objetivo concluído: contar uma história sobre pessoas. O season finale rendeu a nostalgia e a dor no coração que todos precisávamos.

A verdade é que não importa se você é um fã da série ou se você gostou ou não do final. Temos que concordar que Lost é um marco na história da televisão. As proezas de Damon Lindelof e Carlton Cuse são revolucionárias e serão lembradas para sempre.

É triste dizer adeus, mas sempre teremos citações, referências e ursos polares para manter a lenda viva. It was a nice ride!


Happy Town – 1×02: I Came to Haplin for the Waters

12/05/2010

Como fã de filmes trash de terror, não me importo tanto com os clichês do estilo. O problema é quando as ações das pessoas são idiotas. Embora a história tenha se desenvolvido um pouco, esse episódio não me fez muito feliz.

Spoiler Alert!

Quando eu assistia Harper’s Island, deixava a crítica da construção da história e dos personagens meio de lado, e focava no mistério em questão. O resultado sempre foi positivo, mas foi difícil fazer isso com esse episódio. Então pode-se fazer uma cópia perfeita de uma chave em 5 minutos com um equipamento rústico? A dona da residência deixa bem claro que o terceiro andar é proibido, e Henley não pensa que a porta pode estar trancada? O suposto Magic Man conta onde estão os corpos, e o indivíduo não checa se eles realmente estão lá? Mesmo? Mas tudo bem. Vamos tentar tirar proveito desses 42 minuto que, embora lentos, tiveram algumas coisas interessantes.

O ex-Xerife, agora no hospital por ter decepado sua própria mão, continua a falar coisas (aparentemente) desconexas e a citar o nome Chloe; que é como Henley se identifica no telefone. Se ela é a Chloe a quem o ex-Xerife se refere, ainda precisamos de mais informações para confirmar. Sr. Grieves, com seu olhar sinistro, já descobriu que Henley tem um missão na cidade, e por alguma razão a está ajudando. E uma boa surpresa foi ter Frances Conroy (Ruth Fisher, de Six Feet Under) como a matriarca dos Haplin. É ela quem decide que Tommy deve ser tornar o novo Xerife, mesmo sob protestos dele mesmo. Já ficou óbvio que ela é manipuladora, o que resta saber é o motivo dela querer Tommy no comando (meu palpite? Porque ele é um bobão).

O interessante mesmo da trama foi a chegada do “Tapioca Man”, que mais tarde seria apresentado como parte da polícia do estado, mandado para ajudar na investigação. Ele provavelmente drogou Georgia para conseguir informações sobre o que ela viu na cabana, e fez com que a coitada tivesse uma bad trip, acordando na casa do Stivilettos. É nessa parte que Tommy deixa de ser um trouxa e vai de Chuck Norris pra cima dos irmãos. Antes que ele pudesse terminar o serviço, recebe uma ligação e, devido à identificação da substância encontrada no corpo de Friddle, TC percebe que o assassino é seu amigo Big Dave. O grandalhão o matou por achar que Jerry Friddle era o Magic Man.  Tommy já tinha virado violento, e agora vira corrupto também, pois vai cobrir o homicídio que seu amigo cometeu.

O final do episódio fica por conta de Henley, que depois de achar a provável arma de algum crime e dizer ao celular que vai se revelar, sofre um acidente de carro causado por um pássaro-psicopata-cabeça-dura. Pela música e o ângulo da cena, estava na cara que algo iria acontecer, mas admito que levei sustinho. Muito “O Chamado 2”…  Acredito que Henley/Chloe irá acabar contando que ela tem alguma conexão com a cidade por meio de sua mãe (quem sabe a mãe tenha sido uma das vítimas do Magic Man ou algo do gênero) ou talvez que seja da polícia.

Review também disponível no Série Maníacos


Happy Town – 1×01: In This Home on Ice

03/05/2010

Sou do tipo de pessoa que adora filmes de terror, seja “A Hora do Pesadelo”, “O Ataque dos Tomates Assassinos” ou (meu preferido) “A Mão Assassina”. Por isso não me incomodo muito com o roteiro meio falho e clichê da série. Como eu disse no primeiro review de Harper’s Island, é preciso encarar esse tipo seriado como um jogo em que o objetivo é achar o assassino misterioso.

Spoiler Alert!

No começo da trama, testemunhamos o assassinato de Jerry Friddle, o que coloca um fim aos pacíficos 5 anos da cidade. Com a chegada de Henley em Haplin, somos apresentados a alguns moradores: A família perfeita dos Conroys, em que Tommy é filho do xerife, Rachel (Amy Acker \o/) trabalha na fábrica de pães e Emma é a mais inteligente da turma; o estranho vendedor de antiguidades de cinema Merrit Grieves; a babá Georgia Bravin; o detetive Roger Hobbs; o delegado Eli “Root Beer” Rogers; os irmãos Stiviletto; e a família Haplin, que dá nome a cidade.

O episódio foi meio lento, pois havia muitas informações a serem passadas. São nos dois últimos minutos que a história dá uma virada interessante, deixando como cliffhanger o surto do xerife falando coisas aparentemente sem sentido (depois de passar o episódio inteiro referindo subconcientemente a uma Chloe) e segurando um machado e Henley ligando para uma mulher (irmã?) e revelando seu verdadeiro nome e intenções na cidade.

O Magic Man era preciso e não deixava evidências de seus crimes. Friddle foi morto de maneira brutal e bagunçada, por isso acho que o assassino (ou assassinos) esteja usando a lenda do Magic Man para cobrir o homicídio. Todos estão na minha lista de suspeitos, até a fofa da Amy Acker, que gostaria de se mudar para Califórnia (ataques de um serial killer é um ótimo motivo para convencer sua família). No momento, tudo leva a crer que o suspeito-mor é o Sr. Grieves, mas não acredito que seja ele por trás de tudo. Óbvio demais…ou será essa a intenção?


Harper’s Island – 1×12: Gasp/ 1×13: Sigh (Series Finale)

19/01/2010

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Atenção: Spoilers Abaixo

Há treze semanas, muitos começaram a tentar descobrir quem era o assassino de Harper’s Island e quem sairia vivo da ilha da morte. Muitos se assustaram com reviravoltas e sofreram com as mortes de suas personagens favoritas. Agora, chegamos ao final, e apenas quatro pessoas sobreviveram ao terrível ataque de John Wakefield e seu filho.

No começo do primeiro episódio, as suspeitas quanto a Jimmy vão crescendo enquanto ele e Trish vão atrás de um suposto barco. Sully e Danny finalmente capturam Wakefield, e Abby, como uma garota muito moral (e burra) o deixa inconsciente para que possa ser preso na delegacia da ilha.

Todos estão reunidos na delegacia, menos Trish e Jimmy. O grupo percebe que há um traidor entre eles e, após relembrar alguns momentos, chegam a conclusão que é o Jimmy. Se alguém tinha alguma dúvida se ele era ou não o segundo assassino, essa era a hora de jogar a teoria para o espaço.

A série pode ter várias falhas, mas não é óbvia. Abby vai falar pela primeira vez com Wakefield, em um clima todo “Silêncio dos inocentes”. Da conversa não saiu nada que não soubéssemos. “Minha mãe amava meu pai”, “Por que ela nunca falou do nosso filho?”, “Talvez não haja um filho”, “Eu o encontrei”.

Abby, Henry, Jimmy e Sully partem em busca da Trish que caiu do penhasco. Nessa parte acontecem várias coisas: vemos que Trish realmente caiu do penhasco de boba e acaba achando um rádio; Wakefield se liberta da prisão; e é deixado claro que a bizarra Madison não fazia parte de qualquer plano maléfico, a coitada só era bem burrinha mesmo.

Danny até que lutou bem, mas como resultado de uma luta mano-a-mano com o Sr.W, ele é morto. Henry e Trish voltam ao hotel para que ela tome banho. Trish coloca seu vestido de casamento e ele, heroicamente, vai checar se há alguém rondando o hotel. Shea e Madison escapam de Wakefield e correm até o lugar que Sully e o rádio estão.

Depois de fugir do psicopata e correr pela floresta, Trish se encontra com Henry, que finalmente revela suas verdadeiras intenções (ééé \o/). Achei ótimas as cenas da Trish correndo com seu vestido de noiva. Seu fim foi até bem poético, assassinada em seu vestido branco por seu noivo.

Depois de Cal e Chloe, foi a morte que eu mais senti. As referências a filmes de terror não param, bem coisa de assassino contar seu plano antes de matar a vítima, né?

Com a revelação feita, vamos para os últimos quarenta minutos. E não poderia começar diferente: Abby e Henry há dezesseis anos. Eles estão brincando e quando os pais do garoto o chamam para ir embora, eles correm para fora de casa e Abby lhe diz algo no ouvido. Algo que ele nunca esquecerá.

A polícia do continente foi avisada, e está a caminho. Com a ajuda de Sully, Shea e Madison saem da ilha. Henry se encontra com Sully e os dois supostamente vão procurar a pobre noiva. Mais uma vez, o assassino-filho fala sobre seu plano, e bye bye Cris Sullivan.

Henry se junta com Abby e Jimmy e todos vão para a igreja. Wakefield ataca Jimmy e Abby sai correndo para tentar sinalizar o helicóptero que está os sobrevoando. Henry vai atrás dela, que conecta os pontos e descobre que seu melhor amigo é um sociopata assassino. Ele mata John Wakefield e a deixa inconsciente (tanta gente tentando matá-lo de tudo que é jeito e ele morre com uma faquinha no peito…que anticlímax).

Na delegacia fora da ilha, Shea e Madison descobrem que elas são as únicas sobreviventes da chacina e que os outros morreram em um incêndio na igreja. Mas isso não passava de mais um plano de Henry, que levou Abby até uma casa isolada na ilha.

Ela acorda (só com a roupa de baixo) e se depara com um meio-irmão louco que quer começar uma vida nova com ela. Como não poderia faltar, Henry conta para Abby (e para os telespectadores) como Wakefield o achou e como ele virou um assassino. Em uma tentativa de fuga, Abby encontra Jimmy amarrado.

O plano era perfeito. Jimmy faria um depoimento dizendo que ele ajudou Wakefield na matança (porque Shea sabia de um segundo assassino) e Henry e Abby viveriam felizes para sempre.

Infelizmente para Henry, Abby o ataca e foge, deixando para Jimmy um meio para escapar. Eles correm até a beira de um penhasco e, depois de um “I don’t want you!” da parte de Abby, Jimmy aparece e se joga junto com Henry penhasco abaixo. Incrivelmente depois da queda, Jimmy está vivo e Abby finalmente mata Henry.

O show não era genial, mas com certeza vai fazer falta durante a semana. Gostei do final, principalmente quando Henry leva Abby para aquela casa, e acho que foi um fim bom suficiente para a série. Adorei o Henry como um louco sociopata. Me diverti com ele e a sua ilusão de ter uma vida com a Abby. Fiquei desapontada que Shea e Madison conseguiram sobreviver. O Cal e a Chloe que deveriam ter saído da ilha. “Mas a Madison era apenas uma criança”. Grande coisa, uma criança burra e bizarra, sem contar que ela vai ser traumatizada o resto da vida.

Os depoimentos em vídeo finais foram perfeitos. Harper’s Island vai deixar saudades. Obrigada a todos que acompanharam os reviews, e quem sabe a gente não se encontra em alguma outra série de mistério.

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“One by one”


Harper’s Island – 1×11: Splash

19/01/2010

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Atenção: Spoilers Abaixo

Nas palavras de Abby: as regras do jogo mudaram. O que antes matava um a um misteriosamente, agora mostra o rosto e faz uma chacina. Inclusive com dois grandes personagens.

Eu fico emocionada quando vejo um episódio bom, e esse foi definitivamente o melhor da série até agora. Muitos momentos emocionantes, principalmente com o Cal e a Chloe, mas vamos por partes.

Logo no começo, achei que o episódio não seria muito bom porque o grande encontro Wakefield-Abby não foi assim tão grande. Foi até frustrante. Mas tudo muda quando Wakefield entra chutando a porta do The Cannery.

É nessa parte que fica clara a mudança de estilo em Harper’s Island. Wakefield não se esconde mais, faz até questão de aparecer, e vai matando todos que vê na sua frente. A minha suposição sobre a Nikki estava errada, já que ela foi a primeira a ser esfaqueada. Aparentemente ela realmente era somente coincidência. Quanto ao Shane, ele pode ter sido um chato até agora, mas pelo menos ele fez algo de bom antes de morrer. Devido a sua coragem, Trish e companhia puderam fugir.

No entanto, todos caíram na armadilha do Sr. Wakefield e foram para a igreja quando os sinos tocaram. Graças a essa idéia genial, Chloe foi seqüestrada. E assim começa o drama.

Sully conseguiu retirar a bala do ombro do Cal e, depois de notar que o barco não estava mais onde deveria estar, eles se juntam com os outros e partem em busca da Chloe (eu sei que faz parte do estilo da série, mas achei incrível como o número de armas se multiplicou). A angustia acaba quando Cal finalmente recupera Chloe e a pede em casamento. Eu até estava achando engraçado, pois fiquei pensando o que eles iriam dizer quando alguém perguntasse como foi feito o pedido: “Nós estávamos presos em uma ilha, sendo caçados por um psicopata…”. Mas o momento de devaneio acabou quando Wakefield aparece e os dois começam a correr. Eu esperava que Abby ou Henry aparecessem e salvassem o pobre britânico, mas ele é morto. Se eu já estava triste, fiquei pior ainda quando começa a tocar a música “Letters From The Sky” e Chloe, desolada, se solta da ponte. Foi a melhor morte – com direito a icônica frase “You can’t have me”, música e até câmera lenta.

Realmente achei que os dois iriam sobreviver, mas se eles não puderam ficar vivos, pelo menos tiveram uma morte digna (A Chloe não pode ter só batido a cabeça e sobrevivido para voltar no último episódio e matar o Wakefield com um machado? Não? Não?).

Quando a bizarra Madison diz que o xerife estava investigando outra pessoa, já fiquei alerta. Jimmy não saia da minha cabeça e, quando é mostrada a ficha da delegacia com a foto dele, fiquei feliz, mas ao mesmo tempo decepcionada. Já disse uma vez e repito: se a trama nos faz suspeitar de alguém, essa pessoa provavelmente é inocente (pelo menos até agora). Comecei a pensar em outro motivo que o xerife teria para investigá-lo, e quem mais poderia ser o segundo assassino. Talvez o xerife pudesse estar simplesmente agindo como pai, checando o passado do interesse amoroso da filha. Talvez o assassino seja o Danny, que durante toda a série passou meio discreto. Talvez seja o próprio Henry, uma vez que foi ele quem decidiu fazer o casamento na ilha e que é uma pessoa que atrai pouca suspeita. Ou talvez, considerando que estamos na reta final, a revelação seja verdadeira (principalmente devido aos últimos minutos com o Jimmy e a Trish). Mas de uma coisa eu tenho certeza: o segundo assassino tem que ser filho do Wakefield.

Crimes passionais podem ser realmente intensos. Ao que pude perceber, Wakefield está fazendo sua saga de vingança por uma ferida deixada pela mãe da Abby. Agora que Cal e Chloe morreram, estou raivosa. Endireitem suas miras e matem de uma vez por todas John Wakefield!


Harper’s Island – 1×10: Snap

19/01/2010

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Atenção: Spoilers Abaixo

Finalmente o assassino é revelado. Pelo menos um deles.

Fazia algumas semanas que eu não achava um episódio de Harper’s Island realmente bom, mas esse foi diferente. Nesses quarenta e um minutos fiquei apreensiva, seja com o Cal e Sully atravessando a ilha ou a Abby indo se encontrar com o seu pai.

Obviamente o xerife não era culpado, e acabou morrendo enforcado. Tudo apontava que ele era o assassino (alguém com a roupa do xerife atirando nos policiais, a planta dos túneis na casa dele, o tubo de oxigênio nas docas e o falso testemunho da bizarra Madison), mas tudo não passava de um plano de…John Wakefield!

Desde o começo eu suspeitava que ele não estivesse realmente morto, e meu pensamento foi corrobado. Tudo indica que ele é o assassino e ponto final. Mas ainda acho que Wakefield pode estar trabalhando com alguém, e não paro de pensar que possa ser o Jimmy. Depois daquela super explosão ele sai apenas com alguns arranhões? Ou foi muita sorte, ou ele sabia o que iria acontecer.

Sem contar que um dos policiais que estavam no avião comenta que a espada usada no assassinato do Tom é feita para decapitar baleias. Pode não significar nada, ou pode apontar para o pescador. Quem sabe ele não é o elemento “to be continued” do final da série?

Não fiquei tão preocupada quando Henry levou um tiro de raspão quanto estou com o Cal. O coitado foi para o lado errado do carro e levou um tiro no ombro. Espero que o Sully retire a bala direitinho, porque ainda quero ver Cal e Chloe se casando.

O efeito do chá de sumiço da Nikki acabou e a bartender retorna. Embora minhas apostas estejam no Jimmy como cúmplice, não a deixo de lado. Afinal, ela desaparece por um tempo e depois reaparece após a explosão e os tiros. E também foi por acreditar que o assassino não mataria os locais que Maggie saiu andando e acabou morta (mas também ela não fazia diferença). É preciso levar em conta que ela estimulou a Abby a achar que seu pai era o assassino. “Depois de tudo que aconteceu, ele mudou”. Sei…

Esse final de episódio foi um dos melhores e me deixou ansiosa pelo próximo. Finalmente Abby está cara-a-cara com o homem responsável pelo assassinato de seus pais. Quero saber no que vai dar.


Harper’s Island – 1×09: Seep

19/01/2010

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Faltando apenas quatro episódios para o final da temporada, mais segredos são revelados e, como não poderia faltar, mais pessoas são assassinadas.

Atenção: Spoilers Abaixo

Impliquei na semana passada, então antes de assistir esse episódio relaxei, abandonei grande parte do meu senso racional e posso dizer que o episódio foi legal. Gostei da história dos túneis e fiquei agoniada quando Abby e Danny começaram a rastejar no mini-túnel (sou meio claustrofóbica).

A revelação do episódio é que Wakefield teve um filho. Todos assumiram que é a Abby, coisa que eu também suspeitava, mas agora penso o contrário. Normalmente quando a trama nos leva a acreditar em alguma coisa, é errada. As suspeitas vão de encontro com o Jimmy novamente. A página que fazia tal revelação foi arrancada do diário e quando o corpo de JD é levado para a clínica, a página cai no chão. Jimmy diz que ela deve ter caído do bolso do JD, mas não aparece nada caindo do corpo. Até onde eu sei, Jimmy poderia ser o filho do Wakefield e ter jogado a página no chão.

Estou começando a achar que a bizarra Madison está envolvida de alguma maneira nessa história toda. Três fatos me levam a pensar isso: 1) Quando a Abby acha a Madison, ela entra e sai do quarto sem nenhum problema, então por que a Madison não fugiu antes? 2) No final, ela diz que quem a raptou foi o xerife. 3) Simplesmente porque ela é estranha.

O xerife poderia ter sido consumido por sua obsessão pelo Wakefield e ficado louco (sabendo também que a Abby não é sua filha), mas não acredito nessa teoria. Além de outros fatos, ele achou um pedaço de jornal na casa da Kelly dizendo “You found her. Now find me”. Então acho que ele é apenas uma distração.

Posso dizer que adoro o Cal e a Chloe? Não ficaria triste se só os dois saíssem vivos do massacre. E não consigo parar de pensar no que a vidente disse para Trish: “Você será salva pela mesma pessoa que irá traí-la”.

As mortes do dia foram da Beth (não fez grande diferença) e da Katherine, no final do episódio.

E a nossa lista de pessoas vivas é a seguinte:

Henry Dunn
Trish Wellington
Abby Mills
Christopher “Sully” Sullivan
Danny Brooks
Chloe Carter
Sheriff Charlie Mills
Shea Allen
Cal Vandeusen
Jimmy Mance
Madison Allen
Shane Pierce
Nikki Bolton (que tomou chá de sumiço)
Maggie Krell

Quatro episódios. Quatorze pessoas. Contagem regressiva.


Harper’s Island – 1×08: Gurgle

18/01/2010

Harpers Island 1x08 Gurgle

Eufórica estava eu, prestes a assistir ao novo episódio de Harper’s Island. Conforme os minutos iam passando, mais desapontada fui ficando.

Atenção: Spoilers Abaixo

Achei que Gurgle não foi tão bom quanto esperava. Que a série é cheia de clichês todo mundo sabe, mas os desse episódio foram me irritando profundamente. Quantos corpos precisam ser achados para que as pessoas percebam que há um serial killer nas redondezas? Estamos no episódio 8 e tinha gente que ainda achava que os desaparecidos haviam deixado a ilha. Chloe foi a única que começou a perceber que aqueles que não estavam no ambiente provavelmente estavam mortos.

Sem contar que demora quase vinte minutos para Abby receber o telefonema da bizarra Madison dizendo para eles não saírem da ilha. Tá, admito que houve duas ocasiões que o suspense foi bem colocado, mas o resto foi desperdício de tempo. Outra coisa que eu achei absurda foi o xerife tirando o bambu enfiado na sua perna. Eu acho que depois de vários anos como policial ele deveria saber que suas chances de sobrevivência seriam maiores com o bambu na perna do que morrendo de hemorragia. Mas tudo bem, o pessoal fica meio burro em filmes/séries de terror, essa passa. Agora, gostaria de fazer uma pergunta: Qual é o lance dessa Beth? Só notei que ela existia lá pelo episódio 4 e ela vem e vai sem fazer a mínima diferença. Vai ver ela que é a assassina…

Eu pensei que o assassino tinha matado o policial da delegacia para que o JD pudesse fugir e levar a culpa, mas ele é morto no final do episódio. Isso me deixou na dúvida. Em fatos relacionados, o crânio de Malcon e o corpo de Richard foram encontrados.

Se o Jimmy já era suspeito, agora é ainda mais. Ele chega do nada no hotel (depois que a luz e a linha telefônica foram cortadas) dizendo que o barco saiu. Até onde eu sei, ele poderia ter mandado o barco embora. No entanto, teoricamente ele estava com a Abby quando as flechas foram lançadas. Volta a suspeita de dois culpados.

A grande revelação da noite é que tudo está relacionado com a Abby, como se nós não soubéssemos. E o que foi o Henry no final com a mão ensangüentada? Era pra gente acreditar que ele é o assassino?

Fica meus pêsames pela morte do Cole duas-caras e o não-culpado JD. Fica também a minha admiração pelo fato de que um psicopata escrevia um diário.

Não sei se sou eu que estou em um mal dia, mas acho que esse episódio foi um dos mais sem graça. Espero que o próximo seja melhor.