Doctor Who Premiere

01/06/2011

Steven Moffat nos fez temer pessoas com máscaras de gás, ressuscitou nosso medo de criaturas escondidas em baixo da cama, fez com que fiquemos com os olhos bem abertos ao olhar uma estátua, ter certeza de sempre contar nossa sombra, olhar diferente para rachaduras na parede e, agora, ficar realmente preocupados ao esquecer algo. Se o final da 5ª temporada de Doctor Who foi brilhante, os dois primeiros episódios do 6º ano absolutamente fantásticos. Sem dúvida a melhor estreia desde 2005 e, até então, meu episódio favorito (ok, fica empatado com Blink). O retorno da família TARDIS trouxe tudo que precisávamos: comédia, drama, suspense, mistério e um roteiro muito bem elaborado. Moffat desenvolveu uma criatura ainda mais assustadora que os Weeping Angels, tanto por sua forma física quanto por suas habilidades.

Nada mais temeroso que perder suas memórias. O arco do Silêncio foi sendo construído durante a temporada passada, chegando ao seu clímax nos dois últimos episódios. E da mesma forma como foi bem estruturado, teve um final digno. Uma solução bem ao estilo Doctor (handled like a Time Lord!). No entanto, não acho que essa foi a última vez que ouvimos falar do Silêncio. Passamos agora para algumas aventuras independentes, deixando dúvidas como “por que a TARDIS não deu um diagnostico definitivo para Amy ?”, “a menina seria de Gallifrey?” e, claro, “quem é River Song?”. Estes questionamentos certamente estão em vigência no nosso cérebro (tenho minhas teorias, mas isso entra num próximo post). Doctor Who explicou mais um evento histórico e todo fã da série sempre irá pensar “silence will fall” quando ouvir alguém mencionar Neil Armstrong e a primeira viagem à Lua.

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Outcasts – 1×01: Episode 1

14/02/2011

Após uma guerra nuclear, o planeta Terra se tornou um lugar praticamente inabitável. Os humanos encontraram um novo planeta para colonizar, e todas as intrigas e corrupções irão fazer todos se sentirem em casa. Original? Não, mas é interessante. E lembra Battlestar Galactica….

Spoiler Alert!

A série começa sem um monólogo de introdução. Uma decisão ousada, já que se o telespectador não prestar atenção, a história não fará sentido logo nos primeiros 15 minutos. Somos então apresentados a Carpathia (o planeta), Forthaven (a primeira instalação humana), o serviço PAS (Protection and Security), a nave que está tentando entrar na atmosfera do planeta e ao ótimo elenco que leva a trama.

Se a premissa de poucos humanos sobreviventes procurando por uma nova casa e todo o ambiente da série em geral não fossem o suficiente para lembrar Battlestar Galactica, o próprio Apollo (Jamie Bamber) faz isso para você. Bamber interpreta Michell, um explorador que não concorda com a política do PAS. No elenco também se encontram Amy Manson (Alice Guppy, de Torchwood) e Eric Mabius (Ugly Betty, Resident Evil).

A série é gravada na África do Sul, deixando o local verossímil ao proposto. Os efeitos especiais, que são essenciais nesse tipo de programa, não deixam a desejar, como é possível perceber logo na primeira cena com uma nave se aproximando de Carpathia.

No final do episódio, fica aquela coisa de “as coisas não são o que parecem”, além de várias perguntas secundárias. Como cliffhanger, temos a chegada de mais humanos no planeta; e um indivíduo específico que promete abalar o sistema de Forthaven. Pra mim, foi o suficiente para ficar com vontade de ver o próximo episódio.

A série não é totalmente sci-fi, uma vez que a trama principal está na relação entre as personagens no planeta, e não no espaço. Por isso, aqueles que não gostam de guerras interestelares podem dar uma chance a produção. Assim como a maioria das séries da BBC, a temporada é curta, com apenas 8 episódios. Dessa maneira, vale a pena assistir Outcasts, pois não tem como ficar muito enrolado. Sem contar que o menininho da história não é tosco. Sempre um ponto positivo.

Texto também disponível no Série Maníacos


A Saga Who – Parte 1

18/01/2011

Então decidi expandir meu universo Who durante as férias, assistindo a série literalmente desde o começo (1963). Aqui, William Hartnell é o Doctor, Carole Ann Ford é sua neta Susan e Jacqueline Hill e William Russell são os acompanhantes. Tal tarefa se mostrou mais difícil do que eu pensava – não por ser em preto e branco, pelo drama exagerado ou pelos efeitos especiais toscos (até porque fã de Doctor Who já é meio acostumado com isso), mas pelo simples fato que o Doctor é um babaca egocêntrico, sua neta uma panaquinha e os acompanhantes irritantes. Básico.

O primeiro arco, An Unearthly Child (com quatro episódios), é a história mais chata da série que eu já assisti. Após a descoberta do Doctor e da TARDIS por Barbara e Ian, os quatro se encontram na Terra 100.000 AC. Eles acabam sendo capturados por homens das cavernas e, durante toda a história, só se tem raiva das personagens e sono com a trama. O ponto positivo é que testemunhamos o momento em que o mecanismo de camuflagem da TARDIS quebra, deixando o Doctor com sua eterna caixa azul.

Para compensar esse terrível primeiro arco, quem chega para salvar o dia nos próximos sete episódios (ou melhor, exterminar o dia), são os futuros nêmesis do Doctor, os Daleks! Nesse momento, a história fica mais interessante, o Doctor menos rabugento, a neta mais corajosa e os acompanhantes um pouco menos irritantes. Os  Daleks ainda não querem exterminar todas as raças do universo; apenas seus conterrâneos de Skaro, os Thals.

É estranho ver um Doctor que não seja proativo, animado e apaixonado pela vida e por todas as criaturas como Russell T. Davies e Steven Moffat nos mostraram, mas isso é parte da experiência. Hartnell fica como Doctor até a 4ª temporada, então espero que seu caráter fique mais positivo. Quero chegar logo na 16ª temporada para assistir os episódios escritos por Douglas Adams, mas isso vai demorar um pouco…

E chave sônica que é bom, nada até agora.

Exterminate!!!


Warehouse 13 – 2×04: Age Before Beauty

02/08/2010

Depois de escritores tramando contra o armazém, super heróis e filmes vivos, temos modelos envelhecendo rapidamente, desfiles ao som de Lady Gaga e uma perspectiva maior sobre as principais personagens femininas.

Spoiler Alert!

Após uma breve luta de espadas em Gales (pra mim Cardiff = Torchwood) e a desmistificação da história do Rei Arthur e Merlin (mas não do Santo Graal), Pete e Myka recebem sua nova missão. O que começou com uma velhinha com silicone morta (claro que o Pete ia rastrear o número impresso no implante. Algumas garotas brincam de Barbie, outras assistem CSI) virou Myka sendo infiltrada na Fashion Week de New York para encontrar o artefato com propriedades de envelhecimento. Em estilo Miss Simpatia, ela entra para o evento, levando Pete como seu assistente.

Enquanto isso, Artie e Claudia os ajudam com informações via Farnsworth. Durante o trabalho, o assunto Todd surge, levando Artie e Claudia a terem a melhor conversa embaraçosa de todos os tempos. Cada vez mais, Artie tem se tornado um pai para a joven freakazoid, e esse episódio marca um novo passo na relação entre os dois.

A trama então foca nas inseguranças de Myka e Claudia, que embora sejam brilhantes em seus respectivos trabalhos, ambas não sabem lidar muito bem com sua vida pessoal. Adorei como Pete ajudou Myka nesse assunto, assim com Artie fez com Claudia (ou pelo menos tentou).

No final, Myka passa por um sério caso de progeria causado pela câmera fotográfica do surrealista Man Ray, mas Pete, Artie e Claudia conseguem rejuvenescê-la, recuperar o artefato e dar um fim poético para o homem atrás das lentes.

Então lembrem-se: fiquem desconfiados com câmeras antigas e não peçam chilli com cebolas extras em seu primeiro encontro.

E que venha o crossover Warehouse-Eureka! Allons-y!

Recap também disponível em inglês no Spoiler TV


Warehouse 13 – 2×03: Beyond Our Control

27/07/2010

Imagens de filmes ganhando vida própria. Aconteceu em Charmed, Torchwood e agora Warehouse 13 cria sua versão do tema.

Spoiler Alert!

Aparentemente, não são somente suas cartas e compras pela internet que podem ser extraviadas pelo correio, mas um artefato também. Quando um super projetor de imagens em 3D é achado no armazenamento do correio de Univille, a cidade vira palco dos filmes de Raymond St. James. Após serem atacados por um gladiador e alguns cowboys (sem contar os fuzileiros e o detetive noir de passagem), a equipe Warehouse consegue localizar o artefato graças a mais um um oferecimento Tecnologias Donovan (mais para uma alteração Donovan). Acontece que artefato combinado com microondas e mais alguns blá blá blá técnicos resulta em perigo para todos – principalmente quando o Dr. Doomsday resolve detonar uma bomba. Usando outra parte do mesmo artefato, a imagem de Artie literalmente salva o dia.

Enquanto isso, na sede do armazém, a Srt. Frederic chama especialistas para tratar de Lenna. Com a ajuda de uma bola de âmbar, os ecos da pérola da sabedoria são apagados; mas não totalmente.

E o que nós aprendemos nesse episódio? 1. A razão da população local odiar o pessoal do armazém (qualquer coisa relacionada com imposto de renda nunca é um bom disfarce) 2. Que há um garoto bonitinho morando na cidade (relacionamento Todd-Claudia começando em 3,2,1) 3. Que Farnsworth possui uma ala no warehouse (e que objetos nucleares ainda estão ativos – sem preocupações então) 4. Que Pete é um membro indispensável da equipe (como resolver mistérios relacionados a HQs e filmes sem ele?) 5. Que sempre é possível querer rever aquele ator que tentou te matar durante o dia (e com pipoca tudo fica melhor) 6. Que Mark Sheppard é onipresente na televisão (seja em Leverage, Battlestar Galactica, Medium, 24 ou Firefly).

E da próxima vez que você for em um cinema 3D tome cuidado; nunca se sabe quando os personagens podem realmente ganhar vida devido a um artefato. Ou um feitiço. Ou uma ameaça alienígena.

Recap também disponível em inglês no Spoiler TV


Warehouse 13 – 2×02: Mild Mannered

14/07/2010

Agora que McPherson entrou na luz (mais ou menos) e H.G. Wells continua foragida, a vida no Warehouse volta ao normal. Claro, considerando que normal signifique bandidos sendo jogador através de paredes de tijolos, alterações em densidades corporais e um homem vestindo uma roupa roxa de lycra.

Spoiler Alert!

Se o episódio já não fosse incrível pelas altas referências a super heróis e histórias em quadrinhos, ainda temos Jewel Staite e Sean Maher como convidados especiais (posso ouvir um “yeah” dos fãs de Firefly?).

Enquanto Claudia e Leena reforçavam a vigilância do Warehouse e tentavam resolver a discussão do roubo de identidade, Artie lutava contra as aparições de McPherson. Em Detroit, Myka e Pete investigavam quem estava com o artefato que dava “super poderes” ao seu portador. No final, Claudia vai a Detroit para ajudar a equipe Pete/Myka – com a aprovação de Artie (ou como ela lindamente explicou “Argharghargh Go! Go! Argharghargh”). Alguns artefatos misturados com a “tecnologia original Donovan” tornam Myka uma super heroína (só porque o “uniforme” poderia causar impotência em Pete) e, mesmo com alguns probleminhas (tipo quase criar algo parecido com um buraco negro que sugaria tudo e todos ao seu redor), a equipe consegue isolar o artefato e devolver a Sheldon sua vida normal para ficar junto com Loretta (ótima trama para os que adoravam o casal Kaylee/Simon, certo?). Ah sim, Claudia e Leena resolvem suas diferenças, assim como Artie e o McPherson aparição. Um final feliz para quase todos, uma vez que Leena está sofrendo de possíveis resíduos deixados pela “pérola da sabedoria”.

Também foi divertido ver Myka feliz com suas coisas antigas e Pete super animado com suas coisas novas (principalmente pela edição 46 da HQ do Iron Shadow).  Aposto que Myka teve que sair com aquele cara tatuado de Detroit para conseguir a edição.

P.S. É claro que o místico Rasputin tinha alguma coisa a ver com o Warehouse (bem, não ele diretamente). O cara é totalmente material do Warehouse!

Recap também disponível em inglês no Spoiler TV


Warehouse 13 – 2×01: Time Will Tell [Season Premiere]

08/07/2010

É isso aí, pessoal. Warehouse 13 está de volta com artefatos legais, alterações na abertura (adoro séries que se dão o trabalho de mexer na abertura a cada temporada) e uma nova super personagem.

Spoiler Alert!

A trama continua do ponto que terminou na temporada passada; com McPherson fugindo do Warehouse e Artie sendo consumido pelas chamas. Mas, como esperávamos, Artie tinha uma carta na manga, ou melhor, uma fênix no bolso. A partir de então, Artie vai atrás de Claudia, a qual está indo para o CERN e Myka e Pete fazem 3 descobertas de explodir a cabeça: 1) Outra pessoa foi “desbrozeada” 2) Essa pessoa é H.G. Wells 3) H.G. Wells é uma mulher! E quem melhor para interpretar uma mulher vitoriana com idéias inovadoras muito além de seu tempo? Jaime Murray (aka Lila Tournay de Dexter)!

Então Wells leva Pete e Myka até uma armadilha de antigravidade e foge com sua criação de imperceptibilidade; Artie e Claudia encontram Joshua no CERN e perdem McPherson, que foge com uma mala com antimatéria; e todos voltam para o Warehouse: McPherson e Wells para entrar no criativo cofre de Escher e Pete, Mika, Cladia e Artie para impedí-los. No final, Wells mata McPherson e some após recuperar seu medalhão e anel, Srta. Frederic descobre que Leena estava sendo controlada pela “pérola da sabedoria” e Claudia volta para o time Warehouse e ganha o Farnsworth do próprio Farnsworth.

Sim, a história é ótima, mas o que realmente me faz vibrar com essa série são as referências a filmes, livros, citações épicas (Boom goes the dynamite/ I could’ve been a scientist) e versões alternativas da história. E quanto a H.G. Wells, antes de tachá-la de grande vilã, vamos analisar seu ponto de vista. Ela possui uma mente extremamente criativa, escreve livros fantásticos e não pode usufruir do estrelato? Se eu tivesse escrito A Máquina do Tempo, A Ilha do Dr. Moreau, A Guerra dos Mundos, O Homem Invisível e meu irmão levasse a fama, também estaria muito brava. Sem contar que, por motivos ainda não revelados (e aposto que são injustos), ela fica consciente e imóvel durante 64 anos. Desculpe Artie e cia, mas minha simpatia está do lado da gloriosa Srta. Wells. E quem mais está super curioso para saber o que ela estava escrevendo no final do episódio? Seria um plano infalível para derrubar aqueles que a aprisionaram ou o livro mais genial já escrito? Quem sabe os dois?

Só digo uma coisa: Warehouse 13 é a única série em que o fato de H.G. Wells e Pete se beijarem não é algo bizarro nem gay.

Recap também disponível em inglês no Spoiler TV