A Saga Who – Parte 1

18/01/2011

Então decidi expandir meu universo Who durante as férias, assistindo a série literalmente desde o começo (1963). Aqui, William Hartnell é o Doctor, Carole Ann Ford é sua neta Susan e Jacqueline Hill e William Russell são os acompanhantes. Tal tarefa se mostrou mais difícil do que eu pensava – não por ser em preto e branco, pelo drama exagerado ou pelos efeitos especiais toscos (até porque fã de Doctor Who já é meio acostumado com isso), mas pelo simples fato que o Doctor é um babaca egocêntrico, sua neta uma panaquinha e os acompanhantes irritantes. Básico.

O primeiro arco, An Unearthly Child (com quatro episódios), é a história mais chata da série que eu já assisti. Após a descoberta do Doctor e da TARDIS por Barbara e Ian, os quatro se encontram na Terra 100.000 AC. Eles acabam sendo capturados por homens das cavernas e, durante toda a história, só se tem raiva das personagens e sono com a trama. O ponto positivo é que testemunhamos o momento em que o mecanismo de camuflagem da TARDIS quebra, deixando o Doctor com sua eterna caixa azul.

Para compensar esse terrível primeiro arco, quem chega para salvar o dia nos próximos sete episódios (ou melhor, exterminar o dia), são os futuros nêmesis do Doctor, os Daleks! Nesse momento, a história fica mais interessante, o Doctor menos rabugento, a neta mais corajosa e os acompanhantes um pouco menos irritantes. Os  Daleks ainda não querem exterminar todas as raças do universo; apenas seus conterrâneos de Skaro, os Thals.

É estranho ver um Doctor que não seja proativo, animado e apaixonado pela vida e por todas as criaturas como Russell T. Davies e Steven Moffat nos mostraram, mas isso é parte da experiência. Hartnell fica como Doctor até a 4ª temporada, então espero que seu caráter fique mais positivo. Quero chegar logo na 16ª temporada para assistir os episódios escritos por Douglas Adams, mas isso vai demorar um pouco…

E chave sônica que é bom, nada até agora.

Exterminate!!!