Séries para Leigos: Absolutely Fabulous

16/12/2011

Jennifer Saunders e Dawn French se conheceram durante a faculdade. Elas passaram de estudantes brincalhonas a grandes comediantes com a consolidação do programa French & Saunders. O seriado consistia em vários quadros, fazendo paródia de filmes, cantores e a cultura pop em geral. Saunders escreveu um sketch chamado Modern Mother and Daughter para a terceira temporada do programa, o qual alguns anos mais  tarde viraria uma série com status cultAbsolutely Fabulous segue a trama do quadro original: uma mãe que nunca se recuperou dos anos 60 altamente dependente de sua filha careta. A roteirista adicionou então uma amiga que não funciona sem cigarros, álcool e drogas, fechando o trio principal da série. Dawn French e Jennifer Saunders seguiram então caminhos independentes. Ab Fab estreou em 1992 e seguiu com três temporadas até 1995. Em 1996, foram lançados dois episódios especiais de uma hora de duração, sendo considerados o final da história. No entanto, Saunders conseguiu reviver o programa em 2001, depois de escrever uma trama com personagens alternativos para o elenco. Mirror Ball seria uma nova série, mas acabou virando apenas um episódio extra, dando sequência a mais duas temporadas e três especiais de Absolutely Fabulous.

Numa época em que a sociedade estava cansada de seguir padrões e manter sua moralidade,  a série chegou como um protesto tendo duas protagonistas politicamente incorretas. Pelos diálogos sarcásticos, abusos verbais, egocentrismo exacerbado e o fato de Eddie (Jennifer Saunders) e Patsy (Joana Lumley) serem grandes nomes no mundo fashion (Eddie tem uma agência de relações públicas e Patsy é editora de uma revista de moda), a sitcom foi muito bem recebida na Inglaterra e em vários outros países, tendo como convidados especiais personalidades como Naomi Campbell, Jean-Paul Gaultier, Twiggy, Emma Bunton e Helena Bonham Carter. Devido ao sucesso do programa, um filme francês foi realizado em 2001 como um remake independente. Também houveram projetos para se desenvolver uma versão americana, a qual nunca chegou ao ar. Enquanto isso, a versão original foi votada como a 17ª melhor série britânica, e o episódio piloto “Fashion” entrou em 47º lugar na lista dos 100 melhores episódios de todos os tempos da TV Guide. Uma curiosidade é que o local onde fica a cozinha da casa de Eddie é usado para gravar as cenas da loja de brinquedos de Miranda.

A criadora de Absolutely Fabulous havia afirmado em 2004 que o seriado não teria continuidade. Mas, pela segunda vez, Saunders mudou de ideia anunciando  a produção de três novos especiais comemorando os 20 anos da atração. Os dois primeiros serão exibidos pela BBC no dia 25 de dezembro, contando com todo o elenco original. O terceiro deve ser transmitido durante as Olimpíadas. Uma característica interessante dos novos episódios será a implementação da tecnologia atual, incluindo iPads, tweets e vlogs. Um preview do especial de Natal pode ser visto aqui. As séries britânicas possuem temporadas curtas, mas podem percorrer décadas. Os fãs de Veronica Mars choram e torcem por um filme, enquanto os fanáticos por Ab Fab ou Doctor Who nunca perdem a esperança de ganhar uma nova temporada anos depois da mesma ser cancelada. Esse definitivamente é um ponto positivo da TV britânica.

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Séries para Leigos: Community

30/03/2011

Um egocêntrico advogado é obrigado a voltar à faculdade. Para conseguir sair com uma garota, ele acaba por criar um grupo de estudos, o qual é composto por pessoas com as mais diferentes personalidades.

Até então normal; mais uma sitcom envolvendo um grupo de pessoas que irão superar suas diferenças e se tornar uma família, passando por várias situações engraçadas, não é? Não. Community não é apenas mais uma série de comédia. Community é uma experiência, algo diferente de qualquer coisa na televisão. Isso tudo devido ao seu roteiro, ou melhor, ao seu estilo de roteiro.

Um clima pós apocalíptico em uma guerra de paintball, Charlie Kaufman e toda sua metalinguagem, um mundo inteiro em stop motion, uma viagem espacial dentro de um velho trailer, uma festa de Halloween interrompida por um ataque zumbi – quase todo episódio possui um estilo próprio. E aqueles que não possuem um tema propriamente dito, continuam recheados de referências pop culturais e paródias/homenagens a filmes. Tudo isso com um roteiro bem escrito e ambientado em uma faculdade comunitária completamente nonsense.

A série foi criada em 2009 por Dan Harmon, baseada na sua própria vida enquanto estudava na faculdade comunitária Glendale. Ele é o co-criador do seriado “The Sarah Silverman Program”, protagonizada pela comediante politicamente incorreta do título. Ele também trabalhou em vários outros projetos, envolvendo atores como Jack Black, Drew Carey e Owen Wilson. Uma das características de seus projetos é a inserção de diferentes mídias digitais para promover e diversificar o programa, e Community não fica de fora. É possível encontrar websódios no You Tube, assim como o site da faculdade Greendale, com lugar para inscrições e o jornal do campus.

Como muitas outras séries e filmes injustiçados, Community ainda não foi indicado a Emmys e Golden Globes da vida. Mesmo assim, o número de fãs continua crescendo e a audiência permanece boa, fazendo com que a 3ª temporada já esteja confirmada. Você encontra a 1ª temporada em DVD, e pode acompanhar a 2ª pelo canal Sony. Abaixo, deixo algumas fotos do (lindo) box americano da 1ª temporada (clique na imagem para aumentá-la):


Séries para Leigos: Miranda

28/09/2010

Durante uma das minhas visitas ao fantástico mundo do Tumblr, um usuário afirmou ter encontrado uma série que personificava essa ferramenta. Como eu acho a linguagem e o ritmo de tal esfera muito interessante e divertido, fui rapidamente me atualizar. É necessário poucos minutos para se apaixonar pela sitcom britânica Miranda. Com o visual retrô inspirado nos anos 70 e um roteiro hilário, o seriado é escrito e protagonizado pela comediante Miranda Hart. Ela interpreta uma mulher de 1,85 m de altura com 34 anos, a qual acha situações sociais desagradáveis e é um constante desapontamento para sua mãe por não ser casada. Ela é dona de uma loja de brincadeiras e quem a gerência é sua melhor amiga, Stevie. Miranda sempre foi apaixonada por Gary e quando este vira chef de um restaurante perto de sua loja, ela vê a oportunidade perfeita para tentar algo além da amizade. No entanto, por não possuir muitas habilidades sociais, isso se torna um tanto difícil.

Antes de se tornar série de TV, a trama fazia parte de um programa de rádio, chamado Miranda Hart’s Joke Shop. Em 2009, a história foi adaptada para o formato de televisão, e começou a ser exibida pelo canal BBC Two. Miranda já possui duas temporadas e a terceira será exibida pelo BBC One (provavelmente em 2012). O seriado atingiu grandes números de audiência na Inglaterra, fazendo com que Hart ganhasse prêmios em eventos como o British Comedy Awards e fosse indicada em várias categorias do BAFTA. Neste ano, a série participou do evento Comic Relief, em que se arrecada fundos para caridade (Doctor Who participa com quadros todos os anos). Uma das melhores características da série é que Miranda constantemente fala com a câmera, trazendo o telespectador para dentro da história e tornando-o testemunha e cúmplice de suas aventuras. Todo o episódio começa com um monólogo da atriz, que então diz “anteriormente na minha vida…”, e nos apresenta situações inéditas. Miranda não é uma comédia inteligente, mas com certeza é engraçada. Nada melhor para assistir depois daquele dia estressante. Veja um teaser da série.


Séries para Leigos: The IT Crowd

24/06/2010

Antes de Sheldon e Leonard dominarem o mundo geek, Roy já usava camisetas de super-heróis nas Indústrias Reynholm.

The IT Crowd é uma série britânica criada em 2006. Ela conta a história dos três membros do departamento IT (Information Technology): a nova gerente Jen Barber, a qual convenceu seu chefe que possui muitas habilidades com computadores (como deletar e-mails, enviar e-mails, escrever e-mails e assim por diante); e os técnicos Roy e Moss, que são descritos como “standard nerds” (algo como nerds de padrão). Considerando que a maioria dos problemas da empresa podem ser resolvidos apenas com um reset nos computadores, os três possuem bastante tempo para se meterem em situações inesperadas e engraçadas.

O seriado já possui três temporadas (com seis episódios cada), e o quarto ano estreia nessa mid-season. A maioria das histórias se passa no porão do edifício, onde fica a sede do IT. Uma curiosidade é que na terceira temporada, Graham Linehan (diretor da série) pediu para os fãs doações de itens que poderiam ser usados na decoração do espaço. Muitas doações foram feitas, e é possível notar a diferença da quantidade de acessórios referentes aos anos anteriores. O museu de computação da Inglaterra também doou vários computadores antigos, que podem ser vistos nos episódios.

Como o programa fez sucesso em sua terra natal, vencendo premiações no BAFTA e no Emmy International, os Estados Unidos e a Alemanha resolveram fazer suas versões. A alemã foi cancelada após o segundo episódio, enquanto a americana (que seria exibida pelo canal NBC) não saiu do papel. O ator Joel McHale reprisaria seu papel como Moss na versão americana.

A comparação entre The IT CrowdThe Big Bang Theory pode ser feita por seguir uma idéia básica similar. No entanto, o tipo de humor é diferente. A série britânica não possui tantas referências culturais quanto TBBT, e também é mais fácil dar risada com ela. Não é necessário saber muito do mundo geek para se divertir com as tramas.

A quarta temporada estreia na programação inglesa essa semana, mas o Channel 4 já o disponibilizou na internet.


Séries para Leigos: Terminator: The Sarah Connor Chronicles

26/05/2010

A série chamada no Brasil de “O Exterminador do Futuro” é derivada do filme homônimo, que tem como ícone Arnold Schwarzenegger e a direção de James Cameron (Avatar).

Os eventos do seriado se situam logo após o segundo filme e apresenta uma realidade alternativa quanto ao terceiro. A história base é praticamente a mesma – Sarah, John e um Exterminador bonzinho enviado do futuro tentam impedir que a tecnologia da Skynet se desenvolva, enquanto fogem do Exterminador malvado. A diferença do filme para a série é a mudança da perspectiva do Exterminador (assim como seu estereótipo) e a exploração da mitologia criada por Cameron.

A primeira temporada possui nove episódios, e a segunda 22. Infelizmente, Terminator:SCC foi cancelada antes do terceiro ano, que de acordo com Josh Friedman (Produtor Executivo), teria sido a melhor temporada. Mesmo com apenas 31 episódios, a série merece ser vista, pois além das lutas e explosões básicas, o roteiro mostra a difícil tarefa de Sarah – proteger seu filho do perigo e ao mesmo tempo criá-lo para ser o futuro líder da revolução contra as máquinas.

Como Sarah Connor e a Exterminadora Cameron (sim, uma homenagem a James Cameron) temos Lena Headey (Os Irmãos Grimm) e Summer Glau (Firefly). O elenco também conta com Brian Austin Green (Beverly Hills, 90210) como o irmão de Kyle Reese (pai de John) e a épica participação de Shirley Manson (vocalista da banda Garbage) durante a segunda temporada. Manson também co-escreveu e cantou uma versão da música gospel “Samson and Delilah“, que toca durante os primeiros minutos do episódio de estreia do segundo ano. O resto da trilha sonora foi desenvolvida por Bear McCreary, responsável por músicas de Battlestar Galactica, Caprica e Eureka.

Como parte do grande marketing da série, vários posters foram criados usando principalmente a personagem de Summer Glau. Um deles, descrito como uma “Lady Godiva-esque pose”, foi usado em vários outdoors na cidade de Los Angeles.

A interpretação da Exterminadora rendeu para Summer Glau um Saturn Award, assim como nominações para outros dois prêmios. Lena Headey e Thomas Dekker  também concorreram no Teen Choice Awards e Saturn Award, mas não venceram em suas categorias.

Terminator: The Sarah Connor Chronicles já está disponível em Blu-Ray/DVD e é exibida no SBT todos os dias às 21h. Não deixem de conferir.


Séries para Leigos: Joss Whedon e a Dollhouse

21/01/2010

Antes que cientistas japoneses pensassem em criar o sangue sintético, e que Sookie, Bill e companhia tomassem conta do mundo vampiresco, Joss Whedon já havia feito sua fama com Buffy – A caça vampiros e Angel.

Parte do sucesso de suas criações se dá pela filosofia por trás de cada série. Buffy não era apenas uma garota loira que caçava vampiros, mas uma adolescente feminista que combatia analogias de um mundo real. Assim como Angel não era apenas um vampiro renegado matando sua própria raça, mas uma metáfora ambulante de redenção que andava na fina linha da ambigüidade moral e ética. Os tripulantes de Firefly também não ficam de fora, mostrando a vida de pessoas que estão do lado perdedor de uma guerra civil.

Depois de cinco anos afastado da televisão, Whedon junta novamente sua criatividade e filosofia e estréia a série Dollhouse. Agora a pergunta é: “E se houvesse uma tecnologia capaz de apagar apersonalidade de uma pessoa e trocá-la por outra?” No novo mundo de Whedon existe. A trama gira em torno da ativa Echo (ativos são pessoas que tem suas personalidades apagadas e são “reimprimidos” com novas personalidades para realizarem as mais diferentes missões), que conforme os episódios vão passando, é provado que há muito mais por trás daquela aparente boneca vazia.

Na série da caça-vampiros, existia o chamado “monstro da semana”. Isso envolvia um novo demônio a cada episódio, enquanto uma trama maior era desenvolvida em segundo plano. Em Dollhouse acontece a mesma coisa. A cada episódio, Echo recebe uma nova personalidade e missão, sempre desenvolvendo um arco maior no pano de fundo.

Joss Whedon adora o tema de ambigüidade e Dollhouse explora bastante esse assunto, debatendo sempre se é correto ou não dar às pessoas o que elas precisam usando os ativos.

Talvez por ser filho de dois grandes roteiristas se sitcoms, o criador da série sempre acha um jeito de colocar humor dentro da história, seja por personagens naturalmente mais cômicos ou por situações impostas.

Entre todas as similaridades com as séries passadas, a maior delas é a protagonista de Dollhouse: Eliza Dushku. Os fãs mais antigos de Whedon a conhecem como a caça vampiros Faith, quefez parte de Buffy a partir da terceira temporada da série (e participações especiais em Angel). Mas Dushku não é o único nome conhecido. Amy Acker (Fred, de Angel) faz parte do elenco secundário, Felicia Day (Vi, da última temporada de Buffy) participa do último episódio do seriado e Summer Glau (River Tam, de Firefly) que irá fazer uma participação na segunda temporada.

Quando Buffy estreiou, ela teve apenas 12 episódios, e Dollhouse não fica longe disso. A nova série possui uma primeira temporada de 13 episódios, com um final de temporada fantástico, lembrando o universo de Firefly.


Séries para Leigos: Fringe

20/01/2010

Tudo começa com um acidente aéreo bizarro. O FBI é chamado quando um avião pousa em Boston e seus passageiros não estão apenas mortos, mas derretidos.

Os agentes John Scott e Olivia Dunham estavam investigando o caso, porém quando John é atingido pelo composto sintético que matou as pessoas do avião, Olivia trabalha com as duas únicas pessoas que podem ajudá-la a salvar seu parceiro: Walter e Peter Bishop.

É assim que os três entram para a Fringe Division, divisão do FBI que investiga e soluciona casos estranhos, relacionados com “o padrão”.

O padrão

Em torno de um ano, fatos incomuns, como pessoas desaparecendo e reaparecendo anos depois sem mudar nada, começaram a acontecer ao redor do mundo. Esses acontecimentos são chamados de “O padrão”; é como se alguém estivesse fazendo experiências e usando o planeta como seu laboratório pessoal.

As personagens

Olivia Dunham – Agente do FBI que lidera os casos peculiares da Fringe Division.

Walter Bishop – Durante a década de 70, dividiu um laboratório com William Bell, fazendo experimentos científicos inovadores para o governo. Após um incêndio no laboratório, Walter foi condenado a uma instituição psiquiátrica, na qual ficou trancado durante 17 anos.

Peter Bishop – Filho de Walter, Peter foi contatado por Olivia para que ela pudesse ter acesso ao seu pai no manicômio. Ajuda Walter com os experimentos e “traduz” a linguagem científica falada por ele para uma linguagem que os seres humanos normais possam entender.

Astrid Farnsworth – Agente do FBI assistente de Olivia. Auxilia Walter no laboratório.

Nina Sharp – Vice-presidente da Massive Dynamic. Enquanto William Bell está “fora do país”, ela auxilia nas investigações de Olivia quando requisitada. Possui grande conhecimento sobre o padrão.

Phillip Broyles – Dirige a Finge Division. Divide segredos com Nina e também sabe mais sobre o padrão do que revela.

Charlie Francis – Agente do FBI que auxilia Olivia nas investigações.

William Bell – Enquanto Walter foi para um manicômio, William fundou a multibilionária empresa Massive Dynamic,.

O Observador

Em todos os eventos relacionados com o padrão, o observador está sempre presente, vigiando o local (ele aparece em todos os episódios). Ainda não se sabe o porquê de sua presença, de onde vêm e qual o seu objetivo.

Em duas diferentes ocasiões, o observador já entrou em contato com Walter, revelando que os dois já dividem uma história mais antiga.

É provável que existam outros observadores, como se fosse uma “raça”.

ZFT

Acontecimentos do padrão que pareciam casos isolados começam a fazer sentido quando se descobre a existência de uma célula bioterrorista chamada ZFT. Ela trafica progressos científicos, como o incidente do avião.

Mais tarde é revelado que ZFT é o nome de um manuscrito que, em alemão, significa “Destruição pelo Avanço da Tecnologia”. O grupo segue o texto como um tipo de bíblia, o qual fala sobre a destruição de outras realidades e sobre o recrutamento de soldados para a grande guerra.

O manuscrito foi redigido pela máquina de escrever de Walter, sugerindo que William Bell poderia tê-lo escrito, ou talvez, até o próprio Walter.

Astro, Asteroid, Asterisk, Aspirin

Walter Bishop é sem dúvida um gênio, principalmente da ciência do impossível. No entanto, é incapaz de dizer corretamente o nome de Astrid ou lembrar-se de certas memórias. Isso aparentemente foi causado pelos anos que Walter ficou no hospício.

Ao decorrer dos episódios, Walter relembra de mais fatos e fica claro que ele pode não ser tão inocente quanto aos acontecimentos do padrão e da própria ZFT.

Easter Eggs

O telespectador atento percebe que sempre há uma pista em um episódio sobre o próximo. Elas podem ser visíveis, como a do episódio 15 (Inner Child), na qual uma personagem tem uma tatuagem de uma quimera (criatura mítica formada pela mistura de outros três animais), o que remete ao episódio seguinte, no qual há um monstro com tal característica. A pista também pode estar bem escondida, como um desenho pintado em um toldo ou uma palavra em uma placa do metrô.

Outros elementos também são escondidos nos episódios, como a bebida fictícia Slusho, uma passagem da Oceanic Air e o famoso número 47. J.J. Abrams tem certa fixação por esse número, usando-o várias vezes em outras de suas séries. Com Fringe não poderia ser diferente; o 47 está sempre presente, seja no número de um ônibus, o andar de um prédio ou o horário de um relógio.

O final

No final da primeira temporada, temos algumas respostas, como o objetivo do grande vilão David Robert Jones. Mas se tratando de uma série de J.J. Abrams, terminamos o último episódio surpresos e com muitas outras dúvidas.