Sextas de Nozes

24/02/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

Smallville – 9×12: Warrior/ 9×13: Persuasion

Smallville definitivamente é uma das séries mais irregulares da atualidade. Ela pode ter uma narrativa complexa e sólida, como em Absolute Justice, ou pode apresentar uma trama mal construída, como nos episódios 12 e 13. Warrior teria sido uma boa história, o problema foi que gastou-se muito tempo numa trama secundária e em um acontecimento desnecessário (o beijo entre Zatanna e Clark). Dessa forma, a resolução do evento principal (a transformação do herói em vilão e a remoção de seus poderes) foi feita de maneira rápida demais. Já em Persuasion, a confusão do dia foi causada por… fragmentos de pedras de meteoro (uau! Super original!). A partir de então, nada muda e os clichês do seriado continuam. Chloe é hipnotizada para proteger Clark, “mesmo que seja dele mesmo”; Zod não confia em Tess; Clark não confia em Tess;  Tess luta com uma das mulheres da série; Clark quase mata Tess; Zod e Clark divergem suas opiniões sobre justiça; e Lois fica com a parte cômica. Os dois únicos “grandes” feitos do episódio foi que Clark finalmente destruiu a torre de Zod (demorou) e que foi revelado o assassino de Jor-El (não acho que alguém estivesse morrendo de curiosidade). Na minha opinião, o que valeu dos episódios foi ver Lois como um Stormtrooper e dançando no vestido de noiva.

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Sextas de Nozes

11/02/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

Smallville – 9×11 : Absolute Justice [Tele-Movie]

São episódios como esse que me lembram porque eu continuo assistindo Smallville. As Histórias em Quadrinhos possuem grande valor cultural e histórico mas, ao passar dos anos, muitas tramas e personagem acabam perdidas no tempo. Achei ótima a decisão de resgatar esses super-heróis da década de 40 e colocá-los em um ambiente atual. O episódio lembra muito o filme Watchmen em vários aspectos. Além da atmosfera, tanto o filme quanto o episódio são mais focados em contar uma história de heróis, uma vez distante de seus dias de glória e de uma forma ou de outra corrompidos, tentando combater o crime novamente. As cenas de ação são limitadas, o que serviu para o propósito de incluir esses novos personagens. E, para ficar melhor ainda, Pam Grier (a.k.a Jackie Brown) encarna Amanda Waller, uma estrategista e chefe de duas organizações (Suicide Squad e Checkmate). Tess Mercer, sempre metida no lado negro da força, aparentemente está envolvida com a Checkmate, e provavelmente continuará uma pedra no sapato de Clark e cia. Espero que Waller cresça na história, porque tendo somente Zod como “antagonista” já ficou chato.


Sextas de Nozes

01/02/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

Smallville – 9×10: Disciple

Nunca fui fã ávida de Smallville, e já tinha quase desistido da série. Mas como tenho uma longa história com o Superman, não pude deixar de assistir Clark sendo jornalista em Metrópolis e namorando Lois Lane. Tendo isso dito, vamos ao episódio do dia. A história começou muito bem, mostrando o afeto agora declarado entre Lois e Clark. Mas foi só o momento fofo acabar para Lois cometer um ato idiota (os quais a série tanto gosta); pois o que fazemos quando somos ameaçados por um arqueiro malvado? Corremos em linha reta sem nos protegermos (desculpe, mas é furo demais do roteiro). Daí pra frente tivemos uma história sobre o passado do Oliver, que foi interessante para o personagem, mas que não era realmente necessário para a trama no geral (principalmente porque todos os traumas e machucados desapareceram no final). Para mim, o que mais valeu desse episódio foi a evolução da relação Clark -Zod, que agora está atrás de um livro para ajudá-lo a concretizar seus planos malignos. A história em si não me agradou muito essa semana, mas teve algo que me irritou muito mais. Assim, adoro citações pop culturais, mas colocar uma a cada cinco falas é demais. Existe uma coisa chamada bom senso.

Dollhouse – 2×13: Epitaph Two: Return [Series Finale]

Não gostei do começo da segunda temporada de Dollhouse, nem do meio. Foi só no episódio 8 em que as coisas melhoraram, o que levou a esse final de temporada (e de série) perfeito. Tenho medo de Joss Whedon, pois acompanhei todas suas séries e sei que nos episódios finais ele gosta de matar personagens principais e tomar rumos inesperados. Isso pode resultar em um ótimo final de temporada, como em Buffy, ou em um péssimo, como em Angel. Fiquei com medo, mas em Dollhouse, Joss se superou. Ele matou os personagens certos e seguiu o melhor rumo. Ele recriou a atmosfera tão bem desenvolvida de Epitah One e lhe deu uma solução criativa. Ele trouxe todos os grandes personagens com quem criamos uma ligação no passado e os colocou lutando no mesmo lado. Ele nos fez sofrer, ele nos fez sentir. A história de Echo e das outras dolls teve uma vida curta, mas seu final foi certamente digno.