Frankenstein (2007)

28/08/2012

Em 1818, Mary Shelley teve seu primeiro romance publicado: a história de um cientista que cria um monstro hediondo. Algo certamente assustador para o século XIX, mas que não gera tanto medo atualmente. Modernizando a trama, a ITV lançou em 2007 o telefilme Frankenstein, protagonizado por Helen McCrory (Harry Potter, A Invenção de Hugo Cabret). Ter uma protagonista mulher é umas das mudanças feitas na adaptação, que foca nas complexidades emocionais tanto da criadora quanto da criatura.

A Dra. Victoria Frankenstein é a chefe de um grupo de cientistas especializados em estudos de células-tronco. Eles conseguem criar um coração, mas a aprovação para o estudo seguir adiante não está sendo fácil. Descobrimos então que Victoria não está totalmente focada no projeto apenas pelo progresso científico, mas porque seu filho está morrendo e precisa de vários novos órgãos. Ela ignora os protocolos e começa a criar órgãos além do coração com o DNA do seu filho. Obviamente, o projeto foge de seu controle, criando um ser vivo por completo. Comparado ao livro, a história é breve. A criatura não se torna inteligente ou possui diálogos, e a aversão entre ela e a protagonista dura pouco tempo. Victoria toma responsabilidade pelo monstro, que não é apenas uma criação experimental, mas algo com o seu próprio DNA. O clímax da trama é oferecido pela luta da doutora contra uma organização que quer se beneficiar com o projeto.

A produção do filme é bem feita, nos fazendo acreditar que estamos num local em que o céu está coberto por cinzas vulcânicas e que a criação de um monstro por meio de células-tronco é possível. Na maior parte do longa, a criatura esconde seu rosto. Quando ele se revela por completo, vemos um trabalho de computação gráfica consideravelmente bom, que optou por fazer um rosto que fosse inicialmente assustador, mas que traz muitas semelhanças ao filho de Victoria. Mesmo focando mais nos aspectos emocionais da trama, o filme também tem sua parte de suspence e terror como qualquer outra adaptação de Frankenstein. Há vários assassinatos (mesmo não intencionais), entre eles um bastante chocante. A história peca um pouco quando vai chegando ao final, mas é uma obra que merece ser vista.

No Brasil, é possível adquirir o DVD do telefilme, distribuído pela Log On.

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O reboot de Blake’s 7 será tão bom quanto o de Battlestar Galactica?

22/08/2012

No final de 2003, o Syfy demonstrou uma grande proeza: transformou uma série trash dos anos 70 em um dos melhores seriados de todos os tempos (Sim, estamos falando de Battlestar Galactica). Seguindo o mesmo caminho, o estúdio pretende revitalizar Blake’s 7, outra série trash da mesma época que trata sobre um grupo de rebeldes e criminosos lutando contra uma federação galáctica totalitária. Mas enquanto BSG original era uma história consideravelmente alegre comparando ao universo de Ronald D. Moore, a história original dessa nova saga já é bastante sombria.

Para começar, o seriado é britânico e seu criador, Terry Nation, é quem inventou os Daleks de Doctor Who. Se isso não o convence do aspecto dark da trama, talvez esses fatos fechem a questão: 1) O protagonista sofre lavagem cerebral para trair todos seus amigos e pensar que é um pedófilo. 2) Seu companheiro de viagem é um gênio de computador que não se importa em sacrificar a vida de todos em troca do ganho pessoal. 3) Os “mocinhos” matam sem hesitar. 4) Blake está disposto a deixar toda a galáxia morrendo de fome e no caos para poder mudar o governo.

Esses não são exatamente o tipo de heróis que vemos por aí. O Syfy encomendou o episódio piloto para o produtor Joe Pokaski (Heroes), e Martin Campbell (Casino Royale, Lanterna Verde) deve dirigir se o roteiro for aprovado. O canal já concordou que se o piloto for gravado, os outros 12 episódios da primeira temporada também serão produzidos. Warehouse 13 e Alphas são séries divertidas que estão fazendo sucesso na emissora, mas estava na hora de termos novamente um programa com uma trama densa e controversa.


Clássicos de Mark Twain irão chegar na TV em versão steampunk

20/08/2012

Lembram das travessuras de Tom Sawyer e as aventuras pelo rio Mississippi de Huckleberry Finn? Pois os personagens estarão juntos na nova série da ABC chamada Finn and Sawyer. Na história, os dois jovens já nos seus vinte e poucos anos se reencontram numa Nova Orleans steampunk. O drama será escrito e produzido por Jason Richman (Detroit 187) e David Zabel (Detroit 187, Dark Angel, ER).

Esse ano tivemos uma explosão em tramas com personagens de contos de fadas, e parece que em 2013 teremos várias se baseando em clássicos literários. Além da tentativa da CBS em trazer Sherlock Holmes para os Estados Unidos atual em Elementary, a Fox e a CW estão desenvolvendo suas versões de The Legend of Sleepy Hollow. Também há um outro projeto que pretende mostrar os Lost Boys 10 anos depois de saírem de Neverland no drama The League of Pan.

Mark Twain + steampunk tem tudo para dar certo. Agora depende da decisão do estúdio quanto à produção.


Terry Gilliam volta ao gênero sci-fi depois de 18 anos

13/08/2012

Conhecido como o visionário diretor de Brazil (1985) e 12 Macacos (1995), Terry Gilliam dedicou a maior parte das duas últimas décadas para filmes de fantasia, como Os Irmãos Grimm e O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus. Agora, ele retorna para o sci-fi com o filme The Zero Theorem, que já tem Christoph Waltz (Bastardos Inglórios) como protagonista. Com psiquiatras virtuais, clones e uniformes que possibilitam viagens para dentro da alma, confira a sinopse do longa:

Vivendo num mundo corporativo no estilo de George Orwell, em que “homens-câmera” servem como os olhos de uma figura sombria conhecida apenas como Direção, Qohen Leth (Waltz) trabalha na solução de um estranho teorema enquanto vive como um monge virtual fechado em sua casa (uma capela danificada num incêndio). Seu isolamento é interrompido por Bob, que cria uma roupa capaz de levar Leth para dentro de si mesmo numa realidade virtual. Ele irá se deparar com dimensões escondidas e a verdade de sua alma, na qual estão as respostas que ele e a Direção estão atrás. A roupa e a tecnologia de suporte irá criar um inventário da alma de Qohen, provando ou não o Teorema Zero.

Tipo, oi? Esse parece ser daqueles filmes que têm tudo para dar errado, mas é bem provável que funcione nas mãos de Gilliam. O projeto existe desde 2009, e deverá começar a ser rodado em outubro. Isso se as gravações não sejam canceladas como aconteceu com The Man Who Killed Don Quixote. Rezemos.


Telefilme confirmado para o aniversário de Doctor Who

09/08/2012

Com os 50 anos de Doctor Who ficando mais próximos, todos os tipos de rumores estão correndo pela internet. Mas hoje,  a BBC confirmou mais uma produção para a comemoração do aniversário: um telefilme mostrando a real origem da série, que estreou em 1963.

O roteiro fica por conta do veterano Mark Gatiss. Ele já escreveu vários episódios desde que o Doctor voltou em 2005, e também escreve Sherlock ao lado de Steven Moffat. “Eu quero contar essa história há mais tempo do que eu posso lembrar”, afirma Gatiss. “Para fazer isso no 50º aniversário é simplesmente um sonho virando realidade”. Moffat, como sempre, é ainda mais ambicioso: “A história de Doctor Who é a história da televisão – então nada melhor que no ano do aniversário façamos nossa viagem no tempo mais importante para ver como a Tardis foi lançada.

O filme irá tratar também de como o 1º Doctor, William Hartnell, fez a transição de papéis de um homem duro para o herói de muitas crianças. Detalhes sobre a produção serão confirmados no ano que vem.


Bryan Singer realmente está desenvolvendo aquele reboot de Battlestar Galactica

06/08/2012

Já faz algum tempo que ouvimos falar do suposto filme de BSG feito por Bryan Singer. Agora ele volta a falar do projeto, afirmando que vai ser “muito legal”. O roteiro está sendo escrito por John Orloff (da minissérie Band of Brothers), e ele já está na fase de revisão.

Singer não quis revelar muito na entrevista, mas afirma que seu longa existe entre o universo criado por Glen Larson (1978-1980) e Ron Moore (2004-2009). “É tudo que vou dizer sobre isso. Mas está evoluindo muito bem. Estou desenvolvendo isso faz tempo, mas certas coisas renderam recentemente, e eu espero fazê-lo”.

Como será a versão do diretor de X-Men e Superman Returns na história dos sobreviventes do apocalipse cylon?


Reunião Wonderfalls em Hannibal da NBC

03/08/2012

O programa sobre o serial killer mais famoso do cinema ganha duas adições no elenco. Oito anos depois de trabalharem juntos na série dos objetos que falavam, Caroline Dhavernas e Aaron Abrams entram no projeto de Bryan Fuller.

Dhavernas será a Dra. Alana Bloom, regular da série. Ela é uma professora de psicologia da Universidade de Chicago que também trabalha como consultora para o FBI. Abrams é Brian Zeller, um papel recorrente. Ele é um dos três CSIs que trabalham na agência.

Hugh Dancy (The Big C) e Laurence Fishburne (CSI) também já estão confirmados em Hannibal, interpretando o profiler que está atrás do serial killer e o chefe da área de ciência comportamental do FBI respectivamente. Fuller vai escrever os roteiros e ser o produtor executivo ao lado de Martha De Laurentiis (Hannibal), Sara Colleton (Dexter), Jesse Alexander (Lost) e Katie O’Connell. Acho seguro afirmar que se a série não der certo, será um desperdício de talento.