Happy Town – 1×02: I Came to Haplin for the Waters

12/05/2010

Como fã de filmes trash de terror, não me importo tanto com os clichês do estilo. O problema é quando as ações das pessoas são idiotas. Embora a história tenha se desenvolvido um pouco, esse episódio não me fez muito feliz.

Spoiler Alert!

Quando eu assistia Harper’s Island, deixava a crítica da construção da história e dos personagens meio de lado, e focava no mistério em questão. O resultado sempre foi positivo, mas foi difícil fazer isso com esse episódio. Então pode-se fazer uma cópia perfeita de uma chave em 5 minutos com um equipamento rústico? A dona da residência deixa bem claro que o terceiro andar é proibido, e Henley não pensa que a porta pode estar trancada? O suposto Magic Man conta onde estão os corpos, e o indivíduo não checa se eles realmente estão lá? Mesmo? Mas tudo bem. Vamos tentar tirar proveito desses 42 minuto que, embora lentos, tiveram algumas coisas interessantes.

O ex-Xerife, agora no hospital por ter decepado sua própria mão, continua a falar coisas (aparentemente) desconexas e a citar o nome Chloe; que é como Henley se identifica no telefone. Se ela é a Chloe a quem o ex-Xerife se refere, ainda precisamos de mais informações para confirmar. Sr. Grieves, com seu olhar sinistro, já descobriu que Henley tem um missão na cidade, e por alguma razão a está ajudando. E uma boa surpresa foi ter Frances Conroy (Ruth Fisher, de Six Feet Under) como a matriarca dos Haplin. É ela quem decide que Tommy deve ser tornar o novo Xerife, mesmo sob protestos dele mesmo. Já ficou óbvio que ela é manipuladora, o que resta saber é o motivo dela querer Tommy no comando (meu palpite? Porque ele é um bobão).

O interessante mesmo da trama foi a chegada do “Tapioca Man”, que mais tarde seria apresentado como parte da polícia do estado, mandado para ajudar na investigação. Ele provavelmente drogou Georgia para conseguir informações sobre o que ela viu na cabana, e fez com que a coitada tivesse uma bad trip, acordando na casa do Stivilettos. É nessa parte que Tommy deixa de ser um trouxa e vai de Chuck Norris pra cima dos irmãos. Antes que ele pudesse terminar o serviço, recebe uma ligação e, devido à identificação da substância encontrada no corpo de Friddle, TC percebe que o assassino é seu amigo Big Dave. O grandalhão o matou por achar que Jerry Friddle era o Magic Man.  Tommy já tinha virado violento, e agora vira corrupto também, pois vai cobrir o homicídio que seu amigo cometeu.

O final do episódio fica por conta de Henley, que depois de achar a provável arma de algum crime e dizer ao celular que vai se revelar, sofre um acidente de carro causado por um pássaro-psicopata-cabeça-dura. Pela música e o ângulo da cena, estava na cara que algo iria acontecer, mas admito que levei sustinho. Muito “O Chamado 2”…  Acredito que Henley/Chloe irá acabar contando que ela tem alguma conexão com a cidade por meio de sua mãe (quem sabe a mãe tenha sido uma das vítimas do Magic Man ou algo do gênero) ou talvez que seja da polícia.

Review também disponível no Série Maníacos

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Happy Town – 1×01: In This Home on Ice

03/05/2010

Sou do tipo de pessoa que adora filmes de terror, seja “A Hora do Pesadelo”, “O Ataque dos Tomates Assassinos” ou (meu preferido) “A Mão Assassina”. Por isso não me incomodo muito com o roteiro meio falho e clichê da série. Como eu disse no primeiro review de Harper’s Island, é preciso encarar esse tipo seriado como um jogo em que o objetivo é achar o assassino misterioso.

Spoiler Alert!

No começo da trama, testemunhamos o assassinato de Jerry Friddle, o que coloca um fim aos pacíficos 5 anos da cidade. Com a chegada de Henley em Haplin, somos apresentados a alguns moradores: A família perfeita dos Conroys, em que Tommy é filho do xerife, Rachel (Amy Acker \o/) trabalha na fábrica de pães e Emma é a mais inteligente da turma; o estranho vendedor de antiguidades de cinema Merrit Grieves; a babá Georgia Bravin; o detetive Roger Hobbs; o delegado Eli “Root Beer” Rogers; os irmãos Stiviletto; e a família Haplin, que dá nome a cidade.

O episódio foi meio lento, pois havia muitas informações a serem passadas. São nos dois últimos minutos que a história dá uma virada interessante, deixando como cliffhanger o surto do xerife falando coisas aparentemente sem sentido (depois de passar o episódio inteiro referindo subconcientemente a uma Chloe) e segurando um machado e Henley ligando para uma mulher (irmã?) e revelando seu verdadeiro nome e intenções na cidade.

O Magic Man era preciso e não deixava evidências de seus crimes. Friddle foi morto de maneira brutal e bagunçada, por isso acho que o assassino (ou assassinos) esteja usando a lenda do Magic Man para cobrir o homicídio. Todos estão na minha lista de suspeitos, até a fofa da Amy Acker, que gostaria de se mudar para Califórnia (ataques de um serial killer é um ótimo motivo para convencer sua família). No momento, tudo leva a crer que o suspeito-mor é o Sr. Grieves, mas não acredito que seja ele por trás de tudo. Óbvio demais…ou será essa a intenção?


Sextas de Nozes

01/02/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

Smallville – 9×10: Disciple

Nunca fui fã ávida de Smallville, e já tinha quase desistido da série. Mas como tenho uma longa história com o Superman, não pude deixar de assistir Clark sendo jornalista em Metrópolis e namorando Lois Lane. Tendo isso dito, vamos ao episódio do dia. A história começou muito bem, mostrando o afeto agora declarado entre Lois e Clark. Mas foi só o momento fofo acabar para Lois cometer um ato idiota (os quais a série tanto gosta); pois o que fazemos quando somos ameaçados por um arqueiro malvado? Corremos em linha reta sem nos protegermos (desculpe, mas é furo demais do roteiro). Daí pra frente tivemos uma história sobre o passado do Oliver, que foi interessante para o personagem, mas que não era realmente necessário para a trama no geral (principalmente porque todos os traumas e machucados desapareceram no final). Para mim, o que mais valeu desse episódio foi a evolução da relação Clark -Zod, que agora está atrás de um livro para ajudá-lo a concretizar seus planos malignos. A história em si não me agradou muito essa semana, mas teve algo que me irritou muito mais. Assim, adoro citações pop culturais, mas colocar uma a cada cinco falas é demais. Existe uma coisa chamada bom senso.

Dollhouse – 2×13: Epitaph Two: Return [Series Finale]

Não gostei do começo da segunda temporada de Dollhouse, nem do meio. Foi só no episódio 8 em que as coisas melhoraram, o que levou a esse final de temporada (e de série) perfeito. Tenho medo de Joss Whedon, pois acompanhei todas suas séries e sei que nos episódios finais ele gosta de matar personagens principais e tomar rumos inesperados. Isso pode resultar em um ótimo final de temporada, como em Buffy, ou em um péssimo, como em Angel. Fiquei com medo, mas em Dollhouse, Joss se superou. Ele matou os personagens certos e seguiu o melhor rumo. Ele recriou a atmosfera tão bem desenvolvida de Epitah One e lhe deu uma solução criativa. Ele trouxe todos os grandes personagens com quem criamos uma ligação no passado e os colocou lutando no mesmo lado. Ele nos fez sofrer, ele nos fez sentir. A história de Echo e das outras dolls teve uma vida curta, mas seu final foi certamente digno.


Séries para Leigos: Joss Whedon e a Dollhouse

21/01/2010

Antes que cientistas japoneses pensassem em criar o sangue sintético, e que Sookie, Bill e companhia tomassem conta do mundo vampiresco, Joss Whedon já havia feito sua fama com Buffy – A caça vampiros e Angel.

Parte do sucesso de suas criações se dá pela filosofia por trás de cada série. Buffy não era apenas uma garota loira que caçava vampiros, mas uma adolescente feminista que combatia analogias de um mundo real. Assim como Angel não era apenas um vampiro renegado matando sua própria raça, mas uma metáfora ambulante de redenção que andava na fina linha da ambigüidade moral e ética. Os tripulantes de Firefly também não ficam de fora, mostrando a vida de pessoas que estão do lado perdedor de uma guerra civil.

Depois de cinco anos afastado da televisão, Whedon junta novamente sua criatividade e filosofia e estréia a série Dollhouse. Agora a pergunta é: “E se houvesse uma tecnologia capaz de apagar apersonalidade de uma pessoa e trocá-la por outra?” No novo mundo de Whedon existe. A trama gira em torno da ativa Echo (ativos são pessoas que tem suas personalidades apagadas e são “reimprimidos” com novas personalidades para realizarem as mais diferentes missões), que conforme os episódios vão passando, é provado que há muito mais por trás daquela aparente boneca vazia.

Na série da caça-vampiros, existia o chamado “monstro da semana”. Isso envolvia um novo demônio a cada episódio, enquanto uma trama maior era desenvolvida em segundo plano. Em Dollhouse acontece a mesma coisa. A cada episódio, Echo recebe uma nova personalidade e missão, sempre desenvolvendo um arco maior no pano de fundo.

Joss Whedon adora o tema de ambigüidade e Dollhouse explora bastante esse assunto, debatendo sempre se é correto ou não dar às pessoas o que elas precisam usando os ativos.

Talvez por ser filho de dois grandes roteiristas se sitcoms, o criador da série sempre acha um jeito de colocar humor dentro da história, seja por personagens naturalmente mais cômicos ou por situações impostas.

Entre todas as similaridades com as séries passadas, a maior delas é a protagonista de Dollhouse: Eliza Dushku. Os fãs mais antigos de Whedon a conhecem como a caça vampiros Faith, quefez parte de Buffy a partir da terceira temporada da série (e participações especiais em Angel). Mas Dushku não é o único nome conhecido. Amy Acker (Fred, de Angel) faz parte do elenco secundário, Felicia Day (Vi, da última temporada de Buffy) participa do último episódio do seriado e Summer Glau (River Tam, de Firefly) que irá fazer uma participação na segunda temporada.

Quando Buffy estreiou, ela teve apenas 12 episódios, e Dollhouse não fica longe disso. A nova série possui uma primeira temporada de 13 episódios, com um final de temporada fantástico, lembrando o universo de Firefly.


Dollhouse – 1×13: Epitaph One [Unaired Episode]

20/01/2010

Sim, sou uma das pessoas que gostaram da notícia que Dollhouse voltaria com uma segunda temporada. Achei que o primeiro ano até que acabou bem com o episódio “Omega”, mas depois de assistir ao décimo terceiro episódio, minha opinião mudou.

Atenção: Spoilers Abaixo

Em um cenário pós-apocalíptico, somos apresentados a uma Los Angeles no ano de 2019. Sou uma grande fã de filmes de zumbis, então adorei o episódio desde o começo, com um dos sobreviventes dizendo que teve que matar a colega porque ela foi “impressa”. Desta vez não há um cientista louco e um vírus mortal, mas pessoas ambiciosas e arrogantes brincando com tecnologia avançada.

Para evitar que a tecnologia Wi-Fi roube-lhes o corpo, o grupo tem que andar pelos esgotos. Ao descer por um buraco, eles vão parar na Casa que habitamos a temporada inteira. A partir de então, Joss Whedon cria um ambiente típico de filmes de suspense e, enquanto o grupo tenta achar respostas, pessoas começam a ser mortas, e eles percebem que não estão sozinhos.

Eles acham a sala de controle e começam a entender como o mundo que conheciam chegou ao final ao dar memórias a um homem que estava com eles. A trama vai alternando entre o presente e o passado, com as memórias.

Essas memórias mostram o momento em que Topher chegou à Casa e começou a desenvolver uma tecnologia pré-existente. Mostram que, devido a imprudência do Sr. Ambrose, a tecnologia das Dolls passou por cima das leis humanas, e que com apenas um telefonema, a população de uma cidade inteira se transformaria em corpos vazios criados para matar (pelo menos quem atendesse o telefone). O mundo foi infectado por esse péssimo uso de tecnologia e cria quatro grupos de pessoas: os controladores, os carniceiros, os fantoches e os sobreviventes.

Echo desenvolveu um meio de manter sua personalidade mesmo quando uma nova era imprimida, e com a ajuda de Paul Ballard, os dois acham um lugar seguro, aonde a tecnologia não chega.

Durante o presente, três dos seis integrantes do grupo são mortos, deixando vivos a sentimental Mag (Felicia Day), o ríspido Zone e a criança que, embora não fosse tão bizarra quanto a de outra série, era a assassina.

Também é revelado quem é o habitante estranho: uma doll chamada Whiskey – sem cicatrizes no rosto (adoro a Amy Acker, e ela faz um ótimo trabalho nesse episódio). Ela ficou na Casa para ajudar futuros sobreviventes, e é isso que ela faz. Whiskey traz à tona as memórias que faltam e imprime a personalidade de Caroline na criança para que eles possam chegar a Safe Haven.

Achei muito bom o final. Música perfeita criada por Jed Whedon mostrando o gás tomando conta da Casa e os três chegando à superfície e testemunhando uma cidade completamente destruída. Durante a primeira temporada de Dollhouse houve a constante discussão se o que acontecia na Casa era correto, e na maioria das vezes, parecia que realmente dar às pessoas o que elas precisam era certo. No real último episódio é mostrado que tal afirmação não poderia estar mais errada.

De acordo com o site Dollverse, a próxima temporada começará no futuro com Mag, Zone e Caroline. Então a probabilidade da temporada seguir no futuro é grande. No entanto, é frustrante pensar que há a possibilidade da temporada ser construída com Echo tendo várias personalidades e tentando sair da Dollhouse.

Episódio fantástico. Quem não gostou da série deve pelo menos dar mais uma chance a Joss Whedon e assistir Epitaph One.