Crítica: Prometheus

07/06/2012

Nos comentários de Alien (versão do diretor, de 2003), Ridley Scott admite não ter feito um filme sci-fi depois de Blade Runner porque não achou mais nenhuma ideia única. Ele também expressa a vontade de explorar quem era o Space Jockey, que aparece no começo do filme que fez a fama do diretor no mundo cinematográfico. Com um visual espetacular, Prometheus traz o terror de volta ao gênero sci-fi e explora os acontecimentos pré-Alien. O longa peca em alguns aspectos se visto como uma obra independente, mas é fenomenal como o prólogo da história do alienígena que explode o tórax de seu hospedeiro.

Ridley tentou despistar os fãs dizendo que Prometheus não seria relacionado com seu segundo filme. Mas muitos já sabiam que o Sr. Scott é um grande mentiroso. A história segue dois cientistas que descobrem um padrão estrelar em diversas culturas antigas, e viajam até outra galáxia seguindo o “mapa”. Ao se deparar com um planeta nas coordenadas corretas, a tripulação  encontra muito mais do que esperavam. Com as mais variadas referências, o longa reconstrói o universo criado pelo diretor há 33 anos. Está tudo lá: a raça do Space Jockey, o estado primitivo do facehugger, a companhia Weyland, o andróide na tripulação, o terror causado pela criatura parasita e a mensagem que a equipe do Nostromo recebe no começo do filme de 1979. Não tem como um fã de Alien sair do cinema sem um grande sorriso no rosto.

No entanto, se uma pessoa assistir à produção sem ter a mínima ideia do que são as coisas citadas acima, sua resposta à trama será diferente. Como um filme independente, a mistura de querer explorar a origem dos humanos e criar um ambiente de terror e pânico é falha. Nesse momento, o longa pode parece ambicioso demais. Mas sem importar o passado cultural do público, a opinião sobre o visual e as atuações poderá seguir com certa unanimidade. Noomi Rapace (Os Homens que Não Amavam as Mulheres) convence em seu papel inocente, mas que cria uma coragem fantástica quando necessário. Michael Fassbender (Shame) arrasa como o robô David, aprendendo e imitando idiossincrasias humana, exibindo seu lado emocional dentro da lógica e seguindo seu próprio plano. Charlize Theron (Branca de Neve e o Caçador) mantém o nível, interpretando alguém que pode se comparar a um robô, mas mostrando emoções quando deparada com situações tensas. Sua personagem é interessante, e é uma pena que não foi melhor utilizada. Guy Pearce (O Pacto) está irreconhecível, e assim como Charlize, fica com um papel secundário que poderia ser melhor desenvolvido.

Diferente do roteiro de Dan O’Bannon (Alien), a trama se preocupa com o passado dos personagens, mas acaba por revelar informações desnecessárias. O interessante é que Damon Lindelof e Jon Spaihts colocaram em seu texto características da história de Blade Runner, com a necessidade da criação se encontrar com seu criador e a obsessão de conseguir mais tempo de vida. Mesmo com ocasionais erros no roteiro, algo que não decepciona é o visual do filme, o qual o 3D engrandece e destaca. A atmosfera fria, solitária e assustadora cheia de camadas fica ótima com a utilização correta da tecnologia.

Ridley quer que Prometheus faça sucesso por si próprio, mas a verdade é que a opinião pública irá variar conforme sua apreciação por Alien. No final da trama, conseguimos enxergar o futuro da quadrilogia dominada por Ripley, assim como uma continuação que o diretor obviamente gostaria de fazer.

Nota: 4,0


Filme: Cowboys & Aliens

24/09/2011

Quando ouve-se falar de um filme envolvendo cowboys e aliens na mesma trama, com roteiro de Damon Lindelof (LOST), Alex Kurtzman e Roberto Orci (Fringe), Mark Fergus e Hawk Ostby (Iron Man), e com Daniel Craig, Harrison Ford e Olivia Wilde (House) no elenco, é de se ficar, no mínimo, animado. Infelizmente, a expectativa supera a realidade quando temos um filme consideravelmente cansativo e personagens com pouco carisma. Cowboys & Aliens, que estreia hoje nos cinemas brasileiros, conta a história de um homem que acorda ferido no meio do deserto, sem memória e com um bracelete de metal preso em seu pulso. Ele chega até a pequena cidade de Absolution, onde cohece um grupo de pessoas com as quais seguirá viagem, interrompida bruscamente por um ataque alienígena. O filme é divertido, mas não passa disso. Seguindo as características de um western, a trama segue uma estrutura básica, em que a viagem toma a maior parte da trama, com um número reduzido de diálogos. Isso faz com que a produção mantenha um ritmo lento, salvo quando há lutas contra os alienígenas.

Tal monotonia não é o que se esperava quando se tem James Bond e Indiana Jones em cena, mas é explicável pelo estilo adotado pelo diretor Jon Favreu (aqui menos competente do que no ótimo Homem de Ferro). O verdadeiro revés do longa é a clara falta do fenômeno da identificação do público com seus personagens. Craig faz o tão conhecido pistoleiro solitário misterioso, mas assim como acontece com o seu James Bond e outros papéis, ele não passa a emoção necessária para que a audiência realmente crie um laço com ele. Seu interesse é voltado para Ella, uma mulher que esconde um segredo. Wilde fica então presa a uma personagem que poderia ser melhor desenvolvida e que acaba sendo apenas um rosto bonito na tela. O casal tem seus momentos, mas no geral saímos com aquela sensação de que falta algo. Quem praticamente salva o filme é Ford, ator talentoso que convence na interessante transição de vilão western para mocinho sci-fi. O elenco secundário é bem formado, com destaque para Sam Rockwell, que interpreta o dono de um saloon.

O ponto alto de Cowboys & Aliens fica com sua fantástica fotografia, que consegue retratar de maneira bela a mistura entre o antigo do suposto deserto do Arizona com a tecnologia de seres de outro planeta. Os aliens em si não são algo surpreendentes, com o visual pouco inventido parecido com as criaturas de um filme de J.J. Abrams. O interessante mesmo são as naves, que por mais futurísticas que sejam, capturam os humanos com laços. Um detalhe que faz diferença. Cowboys & Aliens não é um filme ruim, mas não atende as exigências que se esperaria de uma produção com tantos nomes de peso envolvidos, embora, como sempre aponta o crítico Pablo Villaça, um roteiro tratado a 10 mãos tem grandes chances de não ser dos melhores, servindo apenas como um passatempo para aqueles que gostam do cult e do high tech.


Revelações Sobre o Futuro de Lost

28/02/2010

A colunista Kristin Dos Santos, do E! Online, conseguiu alguns detalhes sobre o que acontecerá durante a aclamada última temporada de Lost.

Atenção: Spoilers Abaixo

1. A ex-esposa de Jack (e mãe de David Shephard, do flash-sideways) é alguém que já conhecemos.

2. Provavelmente veremos Walt de novo. Os produtores afirmam que Malcolm David Kelley ainda estaria na série. Embora o ator esteja mais velho, eles estão trabalhando em um jeito de trazer o personagem de volta antes que Lost chegue ao fim.

3. Nas palavras de Damon Lindelof: “Ilana e Richard irão dizer coisas para um ao outro e sobre um ao outro no futuro”.

4. Terry O’Quinn está “interpretando uma pessoa que não veremos até o último episódio”.

5. Alguém está vindo para a ilha.

6. Matthew Abbadon (agente de Charles Widmore) não retornará.

7. Teremos uma resposta sobre Libby e Hurley e sua conexão no passado.

8. Vincent voltará. (\o/)

9. O último episódio está sendo escrito agora. O décimo quinto foi filmado essa semana no Havaí.

10. Damon diz que não há necessidade de um brinquedo de Lost na Disney: “Só coloque as pessoas em um quarto preto, rode-as e soque-as no rosto e diga ‘Você acabou de experienciar Lost‘”. (Faltou fazer o pessoal correr de um lado para o outro)

11. Descobriremos se realmente havia um pássaro na ilha que dizia “Hurley” quando passava voando? “Isso está na nossa lista de coisas a explicar”.

12. Quando interrogado se saberemos o que aconteceu com Annie (paixão de infância de Ben), Carlton disse que provavelmente não.

13. A gangue está junta novamente! Respondendo uma outra pergunta, Terry O’Quinn mencionou que grande parte do elenco está trabalhando junto.

14. Haverá mais para os fãs de Charlie.

15. Alan Dale (Charles Widmore) voltará.

16. Se Jacob deu a lista dos candidatos para Ben ou Os Outros é especulativo…e Ben talvez estaria mentido para conseguir a cirurgia de Jack.

17. Um clip foi mostrado para o episódio da próxima semana em que Sayid diz que, aparentemente, ele é mau. Miles diz à Sayid que ele estava morto e, seja lá o que o trouxe de volta, não foi o pessoal do Templo. E Claire chega ao Templo dizendo que “Ele” quer falar com Dogen.

[Atualização]

Nosso amigo Michael Ausiello publicou mais algumas respostas sobre a temporada.

1. Os sobrenomes de alguns personagens, principalmente de Jack, terão um significado.

2. Saberemos se Desmond realmente estava no avião.

3. O ex-marido de Juliet não foi morto por um “ônibus de fumaça”.

4. Quando perguntaram se a razão das mulheres serem incapazes de terem bebês na ilha seria explicada, a resposta foi “sem comentários”.

5. Lindelof revelou um último spoiler: “Água”.


Respostas com os Produtores de Lost

01/02/2010

Em uma entrevista para a TV Guide, os produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof responderam algumas perguntas que os fãs tanto querem saber. E já foram adiantanto: talvez o urso polar não tenha tanta importância.

Atenção: Spoilers Abaixo

Ao serem questionados se há algum fato que pode não ser tão relevante para a história como alguns pensam, Cuse responde logo de cara: os ursos polares. Na opinião do produtor, eles já explicaram sua aparição. “Nós vimos jaulas de ursos polares. Nós vimos Sawyer trancado em uma jaula de urso polar”. Ele finaliza dizendo que isso virou um tipo de obsessão, assim como Libby. Lindelof complementa que a nova obsessão é “Quantas perguntas vocês vão responder?” Ele diz que não vai revelar isso, e que deve ser levado em conta que fatos considerados mistérios por uns, pode não significar nada para outros e, por isso, provavelmente não será respondido. Do contrário – o que for relevante para os personagens- terá uma resposta.

Quanto ao reset, eles dizem que logo na estreia já devemos ter uma idéia do caminho que eles estão tomando. Assim como em outras temporadas, terá um arco na ilha e um arco fora da ilha. Mas, agora, começa a ter uma forma diferente por ser a última temporada.

Michael Emerson deu uma declaração dizendo que, no lugar dos arcos se juntarem, eles continuarão se espalhando. Os produtores afirmam que Emerson poderia estar brincando, pois eles sentem certa circularidade no programa. A história se voltará para alguns dos personagens principais da primeira temporada. O mais importante é responder quais serão seus destinos, o que acontecerá com eles. Haverá revelações sobre a mitologia do seriado, como o monstro de fumaça e a natureza da ilha. Também aprenderemos mais sobre Jacob e o Homem de Preto.

Respondendo se veremos mais explicações sobre os números, a dupla dinâmica diz que com certeza eles terão mais significado. Mas os números são como o enigma do Big Bang – uma vez que você aceita que o universo começou com o Big Bang, começa a se perguntar o que veio antes. Não tem como responder uma pergunta sem deixar outras.

Cuse ainda afirma que o mantra da última temporada é “Tudo pode acontecer, esteja preparado”. Ou seja, não há barreiras, e coisas inesperadas irão acontecer. Ele diz que os scripts ainda estão sendo escritos, mas ele e Lindelof  já sabem como terminará. Decisões significativas já foram resolvidas.

Para quem está curioso sobre o Homem de Preto, Cuse diz que muitas respostas serão dadas. Esse é um personagem misterioso, e ambos prometem mais detalhes quanto ao sujeito.

Quando foi questionado se Jacob realmente morreu, não foi feito rodeios e a reposta veio na lata: Sim. Cuse afirma que já foi dito que quando um personagem morre em Lost, ele realmente morre. No entanto, isso não significa que ele não possa aparecer numa outra encarnação. Só porque você está morto não significa que não o veremos no programa. E Harold Perrineau (Michael) é um desses que veremos na temporada final, embora tenha morrido no cargueiro.

Quanto à personagem de Kate, se ela ficará com Jack, Sawyer ou terminará sozinha, os produtores dizem que sabem o que irá acontecer, mas nao darão nenhuma dica. Eles sabem que o quadrilátero Kate-Jack-Sawyer-Juliet é algo que os fãs realmente gostam, e que terá uma solução no final. Lindelof ainda completa que foi ótimo a alternativa “sozinha” da pergunta, pois muitos querem saber se Kate ficará com Jack ou Sawyer, mas há outras opções além dos dois.

Falando sobre Richard Alpert, eles dizem que definitivamente teremos respostas sobre o personagem. No entanto, se essas respostas serão o suficiente, depende do telespectador. Lindelof diz que é aquela coisa, não tem como responder uma pergunta sem deixar mais duas.

E para finalizar, Cuse e Lindelof respondem sobre Jacob e o Homem de Preto. Eles afirmam que os personagem irão escolher em que lado ficarão, mas que podem trocar de time. É importante que as pessoas não julguem Jacob e o Homem de Preto pela aparência, pois Jacob fez o pessoal passar por muitas coisas, então pode ser interessante ouvir o que o Homem de Preto tem a dizer. Ele pode ter uma boa perspectiva.

Lost estreia na programação americana amanhã (02/02), e no AXN uma semana depois, dia 09/02.