O Retorno de Dr. Horrible’s Sing-Along Blog

01/06/2011

Em 2008, Joss Whedon (Buffy/AngelFirefly,Dollhouse)  foi a mente por trás de um projeto inédito para internet: o webfilme Dr. Horrible’s Sing-Along Blog. Durante a greve dos roteristas, Whedon, seus irmãos e a atriz Maurissa Tanchroen resolveram criar algo diferente e barato, mas que fosse produzido profissionalmente. Isso resultou num musical tragicômico em que o protagonista é um cientista (tentando ser) maléfico que possui um blog, divulgado em três atos online, totalizando em 42 minutos. Além dos aspectos técnicos, o que tornou Dr. Horrible uma grande sensação foram os atores envolvidos. O personagem principal é interpretado por Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother), o doutor em questão. Seu grande inimigo é Captain Hammer, o herói clichê interpretado por Nathan Fillion (CastleFirefly). Ambos gostam de Penny (Felicia Day – DollhouseThe Guild) e o objetivo era conquistá-la. Quem até aparece em segundo plano é Simon Helberg (The Big Bang Theory) que, assim como os outros, canta surpreendemente bem. O filme foi aclamado pelos internautas e pela crítica, fazendo com que ganhasse vários prêmios e garantindo até uma participação/interrupção no Emmy de 2009, apresentado por Harris. Whedon já havia afirmado que gostaria de realizar uma sequência, mas foi somente essa semana que a ideia se tornou realmente sólida para os fãs. Em uma conversa com o New York Times, ele revelou que as músicas para a nova versão estão praticamente prontas e que a estrutura do segmento já está montada. O problema é que, no momento, todos os atores estão trabalhando em outros projetos. No entanto, é só uma questão de tempo para que a equipe se junte novamente. Até que o novo filme seja concluído, você pode comprar o conteúdo pelo iTunes ou o DVD/Blu-Ray pela loja online Amazon.


O assassinato de Firefly… e das idéias de Joss Whedon

26/08/2010

Foi terrível para os fãs Firefly (incluindo o Sheldon) quando a FOX cancelou a série, mas para seu criador, a experiência foi ainda pior. Com a perda prematura de seu projeto, Joss ficou anos sem ter novas idéias.

Em certa entrevista, Whedon afirmou que a perda de Firefly foi a maior tristeza de toda sua carreira, e que o tornou muito amargo. E como se a perda de esperança não fosse o suficiente, ele ainda perdeu a habilidade de pensar em termos de televisão. “Eu parei de ter idéias, o que é algo extremamente raro para mim”.

Eventualmente, as idéias retornaram e Dollhouse foi ao ar. Mas ainda que renovada para a segunda temporada, a série não sobreviveu mais que isso. Joss diz que ele então passou pelas cinco fases da dor (negação, revolta, barganha, depressão e aceitação), mas que com ele foi praticamente negação, negação, negação, negação, barganha. Ele ainda afirma que durante esse ano, ele ficou se perguntando se sua carreira teria chegado ao fim. “Eles já tiveram o suficiente de mim e é hora de fazer pequeno ou ter uma saída honrosa? Porque eu estou bem com isso. Eu tenho minha família, eu amo escrever e sempre irei escrever. Eles não poder me forçar a parar. Mas, talvez eu não tenha mais uma chance de atingir grandes audiências. Se bem que eu tenho “The Avengers“, então, claramente, eu sou um idiota”.

Idiota não, Joss. Você só está um pouco desiludido – acontece nas melhores famílias. E quem sabe o que o espera depois de Avengers?

Fonte: Blastr


Sextas de Nozes

01/02/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

Smallville – 9×10: Disciple

Nunca fui fã ávida de Smallville, e já tinha quase desistido da série. Mas como tenho uma longa história com o Superman, não pude deixar de assistir Clark sendo jornalista em Metrópolis e namorando Lois Lane. Tendo isso dito, vamos ao episódio do dia. A história começou muito bem, mostrando o afeto agora declarado entre Lois e Clark. Mas foi só o momento fofo acabar para Lois cometer um ato idiota (os quais a série tanto gosta); pois o que fazemos quando somos ameaçados por um arqueiro malvado? Corremos em linha reta sem nos protegermos (desculpe, mas é furo demais do roteiro). Daí pra frente tivemos uma história sobre o passado do Oliver, que foi interessante para o personagem, mas que não era realmente necessário para a trama no geral (principalmente porque todos os traumas e machucados desapareceram no final). Para mim, o que mais valeu desse episódio foi a evolução da relação Clark -Zod, que agora está atrás de um livro para ajudá-lo a concretizar seus planos malignos. A história em si não me agradou muito essa semana, mas teve algo que me irritou muito mais. Assim, adoro citações pop culturais, mas colocar uma a cada cinco falas é demais. Existe uma coisa chamada bom senso.

Dollhouse – 2×13: Epitaph Two: Return [Series Finale]

Não gostei do começo da segunda temporada de Dollhouse, nem do meio. Foi só no episódio 8 em que as coisas melhoraram, o que levou a esse final de temporada (e de série) perfeito. Tenho medo de Joss Whedon, pois acompanhei todas suas séries e sei que nos episódios finais ele gosta de matar personagens principais e tomar rumos inesperados. Isso pode resultar em um ótimo final de temporada, como em Buffy, ou em um péssimo, como em Angel. Fiquei com medo, mas em Dollhouse, Joss se superou. Ele matou os personagens certos e seguiu o melhor rumo. Ele recriou a atmosfera tão bem desenvolvida de Epitah One e lhe deu uma solução criativa. Ele trouxe todos os grandes personagens com quem criamos uma ligação no passado e os colocou lutando no mesmo lado. Ele nos fez sofrer, ele nos fez sentir. A história de Echo e das outras dolls teve uma vida curta, mas seu final foi certamente digno.


Séries para Leigos: Joss Whedon e a Dollhouse

21/01/2010

Antes que cientistas japoneses pensassem em criar o sangue sintético, e que Sookie, Bill e companhia tomassem conta do mundo vampiresco, Joss Whedon já havia feito sua fama com Buffy – A caça vampiros e Angel.

Parte do sucesso de suas criações se dá pela filosofia por trás de cada série. Buffy não era apenas uma garota loira que caçava vampiros, mas uma adolescente feminista que combatia analogias de um mundo real. Assim como Angel não era apenas um vampiro renegado matando sua própria raça, mas uma metáfora ambulante de redenção que andava na fina linha da ambigüidade moral e ética. Os tripulantes de Firefly também não ficam de fora, mostrando a vida de pessoas que estão do lado perdedor de uma guerra civil.

Depois de cinco anos afastado da televisão, Whedon junta novamente sua criatividade e filosofia e estréia a série Dollhouse. Agora a pergunta é: “E se houvesse uma tecnologia capaz de apagar apersonalidade de uma pessoa e trocá-la por outra?” No novo mundo de Whedon existe. A trama gira em torno da ativa Echo (ativos são pessoas que tem suas personalidades apagadas e são “reimprimidos” com novas personalidades para realizarem as mais diferentes missões), que conforme os episódios vão passando, é provado que há muito mais por trás daquela aparente boneca vazia.

Na série da caça-vampiros, existia o chamado “monstro da semana”. Isso envolvia um novo demônio a cada episódio, enquanto uma trama maior era desenvolvida em segundo plano. Em Dollhouse acontece a mesma coisa. A cada episódio, Echo recebe uma nova personalidade e missão, sempre desenvolvendo um arco maior no pano de fundo.

Joss Whedon adora o tema de ambigüidade e Dollhouse explora bastante esse assunto, debatendo sempre se é correto ou não dar às pessoas o que elas precisam usando os ativos.

Talvez por ser filho de dois grandes roteiristas se sitcoms, o criador da série sempre acha um jeito de colocar humor dentro da história, seja por personagens naturalmente mais cômicos ou por situações impostas.

Entre todas as similaridades com as séries passadas, a maior delas é a protagonista de Dollhouse: Eliza Dushku. Os fãs mais antigos de Whedon a conhecem como a caça vampiros Faith, quefez parte de Buffy a partir da terceira temporada da série (e participações especiais em Angel). Mas Dushku não é o único nome conhecido. Amy Acker (Fred, de Angel) faz parte do elenco secundário, Felicia Day (Vi, da última temporada de Buffy) participa do último episódio do seriado e Summer Glau (River Tam, de Firefly) que irá fazer uma participação na segunda temporada.

Quando Buffy estreiou, ela teve apenas 12 episódios, e Dollhouse não fica longe disso. A nova série possui uma primeira temporada de 13 episódios, com um final de temporada fantástico, lembrando o universo de Firefly.