Midseason Premieres 2010: Persons Unknown

11/06/2010

Nada como um suspense para passar o tempo. Fui assistir Persons Unknown sem nenhuma expectativa, e talvez por isso tenha me surpreendido com a série estilo Jogos Mortais-Identidade-Caçadores de Mentes.

Spoiler Alert!

A história é sobre sete personagens que acordam em uma cidade fantasma sem saber como chegaram lá. O grupo é formado por diferentes tipos de pessoas; como um soldado, um vendedor de carros, uma mãe solteira e uma party girl. No final do episódio, outros indivíduos são introduzidos na trama com obrigações específicas (os cozinheiros de comida chinesa e o gerente noturno do hotel), também sem saber como chegaram no local. Há câmeras espalhadas por toda a cidade, “observando” tudo que acontece.  Em uma trama paralela, está um jornalista que se interessou pelo desaparecimento de Janet, e começou a investigar o caso.

Nesse episódio piloto, os envolvidos começaram a se conhecer, e descobriram que não podem sair do perímetro da cidade em função de um implante biométrico medicinal. Além de tentar sair do lugar, todos lidam com a dúvida de que um deles pode estar trabalhando para aqueles que os raptaram. Os “jogos” começam nos segundos finais da trama, quando Janet revela ao telespectador o que seu biscoito da sorte realmente dizia: “Mate seu vizinho e você estará livre”.

Em um época com poucas séries, Persons Unknown é definitivamente uma opção válida. Com certeza vou continuar acompanhando, e já tenho algumas teorias:

– Dada a natureza “Big Brother” da cidade, suponho que estejamos lidando com algum tipo de experimento psicológico.

– Foram citados os “cleaners” e uma organização possivelmente oposta a eles. No entanto, não acho que eles estejam envolvidos com os raptos.

– Há também a mãe de Janet, que está tomando conta de sua neta e sendo observada através de uma câmera. Ou ela é mais uma vítima, como o pessoal da cidade, ou ela é uma das autoridades por trás dos raptos.

– Quanto ao Joe (Bosco de Third Watch), ainda não sei se ele é confiável. Ele pode se tornar o grande herói da história, ou o grande vilão.

E vocês? Vão assistir a série? Já têm alguma teoria?


Happy Town – 1×02: I Came to Haplin for the Waters

12/05/2010

Como fã de filmes trash de terror, não me importo tanto com os clichês do estilo. O problema é quando as ações das pessoas são idiotas. Embora a história tenha se desenvolvido um pouco, esse episódio não me fez muito feliz.

Spoiler Alert!

Quando eu assistia Harper’s Island, deixava a crítica da construção da história e dos personagens meio de lado, e focava no mistério em questão. O resultado sempre foi positivo, mas foi difícil fazer isso com esse episódio. Então pode-se fazer uma cópia perfeita de uma chave em 5 minutos com um equipamento rústico? A dona da residência deixa bem claro que o terceiro andar é proibido, e Henley não pensa que a porta pode estar trancada? O suposto Magic Man conta onde estão os corpos, e o indivíduo não checa se eles realmente estão lá? Mesmo? Mas tudo bem. Vamos tentar tirar proveito desses 42 minuto que, embora lentos, tiveram algumas coisas interessantes.

O ex-Xerife, agora no hospital por ter decepado sua própria mão, continua a falar coisas (aparentemente) desconexas e a citar o nome Chloe; que é como Henley se identifica no telefone. Se ela é a Chloe a quem o ex-Xerife se refere, ainda precisamos de mais informações para confirmar. Sr. Grieves, com seu olhar sinistro, já descobriu que Henley tem um missão na cidade, e por alguma razão a está ajudando. E uma boa surpresa foi ter Frances Conroy (Ruth Fisher, de Six Feet Under) como a matriarca dos Haplin. É ela quem decide que Tommy deve ser tornar o novo Xerife, mesmo sob protestos dele mesmo. Já ficou óbvio que ela é manipuladora, o que resta saber é o motivo dela querer Tommy no comando (meu palpite? Porque ele é um bobão).

O interessante mesmo da trama foi a chegada do “Tapioca Man”, que mais tarde seria apresentado como parte da polícia do estado, mandado para ajudar na investigação. Ele provavelmente drogou Georgia para conseguir informações sobre o que ela viu na cabana, e fez com que a coitada tivesse uma bad trip, acordando na casa do Stivilettos. É nessa parte que Tommy deixa de ser um trouxa e vai de Chuck Norris pra cima dos irmãos. Antes que ele pudesse terminar o serviço, recebe uma ligação e, devido à identificação da substância encontrada no corpo de Friddle, TC percebe que o assassino é seu amigo Big Dave. O grandalhão o matou por achar que Jerry Friddle era o Magic Man.  Tommy já tinha virado violento, e agora vira corrupto também, pois vai cobrir o homicídio que seu amigo cometeu.

O final do episódio fica por conta de Henley, que depois de achar a provável arma de algum crime e dizer ao celular que vai se revelar, sofre um acidente de carro causado por um pássaro-psicopata-cabeça-dura. Pela música e o ângulo da cena, estava na cara que algo iria acontecer, mas admito que levei sustinho. Muito “O Chamado 2”…  Acredito que Henley/Chloe irá acabar contando que ela tem alguma conexão com a cidade por meio de sua mãe (quem sabe a mãe tenha sido uma das vítimas do Magic Man ou algo do gênero) ou talvez que seja da polícia.

Review também disponível no Série Maníacos


Happy Town – 1×01: In This Home on Ice

03/05/2010

Sou do tipo de pessoa que adora filmes de terror, seja “A Hora do Pesadelo”, “O Ataque dos Tomates Assassinos” ou (meu preferido) “A Mão Assassina”. Por isso não me incomodo muito com o roteiro meio falho e clichê da série. Como eu disse no primeiro review de Harper’s Island, é preciso encarar esse tipo seriado como um jogo em que o objetivo é achar o assassino misterioso.

Spoiler Alert!

No começo da trama, testemunhamos o assassinato de Jerry Friddle, o que coloca um fim aos pacíficos 5 anos da cidade. Com a chegada de Henley em Haplin, somos apresentados a alguns moradores: A família perfeita dos Conroys, em que Tommy é filho do xerife, Rachel (Amy Acker \o/) trabalha na fábrica de pães e Emma é a mais inteligente da turma; o estranho vendedor de antiguidades de cinema Merrit Grieves; a babá Georgia Bravin; o detetive Roger Hobbs; o delegado Eli “Root Beer” Rogers; os irmãos Stiviletto; e a família Haplin, que dá nome a cidade.

O episódio foi meio lento, pois havia muitas informações a serem passadas. São nos dois últimos minutos que a história dá uma virada interessante, deixando como cliffhanger o surto do xerife falando coisas aparentemente sem sentido (depois de passar o episódio inteiro referindo subconcientemente a uma Chloe) e segurando um machado e Henley ligando para uma mulher (irmã?) e revelando seu verdadeiro nome e intenções na cidade.

O Magic Man era preciso e não deixava evidências de seus crimes. Friddle foi morto de maneira brutal e bagunçada, por isso acho que o assassino (ou assassinos) esteja usando a lenda do Magic Man para cobrir o homicídio. Todos estão na minha lista de suspeitos, até a fofa da Amy Acker, que gostaria de se mudar para Califórnia (ataques de um serial killer é um ótimo motivo para convencer sua família). No momento, tudo leva a crer que o suspeito-mor é o Sr. Grieves, mas não acredito que seja ele por trás de tudo. Óbvio demais…ou será essa a intenção?