Filme: Cowboys & Aliens

24/09/2011

Quando ouve-se falar de um filme envolvendo cowboys e aliens na mesma trama, com roteiro de Damon Lindelof (LOST), Alex Kurtzman e Roberto Orci (Fringe), Mark Fergus e Hawk Ostby (Iron Man), e com Daniel Craig, Harrison Ford e Olivia Wilde (House) no elenco, é de se ficar, no mínimo, animado. Infelizmente, a expectativa supera a realidade quando temos um filme consideravelmente cansativo e personagens com pouco carisma. Cowboys & Aliens, que estreia hoje nos cinemas brasileiros, conta a história de um homem que acorda ferido no meio do deserto, sem memória e com um bracelete de metal preso em seu pulso. Ele chega até a pequena cidade de Absolution, onde cohece um grupo de pessoas com as quais seguirá viagem, interrompida bruscamente por um ataque alienígena. O filme é divertido, mas não passa disso. Seguindo as características de um western, a trama segue uma estrutura básica, em que a viagem toma a maior parte da trama, com um número reduzido de diálogos. Isso faz com que a produção mantenha um ritmo lento, salvo quando há lutas contra os alienígenas.

Tal monotonia não é o que se esperava quando se tem James Bond e Indiana Jones em cena, mas é explicável pelo estilo adotado pelo diretor Jon Favreu (aqui menos competente do que no ótimo Homem de Ferro). O verdadeiro revés do longa é a clara falta do fenômeno da identificação do público com seus personagens. Craig faz o tão conhecido pistoleiro solitário misterioso, mas assim como acontece com o seu James Bond e outros papéis, ele não passa a emoção necessária para que a audiência realmente crie um laço com ele. Seu interesse é voltado para Ella, uma mulher que esconde um segredo. Wilde fica então presa a uma personagem que poderia ser melhor desenvolvida e que acaba sendo apenas um rosto bonito na tela. O casal tem seus momentos, mas no geral saímos com aquela sensação de que falta algo. Quem praticamente salva o filme é Ford, ator talentoso que convence na interessante transição de vilão western para mocinho sci-fi. O elenco secundário é bem formado, com destaque para Sam Rockwell, que interpreta o dono de um saloon.

O ponto alto de Cowboys & Aliens fica com sua fantástica fotografia, que consegue retratar de maneira bela a mistura entre o antigo do suposto deserto do Arizona com a tecnologia de seres de outro planeta. Os aliens em si não são algo surpreendentes, com o visual pouco inventido parecido com as criaturas de um filme de J.J. Abrams. O interessante mesmo são as naves, que por mais futurísticas que sejam, capturam os humanos com laços. Um detalhe que faz diferença. Cowboys & Aliens não é um filme ruim, mas não atende as exigências que se esperaria de uma produção com tantos nomes de peso envolvidos, embora, como sempre aponta o crítico Pablo Villaça, um roteiro tratado a 10 mãos tem grandes chances de não ser dos melhores, servindo apenas como um passatempo para aqueles que gostam do cult e do high tech.


Segundas de Amendoim

11/02/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

House – 6×13: 5 to 9

Adoro quando são feitos episódios mostrando um segundo ponto de vista da trama original. Não pensei que apenas a rotina de Cuddy poderia preencher os quarenta e poucos minutos do episódio sem ficar cansativo, mas seu ritmo frenético torna isso possível (me lembrou o piloto de ER). O divertido foi vê-la tendo que lidar com vários assuntos, entre eles uma farmacêutica ladra sociopata e uma ambiciosa companhia de seguro, e ainda tendo as normais interrupções de House e sua equipe. E por falar em House, ele pode ser o motivo de muitos problemas na vida hospitalar de Cuddy, mas também oferece conforto – de um jeito um tanto estranho. Que Lisa iria perder o emprego ninguém acreditou, mas fiquei tensa durante toda a negociação com a Atlanticnet. É aquela coisa, você sabe o que vai acontecer, mas continua preocupado. Depois de ser chamada de bitch várias vezes, andar por todo o hospital, se preocupar com a filha, armar para a sociopata e conseguir seus 12%, Cuddy tem mais que gritar. Ótimo episódio.

The Big Bang Theory – 3×15: The Large Hadron Collision

No campo esquerdo, com um PhD e um QI de 187, Sheeeeldon Cooooper. No campo direito, vinda de Nebraska e atualmente trabalhando no Cheesecake Factory, Peeeenny. Façam suas apostas senhoras e senhores, pois o prêmio para essa disputa é uma viajem à Suiça. Nunca vimos Sheldon suplicar tanto para obter alguma coisas – desde o uso argumentos lógicos e racionais até uma tentativa de mostrar afeto, com suco, café e panquecas no formato de Frodo. Infelizmente para Sheldon, ele estava combatendo um inimigo invencível, e sem se importar com qualquer contrato ou apresentação de power point, Leonard estava decidido a levar Penny para esquiar no Valentine’s Day. Nesse episódio descobrimos mais um fato sobre a garota: ela não lê Dan Brown. Qualquer um que já tenha lido (ou assistido) Anjos e Demônios saberia o que é o CERN. Até eu ficaria curiosa para conhecer o acelerador de partículas…e para esquiar também. No entanto, a natureza é cruel (ou sábia) e ambos ficaram doentes demais para fazer a viajem. Ruim para Penny, Sheldon e Leonard. Bom para Koothrappali. FYI, eu definitivamente consideraria Rupert Murdoch o traidor número 1. Firefly era tão legal…

How I Met Your Mother – 5×15: Rabbit or Duck

O Valentine’s Day continua em HIMYM, assim como o Super Bowl. Achei criativa a nova maneira de Barney se auto-promover (CBS), mas isso criou um mal que ninguém poderia ter previsto. Um mal capaz de atravessar o tempo e destruir vidas. Um mal que deveria ser destruído. Nossos heróis foram Lily e Marshall que, sem pensar duas vezes, destruíram o anel celular. Só faltou o Barney falar “My precious”. Quanto ao debate do coelho ou pato, fico do lado de Marshall. Coelhos são fofinhos e patos mordem sua mão (memórias do passado), então o coelho deveria ser o bom. Se eu estivesse no MacLaren’s, Marshall teria ganhado a discussão. Ted resolveu dar um salto de fé e ter um casamento arranjado, o que obviamente não funcionou (se não fosse o celular teria dado certo). Robin ficou um pouco menos chata, mas ainda dá pra melhorar bastante. E o legado das técnicas do Barney continuam internet a fora.


Segundas de Amendoim

05/02/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

The Big Bang Theory 3×14: The Einstein Approximation

O que acontece quando aquele que possui respostas para tudo se depara com uma questão aparentemente sem solução?  Simples, ele enlouquece. Sheldon tenta de tudo para conseguir sua resposta; desde ver seu trabalho como uma imagem periférica transitória até trabalhar no Cheesecake Factory, passando por uma visualização dos átomos de carbono dentro de uma piscina de bolinhas. Nesse episódio, Sheldon chegou a um novo nível de bizarro– ótimo para quem estava assistindo, mas suponho que Penny e Leonard não tenham se divertido muito. Fiquei meio desapontada porque achei que teríamos mais cenas envolvendo Penny e Sheldon no Cheesecake Factory, mas as poucas que apareceram foram boas. Leonard, Howard e Rajesh podem dançar o quanto quiserem sobre patins, mas esse episódio pertenceu ao grande Sheldon. E fica o pensamento do dia: quero uma piscina de bolinhas…Bazinga!

House – 6×12: Moving the Chains

Primeiro tivemos uma paciente psicopata, agora vimos um gigante – em todos os sentidos (sério, fiquei com medo). Enquanto a equipe tentava descobrir o que tinha de errado com o jogador de futebol americano, Foreman teve que lidar com seu irmão recém saído da prisão, e empregado por House. Essa trama ficou como o fator emocional do episódio, o que seria uma ótima idéia, se Eric não fosse tão chato. Adoro quando as ações de House se revelam benéficas, mas quando isso acontece com Eric, quando ele entra em contato com o lado sentimental, pra mim não funciona. O diagnóstico do caso resultou em câncer de pele, o que foi razoavelmente legal. Mas acho que o melhor da história ficou com as brincadeiras feitas a Wilson e Greg. Wilson achou um gambá na banheira, House caiu na banheira, e ambos perderam a televisão. Quem estava aprontando com os companheiros de quarto era Lucas, que ainda se sente ameaçado pelo sarcástico médico. E na minha opinião, realmente deveria.

How I Met Your Mother – 5×14: The Perfect Week

Não tive cãimbras na bochecha de tanto dar risada nesse episódio, mas foi engraçadinho. Eu adoro o casal Lilly/Marshall, mesmo nas suas esquizitices. Mas tenho que admitir que eles se superaram quanto a escova de dente (que aliás, foi extendida para Robin e Ted…). Barney, que mal apareceu no episódio passado, resolveu lidar com sua situação “quase demitido” tentando fechar o jogo perfeito, a semana perfeita. Embora essa tenha sido a trama principal do episódio, não achei grande coisa. Apenas Barney agindo como Barney – e conseguindo completar sua missão com a ajuda de seus amigos. Agora, o que realmente me deixa triste é a personagem de Cobie Smulders. Durante todas as temporadas, Robin foi minha favorita. Mas atualmente ela está meio desaparecia e, me atrevo a dizer, um pouco chatinha. Não, não tive cãimbras na bochecha de tanto dar risada, mas aprendi a checar se aquele nome aparentemente falso realmente é falso antes de fazer piadas sobre ele. Tadinha da japinha…


Segundas de Amendoim

29/01/2010

Atenção: Spoilers Abaixo

House – 6×11: Remorse

House voltou muito bem da sua pausa, com um intrigante caso de uma paciente psicopata. O episódio foi focado na Thirteen, que notou desde o cérebro anormal da paciente até a mudança de comportamento na adolescência, resolvendo o caso que envolvia a má absorção de cobre pelo seu organismo. As cenas envolvendo House com a psicopata foram muito boas, mas as melhores envolviam a Thirteen. A paciente pode nao ter sido violenta fisicamente, mas definitivamente atacou a Dra. Hadley. A trama secundária não foi tão boa quanto a principal, mostrando um House mais sentimental. Embora o segmento do colega de classe tenha tido alguns momentos bons, a história de House não conseguir se comunicar com Cuddy e ficar triste por causa do Lucas já está começando a ficar cansativa.

Castle – 2×14: The Third Man

A melhor característica de Castle é que a série consegue misturar o caso da semana com a vida pessoal dos personagens de uma maneira perfeita. A investigação foi ótima, pulando de um simples homicídio para um duplo homicídio junto com contrabando de diamantes por meio de cobras. O fato de que os suspeitos estivessem atrás da loja de animais exóticos e não do banco foi bem colocada. Enquanto isso, tanto Castle quanto Beckett tentam provar que podem sair com outras pessoas e se divertir. Mas, no lugar de ter conversas superficiais e comer pequenas porções de comida, ambos tem uma epifania que acaba por resolver o caso. Não adianta, eles pensam de maneira similar; um completando o outro. Eu já gosto dos dois e, quem prefere ir a uma lanchonete comer um grande sanduíche do que ir a um famoso restaurante, sempre ganha minha simpatia. Fica também  de ponto positivo para o episódio a referência à história da “Cachinhos Dourados e os Três Ursos” e o gritinho que Castle solta quando acha o segundo corpo.