Atores de ER em Séries Sci-Fi

16/12/2011

Durante um bom tempo fui super fã de ER, assistindo na integra suas 15 temporadas. Por isso achei interessante o fato de vários rostos conhecidos do drama(principalmente as mulheres) estarem aparecendo cada vez mais em programas com temática sci-fi. Comecei a perceber o padrão com Alex Kingston, que interpretou a Dra. Elizabeth Corday durante sete anos. Foi uma surpresa quando ela apareceu em Doctor Who como River Song, uma personagem complexa que está crescendo na série desde que apareceu pela primeira vez na quarta temporada. Kingston também participou de três episódios de FlashForward. Desde 2006, Doctor Who possui um spin-off chamado Torchwood. Depois de três temporadas inglesas, o canal Starz entrou como co-produtor da série trazendo-a para os EUA. Nessa quarta temporada americana, podemos encontrar Dr. Greg Pratt (Mekhi Phifer) como parte do elenco principal e a Dra. Amanda Lee (Mare Winningham) em um episódio.

A personagem de Winningham entrou em ER substituindo a Dra. Kerry Weaver como chefe de emergência. Weaver era interpretada por Laura Innes, que alguns anos mais tarde entraria emThe Event como líder de um grupo secreto. Na série médica, Innes contracenava também comLisa Vidal, que fazia a parceira gay de Weaver. No entanto, quem fez a personagem perceber que era homossexual foi a psiquiatra Kim Legaspi feita por Elizabeth Mitchell, que depois ficaria conhecida por LOST e V. Assim como a personagem de Mitchell fazia parte da resistência contra um ataque extraterrestre em V, o personagem de Noah Wyle faz o mesmo em Falling Skies. Antes de ser um combatente, ele era o Dr. John Carter, um dos doutores mais famosos – participando de 254 dos 331 episódios produzidos.

O canal SyFy ficou com três atrizes ex-ERMing-Na, a qual fazia a Dra. Jing-Mei “Deb” Chen, fez parte das duas temporadas de Stargate Universe e agora faz algumas participações em Eurekacomo a senadora Wen. Em Warehouse 13, série que já fez dois episódios crossover com Eureka, encontramos C.C.H. Pounder como a misteriosa Mrs. Frederic. Ela entrou em ER logo na primeira temporada como a Dra. Angela Hicks, permanecendo por três anos. A terceira atriz que pertence ao canal é Emily Rose, a qual protagoniza a série em que pessoas desenvolvem habilidades especiais na cidade de Haven. Ela fez parte apenas da última temporada de ER como a Dra. Tracy Martin. Para finalizar, temos Parminder Nagra aka Dra. Neela Rasgotra durante cinco temporadas. Nagra ainda não faz parte oficialmente do grupo de doutores que viraram viajantes do tempo ou resistência contra aliens, mas irá fazer a partir de 2012 quando estrear Alcatraz, a nova série de J.J. Abrams.

De fato os papeis femininos com características fortes estão ganhando mais destaque no universo da ficção científica, e as boas atrizes que já passaram por quarentenas, tiroteios, morte de entes queridos e as mais criativas emergências não perdem tempo. Sci-fi é um ótimo jeito de se contar histórias, pois é possível se falar a verdade sobre a sociedade sem uma repercussão defensiva da mesma. Além de se poder explorar várias possibilidades e teorias que em outros gêneros não funcionariam. Vocês acham que os ex-doutores estão fazendo um bom trabalho contando essas tramas fantásticas?

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Doctor Who: A Sexta Temporada da Nova Era

16/12/2011

Doctor Who estreou em 1963 e conseguiu chegar em 2011 com 32 temporadas devido basicamente a um fator: mudança. Mesmo que o Doctor (como é conhecido) não seja humano, ele representa “o herói”. O conceito está ligado à mentalidade da sociedade em determinado período e está em constante transformação. Isso significa que na década de 60 o herói era um homem idoso, sábio por todas as experiências que já acumulou. Na década de 70, era um homem imprevisível com o cabelo cacheado enorme. Assim ele foi evoluindo (como a sociedade) até chegar em um jovemhipster. Não foi apenas o conceito de herói que mudou durante as décadas, mas a maneira de se fazer televisão, de se contar uma história e sua intensidade. Se o final da quinta temporada desta nova era fosse transmitido em décadas anteriores, cheio de paradoxos e viagens no tempo, a história não funcionaria. O público não iria entender. Mas o telespectador progrediu. Agora só assiste as temporadas clássicas quem é realmente fã, porque é necessário um esforço para acompanhar tramas lentas e monstros antiquados. O público evoluiu o suficiente para receber um personagem que não é perfeito, que deve tomar decisões difíceis, que não está sempre certo, mas que continua sendo herói – o que explica, inclusive, o sucesso de séries como Dexter e Breaking Bad.

De fato, a sociedade atual não aceita uma pessoa (mesmo sendo alien) ser perfeita, sem suas dualidades. O público não quer que um personagem de 900 anos não tenha um passado negro e um ego que precise ser controlado. É por isso que Russel T. Davies trouxe de volta à TV um Doctor que não apenas viaja acompanhado por diversão, mas por necessidade. E é quando o Doctor viaja sozinho que é possível ver fragmentos de sua personalidade antes escondidos. São fragmentos que o destruiriam devido a sua raiva (The Runaway Bride) ou que o deixariam mudar a linha do tempo simplesmente porque ele pode (The Water of Mars). E é por isso que quando Steven Moffat assume controle da série, ele pode brincar com a dualidade que mistura conto de fadas com uma camada obscura. Construindo essa realidade durante a quinta temporada, chegamos ao sexto ano desta nova era, que transformou Doctor Who em ícone também em outro continente. Foi uma temporada mais dark desde que o programa retornou em 2005 e, na minha opinião, a mais divertida. Conhecemos uma das criaturas mais legais do universo whovian, finalmente vimos a personificação da verdadeira protagonista da série, torcemos na luta física e emocional entre pessoas originais e suas cópias, descobrimos quem é River Song, lidamos com questões morais com duas Amys, reencontramos e nos despedimos de grandes amigos e tivemos toda a história da humanidade acontecendo ao mesmo tempo devido ao amor. Houve um problema aqui com piratas e outro alí com uma casa de bonecas, mas que não invalida a grandiosidade da temporada.

Russel T. Davies afirma que sempre que uma história é boa, há uma mudança em um ou mais personagens. No caso desta temporada, todos eles mudaram. Amy, Rory, River e o prórprio Doctor se depararam com situações que os fizeram entrar em contato com sentimentos e lógicas desconhecidas. Amy teve que lidar com seu preconceito na trama dos doppelgangers; ficou claro para Rory que ele nunca poderia ou que ele gostaria de ser como o Doctor, especialmente quando teve que escolher qual Amy seguiria em frente; anos de lavagem cerebral não foram suficientes para evitar que o momento certo com o Doctor mudassem River. E o Doctor, que começou a temporada aceitando sua morte apenas para descobrir que ele não estava pronto para isso. Além disso, o inevitável momento que os fãs de Doctor Who sempre temem também aconteceu: a despedida de seus acompanhantes.

Acostumados com as companions sendo jogadas em universos paralelos ou tendo suas memórias apagadas, imagino que os whovians ficaram alegres quando Rory e Amy tiveram um desfecho simples, porém elegante. A partida de ambos foi sendo preparada desde a estreia da segunda parte do ano, com o Doctor sentindo culpa por ter envolvido Rose, Martha e Donna em suas aventuras. Ele deveria parar antes que fosse tarde demais. Rory viu a consequência de se ter poder sobre o tempo e espaço em The Girl Who Waited, e o grande laço entre Amy e o Doctor foi cortado em The God Complex. Mas fora a separação feita cedo o suficiente? Teria Amy matado uma pessoa se ela não tivesse viajado com o Doctor?

Os personagens mudam, a trama muda, o público muda. E é assim que Doctor Who vai se inovando e conectando com a sociedade de qualquer época. Um homem louco com uma máquina do tempo é premissa o suficiente para a série continuar no ar durante muito tempo, mesmo com os eventuais hiatos de 16 anos.


Doctor Who: Let’s Kill Hitler

17/10/2011

Post original do dia 31/08/2011

[contém spoilers] A trapaça de Kansas City acontece quando todos olham para a direita e você olha para a esquerda. No caso em questão, quando todos achavam que a história seria centrada em Hitler, mas o que vimos foi o início da jornada de uma fantástica personagem deste universo chamadaRiver Song. Steven Moffat novamente explode cabeças ao trancar o Führer no armário no começo do episódio e passar o resto dele matando o Doctor e evoluindo River. E é aqui que fica complicado. Se você é daqueles que necessitam de uma lógica linear e exata para entender e gostar de algo, esqueça. River Song é sinônimo de paradoxo. O fato do amor entre River e Doctor ser paradoxal (ela se apaixona por ele porque o Doctor sabe tudo sobre ela, mas ele só tem esse conhecimento devido ao tempo que River já havia passado com ele e vice-versa)  é fichinha ao se comparar com o fato de que a melhor amiga de Amy e Rory, a qual os uniu (!), é na verdade sua filha (o nome homenageado é o nome original). Ou seja, esqueça também o modo de educação familiar básico, porque aqui a criança é criada por sua mãe antes mesmo dela saber que tem uma filha. Lembrando que essa filha, diga-se de passagem, cresce com tendências psicopatas, cometendo atos ilegais e com um único objetivo, o qual, ao ser concluído, será completamente errôneo. Isto faz com que a mesma abra mão de sua imortalidade para ressuscitar o homem que ela passou toda sua vida querendo matar. Assim é Doctor Who: uma brilhante dor de cabeça com os ocasionais seres preconceituosos viajantes do tempo. Além de toda tramaRiver/Doctor/paradoxo/lavagem cerebral/redenção de lado, é preciso também mencionar a alegria que foi rever as companions passadas (mesmo que em holograma estático) e a nova atitude pró ativa e agressiva de Rory. Agora é tentar encaixar os eventos deste extraordinário Let’s Kill Hitlerem uma timeline wibbly-wobbly e pensar que na próxima semana será provado que monstros são, de fato, reais.


Doctor Who: Quem é River Song?

17/09/2011

[Esse texto foi publicado originalmente no dia 11/05/2011, logo após a exibição do segundo episódio da sexta temporada, no site LiGado em Série.]

Ela aparece sem aviso algum. Sabe o nome real do Doctor, consegue pilotar a TARDIS melhor que ele mesmo e possui um diário com todo o futuro dele.River Song – a personagem mais complexa e enigmática do universo Who. Desde que ela apareceu na 4ª temporada, todos se perguntam quem é essa mulher que discute, argumenta e age em um nível similar do Doctor. Durante a 5ª temporada, a questão foi ficando ainda maior, pois mais fatos de sua vida foram revelados. Finalmente chegamos na 6ª temporada, em que Steven Moffat promete mostrar a verdadeira identidade de River. Mas se você gosta de especular, há uma teoria que bate muito bem com os fatos mostrados durante os oito episódios que a Dra. Song aparece. Seria ela a futura Amy Pond? Seria uma próxima regeneração do próprio Doctor? Ou seria uma personagem recém apresentada?

Primeiramente, vamos falar sobre a linha do tempo de River. Já ficou bem claro que River e o Doctor viajam em direções opostas – enquanto ela o conhece mais, ele a conhece menos e vice-versa. Analisando os episódios passados, é possível criar a timeline do ponto de vista de River. No entanto, devemos levar em conta que ela é uma viajante do tempo, então é difícil colocar em uma linha reta o que deve ser uma coisa wibbly wobbly timey wimey. De qualque forma, é preciso entender que, como estamos vendo os eventos do ponto de vista do Doctor, toda vez que vemos River ela é uma versão diferente da personagem.  A versão mais velha é a da Biblioteca, quando a primeiro conhecemos. A versão mais nova é a da aventura nos EUA, que vimos nos episódios de estreia do 6º ano. Segue um simples gráfico para tornar a idéia mais clara:

É evidente que a Biblioteca é o último lugar onde River vai, pois trata de sua morte. Nesse episódio, ela cita os eventos da Queda de Bizâncio, o Piquenique em Asgard (o qual aconteceria mais cedo para o Doctor) e a noite em Dorillian, que teria acontecido logo antes dela ir à Biblioteca. Na segunda vez que a vemos, estamos em Alfava Metraxis, quando a nave contendo um Weeping Angel cai no Bizâncio. River cita Bone Medows, um evento localizado no começo de seu diário. Ao final do episódio, ela revela que eles se encontrarão novamente quando a Pandórica abrir, deixando claro que este evento é posterior ao vivenciado no final da temporada. É possivel colocar os EUA antes de Pandórica pelo fato de que ela ainda está na prisão e pelo que é dito após o beijo. Enquanto aquele é o primeiro beijo para o Doctor, é o último para ela, pois a partir de então ele a conhecerá cada vez menos (eles não se beijam no Bizâncio, na Pandórica ou na Biblioteca). Dorillian demonstra o fator timey wimey citado anteriormente. Teoricamente, por ser o último evento de River antes da Biblioteca, ela deveria ter encontrado um Doctor novo, que quase não a reconhecesse. Mesmo assim, ela descreve uma noite íntima, na qual qual ele a presenteia com a chave sônica do futuro e derrama lágrimas por saber de sua morte. Se olharmos para a linha do tempo de trás para frente, temos a ordem que nós e o Doctor estamos encontrando River Song. Quando entendemos isso, a cena da Biblioteca em que o Doctor diz que não a conhece faz muito mais sentido, e fica extremamente mais triste. Principalmente quando juntamos esse conhecimento como a fala de River no episódio 6×01: “Fico ansiosa por nossos encontros, mas sei que toda vez que isso ocorre, ele estará um pouco mais distante. E o dia está chegando em que aquele homem me olhará, meu Doctor, e ele não terá a mínima ideia de quem eu sou. E eu acho que isso vai me matar”. Uma trágica história de amor.

Agora que já entedemos como funciona a linha do tempo de River, vamos para a parte mais importante: sua identidade. Teorias como “River Song é Amy Pond” e “River Song é o Doctor” podem ser facilmente descartadas por vários motivos, mas a principal razão é porque interagir com o passado pode abrir um buraco no universo (sem contar que seria errado em vários níveis o Doctor beijar a si mesmo). Então o que é viável? Para mim e todos que acreditam nessa teoria, a resposta foi dada no início dessa temporada. River Song seria a filha de Amy, a qual é a garotinha que fugia do Astronauta e que se regenerou ao final do episódio. Pense bem, quando Amy tivesse seu bebê, o Doctor estaria ao seu lado. Por algum motivo, ele descobriria que a menina é River,  e esse é um assunto que ele conhece bem. A razão pela qual River se apaixona pelo Doctor é porque ele sabe tudo sobre ela, assim como o Doctor a ama por ter um conhecimento mais avançado que o seu. Eles estão presos em um ciclo vicioso temporal, pois River só possui esse conhecimento devido ao tempo que passou com o Doctor, e o Doctor só sabe da vida de River devido ao tempo que ela passou com ele – um instiga o outro. Viagem no tempo, um tópico absolutamente fascinante.

Mas voltando à teoria. Ao final do episódio Day of The Moon, Amy diz que estava preocupada que seu bebê sofresse de algum efeito causado pelo tempo que ela passou na TARDIS. Sua filha pode não ter uma “cabeça temporal”, mas poderia muito bem adquirir a habilidade de se regenerar. No mesmo episódio, a TARDIS não consegue identificar com certeza se Amy está grávida ou não. Isso me parece o resultado de duas realidades se sobrepondo (em uma Amy está grávida, na outra não), o que poderia ter sido causado pelo Silêncio. Esse efeito poderia ser a causa do mal estar de Amy e River após o encontro com a criatura (Amy estaria se sentindo mal por “perder” o bebê, consequentemente apagando a existência de River). A mulher com o tapa olho que Amy viu no 6×01 e 6×03 também poderia ser dessa suposta realidade alternativa, na qual ela não estaria grávida. Mas isso não é o que me preocupa. Presumindo que River é a filha de Amy, assim como a garotinha, por que ela está sozinha em 1969? Onde está o Doctor, Amy e Rory? Um outro fato que acho bem interessante é que, considerando a morte do Doctor legítima  em The Impossible Astronaut, isso significa que River passa o resto da sua vida sabendo como ele irá morrer, e o Doctor também sabe todo o tempo como é o fim de River na Biblioteca. Uma situação poética e triste, como grande parte da escrita de Steven Moffat.

O que vocês acham da teoria? Faz sentido ou vocês tem uma visão diferente? Poderíamos esperar a temporada responder quem é River Song, mas qual seria a graça disso?


Doctor Who Premiere

01/06/2011

Steven Moffat nos fez temer pessoas com máscaras de gás, ressuscitou nosso medo de criaturas escondidas em baixo da cama, fez com que fiquemos com os olhos bem abertos ao olhar uma estátua, ter certeza de sempre contar nossa sombra, olhar diferente para rachaduras na parede e, agora, ficar realmente preocupados ao esquecer algo. Se o final da 5ª temporada de Doctor Who foi brilhante, os dois primeiros episódios do 6º ano absolutamente fantásticos. Sem dúvida a melhor estreia desde 2005 e, até então, meu episódio favorito (ok, fica empatado com Blink). O retorno da família TARDIS trouxe tudo que precisávamos: comédia, drama, suspense, mistério e um roteiro muito bem elaborado. Moffat desenvolveu uma criatura ainda mais assustadora que os Weeping Angels, tanto por sua forma física quanto por suas habilidades.

Nada mais temeroso que perder suas memórias. O arco do Silêncio foi sendo construído durante a temporada passada, chegando ao seu clímax nos dois últimos episódios. E da mesma forma como foi bem estruturado, teve um final digno. Uma solução bem ao estilo Doctor (handled like a Time Lord!). No entanto, não acho que essa foi a última vez que ouvimos falar do Silêncio. Passamos agora para algumas aventuras independentes, deixando dúvidas como “por que a TARDIS não deu um diagnostico definitivo para Amy ?”, “a menina seria de Gallifrey?” e, claro, “quem é River Song?”. Estes questionamentos certamente estão em vigência no nosso cérebro (tenho minhas teorias, mas isso entra num próximo post). Doctor Who explicou mais um evento histórico e todo fã da série sempre irá pensar “silence will fall” quando ouvir alguém mencionar Neil Armstrong e a primeira viagem à Lua.


Preview: A 6ª Temporada de Doctor Who

03/05/2011

Finalmente chegou o dia! Estreia hoje simultaneamente na Inglaterra e nos EUA a 6ª temporada de Doctor Who! Eu, como fã suprema do “homem louco com uma caixa”, não poderia estar mais ansiosa. Amava Eccleston e Tennant na obra de Russell T. Davies, mas Steven Moffat adicionou algo mais que Matt Smith na fórmula. Ele adicionou conto de fada, romance e magia, em um doutor mais positivo e vigoroso. Mas isso não exclui todas as criaturas bizarras e as tramas que te deixam com um nó na garganta ao final do episódio. Depois de nos presentear com a (quase) perfeita 5ª temporada, Moffat nos fez sofrer por meses esperando o retorno da gangue em uma história que envolve a Casa Branca. A estreia em duas partes começa com Amy, Rory e o Doctor no deserto de Utah, e passa para o Salão Oval em 1969. Quem já viu os promos, sabe o que os aguarda e, aparentemente, poderemos esperar características de “Blink” nos episódios, com as consequências de olhar (ou não) para os aliens e com personagens deixando mensagens para si mesmos. Também teremos a participação do ator multifuncional Mark Sheppard, que já participou de inúmeras séries como Battlestar GalacticaSupernaturalWarehouse 13 e Medium.

Quanto ao resto da temporada, é de se esperar algo tão genial quanto. Ela será dividida em duas partes: a primeira com sete episódios, começando hoje, e a segunda com os episódios restantes na época da fall season. Moffat afirmou que construiu um clímax enorme, resultando em umcliffhanger de tirar o fôlego entre as duas partes de temporada. Ele ainda estimula: “Você verá a vida do Doutor mudar para sempre, você irá suspirar em espanto com a verdadeira natureza de seu relacionamento com Amy e você irá chorar de horror enquanto Rory Williams ficar à beira de um trágico erro”. O livro The Brilliant Book of Doctor Who 2011 ainda revela algumas pistas sobre outros eventos, seja o possível retorno de Atraxi, a polícia galáctica que estava atrás do Prisioneiro Zero no primeiro episódio da 5ª temporada; mais esclarecimentos sobre a explosão da TARDIS, também na 5ª temporada; ou a introdução de um novo (ou não) personagem de Gallifrey. E, como não poderia faltar, teremos muito mais de River Song, que retorna junto com o 6º ano. Ela teve sua primeira participação no fantástico episódio duplo “Silence in the Library” e “Forest of the Dead”, da 4ª temporada. Na minha opinião, River é tão fascinante quanto o próprio Doctor. De qualquer maneira, a 6ª temporada promete. Então se prepare, porque aqui começa uma nova aventura absolutamente brilhante.

Texto também disponível no site LiGado em Série