Séries para Leigos: Terminator: The Sarah Connor Chronicles

26/05/2010

A série chamada no Brasil de “O Exterminador do Futuro” é derivada do filme homônimo, que tem como ícone Arnold Schwarzenegger e a direção de James Cameron (Avatar).

Os eventos do seriado se situam logo após o segundo filme e apresenta uma realidade alternativa quanto ao terceiro. A história base é praticamente a mesma – Sarah, John e um Exterminador bonzinho enviado do futuro tentam impedir que a tecnologia da Skynet se desenvolva, enquanto fogem do Exterminador malvado. A diferença do filme para a série é a mudança da perspectiva do Exterminador (assim como seu estereótipo) e a exploração da mitologia criada por Cameron.

A primeira temporada possui nove episódios, e a segunda 22. Infelizmente, Terminator:SCC foi cancelada antes do terceiro ano, que de acordo com Josh Friedman (Produtor Executivo), teria sido a melhor temporada. Mesmo com apenas 31 episódios, a série merece ser vista, pois além das lutas e explosões básicas, o roteiro mostra a difícil tarefa de Sarah – proteger seu filho do perigo e ao mesmo tempo criá-lo para ser o futuro líder da revolução contra as máquinas.

Como Sarah Connor e a Exterminadora Cameron (sim, uma homenagem a James Cameron) temos Lena Headey (Os Irmãos Grimm) e Summer Glau (Firefly). O elenco também conta com Brian Austin Green (Beverly Hills, 90210) como o irmão de Kyle Reese (pai de John) e a épica participação de Shirley Manson (vocalista da banda Garbage) durante a segunda temporada. Manson também co-escreveu e cantou uma versão da música gospel “Samson and Delilah“, que toca durante os primeiros minutos do episódio de estreia do segundo ano. O resto da trilha sonora foi desenvolvida por Bear McCreary, responsável por músicas de Battlestar Galactica, Caprica e Eureka.

Como parte do grande marketing da série, vários posters foram criados usando principalmente a personagem de Summer Glau. Um deles, descrito como uma “Lady Godiva-esque pose”, foi usado em vários outdoors na cidade de Los Angeles.

A interpretação da Exterminadora rendeu para Summer Glau um Saturn Award, assim como nominações para outros dois prêmios. Lena Headey e Thomas Dekker  também concorreram no Teen Choice Awards e Saturn Award, mas não venceram em suas categorias.

Terminator: The Sarah Connor Chronicles já está disponível em Blu-Ray/DVD e é exibida no SBT todos os dias às 21h. Não deixem de conferir.


Seis Graus de Separação: Summer Glau e Grace Park

27/01/2010

Tanto Summer quanto Grace tem como seu maior papel na televisão seres cibernéticos que se rebelaram contra a raça humana. No entanto, ambas nunca atuaram juntas. Qual é o grau que separa a Exterminadora Cameron da Cylon Sharon*?

Grace Park e Tahmoh Penikett atuaram juntos no espaço de Battlestar Galactica.

Tahmoh Penikett interpreta Paul Ballard em Dollhouse, contracenando com Eliza Dushku.

Em Tru Calling, Eliza Dushku teve como antagonista o ator Jason Priestley.

Jason Priestley era o protagonista da antiga (e agora com um remake) série Beverly Hills 90210, na qual atuou com Brian Austin Green.

Por fim, Brian Austin Green entra em Terminator: The Sarah Connor Chronicles, lutando ao lado de Summer Glau.

Tem alguma sugestão para o próximo “Seis Graus de Separação”? Então mande um email para serialcookies@gmail.com

*O grau de separação feito pelo Serial Cookies leva em consideração somente seriados. Os personagens/atores devem fazer parte do elenco fixo ou ter grande participação na série (caso contrário, todos os atores da televisão seriam ligados por ER).


Séries para Leigos: Joss Whedon e a Dollhouse

21/01/2010

Antes que cientistas japoneses pensassem em criar o sangue sintético, e que Sookie, Bill e companhia tomassem conta do mundo vampiresco, Joss Whedon já havia feito sua fama com Buffy – A caça vampiros e Angel.

Parte do sucesso de suas criações se dá pela filosofia por trás de cada série. Buffy não era apenas uma garota loira que caçava vampiros, mas uma adolescente feminista que combatia analogias de um mundo real. Assim como Angel não era apenas um vampiro renegado matando sua própria raça, mas uma metáfora ambulante de redenção que andava na fina linha da ambigüidade moral e ética. Os tripulantes de Firefly também não ficam de fora, mostrando a vida de pessoas que estão do lado perdedor de uma guerra civil.

Depois de cinco anos afastado da televisão, Whedon junta novamente sua criatividade e filosofia e estréia a série Dollhouse. Agora a pergunta é: “E se houvesse uma tecnologia capaz de apagar apersonalidade de uma pessoa e trocá-la por outra?” No novo mundo de Whedon existe. A trama gira em torno da ativa Echo (ativos são pessoas que tem suas personalidades apagadas e são “reimprimidos” com novas personalidades para realizarem as mais diferentes missões), que conforme os episódios vão passando, é provado que há muito mais por trás daquela aparente boneca vazia.

Na série da caça-vampiros, existia o chamado “monstro da semana”. Isso envolvia um novo demônio a cada episódio, enquanto uma trama maior era desenvolvida em segundo plano. Em Dollhouse acontece a mesma coisa. A cada episódio, Echo recebe uma nova personalidade e missão, sempre desenvolvendo um arco maior no pano de fundo.

Joss Whedon adora o tema de ambigüidade e Dollhouse explora bastante esse assunto, debatendo sempre se é correto ou não dar às pessoas o que elas precisam usando os ativos.

Talvez por ser filho de dois grandes roteiristas se sitcoms, o criador da série sempre acha um jeito de colocar humor dentro da história, seja por personagens naturalmente mais cômicos ou por situações impostas.

Entre todas as similaridades com as séries passadas, a maior delas é a protagonista de Dollhouse: Eliza Dushku. Os fãs mais antigos de Whedon a conhecem como a caça vampiros Faith, quefez parte de Buffy a partir da terceira temporada da série (e participações especiais em Angel). Mas Dushku não é o único nome conhecido. Amy Acker (Fred, de Angel) faz parte do elenco secundário, Felicia Day (Vi, da última temporada de Buffy) participa do último episódio do seriado e Summer Glau (River Tam, de Firefly) que irá fazer uma participação na segunda temporada.

Quando Buffy estreiou, ela teve apenas 12 episódios, e Dollhouse não fica longe disso. A nova série possui uma primeira temporada de 13 episódios, com um final de temporada fantástico, lembrando o universo de Firefly.